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Sebrae RS fortalece pequenos negócios para ocupação do Viaduto Otávio Rocha

Estudo técnico da instituição embasou o edital de ocupação e segue orientando empreendedores que irão atuar em um dos principais patrimônios históricos de Porto Alegre

12/08/2026 Redação Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae RS Compartilhar:
Sebrae RS fortalece pequenos negócios para ocupação do Viaduto Otávio Rocha
Foto: Divulgação Sebrae RS

O Sebrae RS tem desempenhado um papel estratégico na retomada do Viaduto Otávio Rocha, um dos principais patrimônios históricos de Porto Alegre, ao apoiar a preparação dos empreendedores que irão ocupar os nichos comerciais do local. A atuação começou antes mesmo da publicação do edital de concessão dos espaços, com a elaboração de um diagnóstico sobre o potencial econômico do viaduto, e continua por meio de consultorias, mentorias e capacitações voltadas aos pequenos negócios que participarão da iniciativa.

Primeiro viaduto construído na capital gaúcha e tombado como patrimônio histórico municipal desde 1988, o Viaduto Otávio Rocha reúne características arquitetônicas singulares, como as escadarias monumentais, rampas de acesso e lojas instaladas sob seus arcos. A proposta da Prefeitura de Porto Alegre é transformá-lo em um ambiente de convivência, gastronomia, cultura, turismo e economia criativa, ampliando a circulação de pessoas e fortalecendo a região central.

Convidado pela Prefeitura de Porto Alegre para integrar o projeto, o Sebrae RS realizou um amplo levantamento sobre o perfil do público, a partir da escuta da comunidade, dos frequentadores e das pessoas que passam pela região, além de identificar oportunidades de mercado, vocações do viaduto, requisitos operacionais e modelos de gestão e ouvir especialistas e empresários do setor gastronômico. O material serviu como uma das bases técnicas para a elaboração do edital de ocupação e foi apresentado aos empreendedores durante o lançamento da seleção.

"O Viaduto Otávio Rocha é um dos projetos mais relevantes de requalificação urbana do Rio Grande do Sul porque reúne patrimônio histórico, empreendedorismo, cultura e desenvolvimento econômico. Nossa visão sempre foi de que o local não deveria apenas recuperar sua arquitetura, mas voltar a fazer parte da vida da cidade, tornando-se um polo permanente de gastronomia, economia criativa, turismo e convivência", destaca o especialista no mercado de A&B do Sebrae RS, Roger Klafke.

Na etapa seguinte, a entidade mobilizou empreendedores para o evento de lançamento do edital, realizado no Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha), quando apresentou os resultados do estudo e aproximou os interessados da oportunidade. Atualmente, a instituição permanece parceira da Prefeitura e do Consórcio Confia no Centro, formado pelo Bar Justo e pelo Café Mal-assombrado, apoiando a divulgação da iniciativa e a qualificação dos empreendedores.

Além disso, disponibiliza consultorias, mentorias e capacitações em temas como gestão financeira, marketing, modelagem de negócios, boas práticas para alimentação, precificação e redução de desperdícios. Conforme o diagnóstico elaborado pela instituição, o sucesso da ocupação depende de um conjunto complementar de operações, priorizando pequenos negócios com identidade e conexão com a cultura local. Entre os segmentos com maior potencial estão cafeterias, bistrôs, bares, cervejarias, livrarias, ateliês, artesanato contemporâneo, design e outros empreendimentos ligados à economia criativa.

Para a gestora do Programa Centro+ da Prefeitura de Porto Alegre, Bruna Serrano, a parceria foi decisiva para estruturar o projeto. "Entendemos que a recuperação de um patrimônio histórico só se torna sustentável quando vem acompanhada do fortalecimento dos negócios que irão ocupá-lo. O Sebrae aportou sua expertise por meio de uma consultoria estratégica, que serviu de base para a estruturação do edital. A partir desse trabalho, abre-se a possibilidade de que o patrimônio se torne um polo de economia criativa, gastronomia e cultura".

De acordo com Bruna, a expectativa é devolver à população um patrimônio plenamente integrado ao cotidiano da cidade. A proposta é consolidar um ambiente seguro, acessível e acolhedor, que reúna gastronomia, cultura, produtos locais e experiências capazes de ampliar o tempo de permanência das pessoas no Centro Histórico, gerando impactos positivos para o comércio, os serviços, o turismo e a economia criativa.

À frente do Consórcio Confia no Centro, responsável pela gestão dos estabelecimentos comerciais, Adelino Bilhalva explica que a ocupação foi construída a partir de um processo de curadoria, buscando reunir negócios que representem a identidade de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul.

"Não queremos apenas preencher lojas. Buscamos empresas que tenham propósito, dialoguem com a história do Viaduto e estejam dispostas a desenvolver formatos específicos para este lugar. O estudo realizado pelo Sebrae foi fundamental porque transformou uma ideia ampla em decisões baseadas em informações concretas sobre público, fluxo e potencial econômico", afirma.

A expectativa do consórcio é que o empreendimento contribua para ampliar o movimento no Centro ao longo de toda a semana, estimulando a geração de empregos, fortalecendo fornecedores, produtores locais e prestadores de serviços, além de consolidar o Viaduto Otávio Rocha como um novo destino de gastronomia, cultura, lazer e turismo.

Segundo Klafke, a iniciativa demonstra como a valorização do patrimônio histórico pode caminhar ao lado do desenvolvimento dos pequenos negócios. "Quando um patrimônio volta a gerar oportunidades para empreendedores, cultura, gastronomia e turismo passam a atuar de forma integrada. Nosso objetivo é contribuir para que o Viaduto Otávio Rocha se consolide como um espaço vivo, seguro, economicamente sustentável e uma nova referência para Porto Alegre", conclui.

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