NEWS
Fim das bets contextualiza como vício em jogos é questão de saúde pública CONGREGARH debate futuro do trabalho, IA, liderança e relações humanas Banricard passa a operar com bandeira Elo, ampliando aceitação dos cartões Alimentação e Refeição Seminário de Enfermagem da Feevale tem foco na Estomaterapia Sesc Mesa Brasil mobiliza toneladas de alimentos para famílias atingidas por temporal em Santiago e Alegrete Com inscrições abertas, Maratona Internacional de Porto Alegre 2027 reafirma compromisso com excelência Hospital Sapiranga recebe Prêmio Maturidade de Gestão na Saúde 2026 Prescrição de receita azul e amarela digital: o que muda para médicos e pacientes a partir de hoje Mês do Coração: Hospital Moinhos de Vento incorpora nova tecnologia para tratamento da fibrilação atrial Imersão Internacional do Sebrae RS leva empresários gaúchos à China para prospectar fornecedores e ampliar negócios
Notícias

Falhas na limpeza em ambientes alimentícios podem comprometer a saúde do consumidor

Protocolos padronizados reduzem riscos e aumentam a confiança em marcas

12/09/2025 Roberto Kreitchmann Fonte: Assessoria de Imprensa da da Copapel Compartilhar:
Falhas na limpeza em ambientes alimentícios podem comprometer a saúde do consumidor
Foto: Freepik

Ambientes como mercados, padarias e açougues devem garantir a segurança alimentar em meio à alta circulação de pessoas e à manipulação de produtos. De acordo com Annayara Vanessa dos Santos, engenheira química da Copapel, a limpeza crítica — aplicada em áreas onde a higiene é de extrema importância, como hospitais e indústrias alimentícias — deve ser uma prioridade nesses locais graças ao risco elevado de contaminação cruzada.  

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) estima-se que 600 milhões de pessoas, quase 1 em cada 10, adoecem por consumir alimentos contaminados a cada ano, resultando em 420.000 mortes. A contaminação cruzada ocorre quando fluidos são transferidos de uma fonte contaminada para outra. Eles podem se movimentar entre um alimento cru para um alimento cozido, de pessoas para alimentos, ou de utensílios não higienizados para alimentos. "A presença constante de matéria orgânica, umidade e resíduos facilita a proliferação de microrganismos patogênicos, como Salmonella, Listeria e E. coli, que podem comprometer a segurança alimentar", explica a especialista.  

Segundo Annayara, estabelecimentos alimentícios são regidos por normas sanitárias rigorosas e legislações estaduais e municipais que exigem altos padrões de higiene. Uma falha nesse processo pode resultar em recalls de produtos, penalidades legais, perdas financeiras significativas e danos graves à saúde do consumidor, o que gera perda de confiança na marca.  

Annayara destaca, entre os erros mais comuns na limpeza, o uso inadequado de produtos químicos, seja pela diluição incorreta, aplicação sem tempo de contato mínimo, ou uso de produtos não recomendados para a indústria alimentícia. Em superfícies como mesas de praça de alimentação, por exemplo, costuma-se usar álcool, que remove a película protetora e as deixa opacas e gastas. O produto precisa de tempo de contato para eliminar os microorganismos, contudo, evapora rapidamente, não tendo eficiência na higienização. "Além disso, muitos estabelecimentos falham na implementação de protocolos padronizados, negligenciando áreas críticas como ralos, pisos, cortinas de ar, câmaras frias e superfícies de difícil acesso", acrescenta. Outro ponto que impacta a qualidade da limpeza, segundo a especialista, é a carência de treinamentos adequados para as equipes de trabalho.  

Para equilibrar eficácia sanitária e responsabilidade ambiental na área, soluções sustentáveis vêm ganhando espaço. "Hoje é possível manter o controle microbiológico sem agredir o meio ambiente. Produtos biodegradáveis e equipamentos que reduzem o consumo de água e energia são exemplos de alternativas que unem segurança alimentar e sustentabilidade", afirma a engenheira química.  

A inovação tecnológica está revolucionando o setor. Ferramentas como a dosagem inteligente, a rastreabilidade digital e certificações como as da Allia, maior rede de higiene e limpeza da América do Sul, elevam o padrão de higienização e reduzem desperdícios. "Junto com essas ferramentas, o treinamento contínuo garante que os processos sejam executados de forma padronizada e eficiente", complementa Annayara. 

Para ela, investir em um programa estruturado de higiene é, além de uma exigência legal, uma estratégia de negócios. "A limpeza bem-feita transmite confiança, fortalece a fidelização dos clientes e protege a marca contra prejuízos financeiros e danos à reputação.", conclui.

Veja Também