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Saúde Geral

O que o comportamento do seu pet pode estar tentando dizer

A professora do curso de Medicina Veterinária da Estácio, Lucile da Silva Lins Baía, explica o comportamento dos pets

12/08/2026 Redação Fonte: Usina de Notícias Compartilhar:
O que o comportamento do seu pet pode estar tentando dizer

Antes de o tutor perceber uma doença, o pet costuma dar sinais de que algo não está bem. Em um país que abriga cerca de 160,9 milhões de animais de estimação, sendo aproximadamente 63,7 milhões de cães e 32,2 milhões de gatos, uma das maiores populações pet do mundo, reconhecer mudanças no comportamento pode fazer toda a diferença para um diagnóstico precoce e para a qualidade de vida dos animais.

A professora do curso de Medicina Veterinária da Estácio, Lucile da Silva Lins Baía, explica que um dos erros mais comuns é esperar manifestações evidentes de dor. "Muita gente acredita que o animal com dor vai chorar ou mancar, mas cães e gatos costumam esconder esse desconforto por instinto de sobrevivência. Por isso, os sinais geralmente são comportamentais e mais discretos do que as pessoas imaginam", afirma.

Nos cães, alterações na postura merecem atenção. Andar com o dorso arqueado, assumir a chamada posição de prece com o peito próximo ao chão e a garupa elevada, relutar em subir escadas, entrar no carro ou pular no sofá podem indicar dor, especialmente de origem abdominal, óssea ou articular. Lamber repetidamente o mesmo local do corpo e apresentar aumento da frequência respiratória, mesmo em repouso, também são comportamentos que podem indicar algum problema.

Já os gatos tendem a demonstrar desconforto de forma ainda mais sutil. Como são animais naturalmente cuidadosos com a higiene, deixar de se lamber, apresentar o pêlo opaco, engordurado ou com aspecto desarrumado pode ser um sinal de dor ou estresse. Além disso, mudanças no apetite, no padrão de sono e no comportamento, como um animal normalmente dócil que passa a reagir com agressividade ou isolamento, também merecem investigação.

Segundo Lucile, é natural que o tutor observe o animal por um curto período antes de procurar ajuda, mas o tempo de espera não deve ser excessivo. "Quanto mais demoramos para buscar atendimento, maior é o risco de perder o momento ideal para o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado. Sempre que houver mudanças persistentes no comportamento, o mais indicado é procurar avaliação veterinária", orienta.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o bem-estar animal depende de fatores como boa alimentação, conforto, segurança e ausência de dor, medo e doenças. Por isso, conhecer os hábitos do próprio pet e identificar alterações, mesmo discretas, é uma das principais formas de garantir uma vida mais saudável e prevenir o agravamento de problemas que, muitas vezes, passam despercebidos pelos tutores.

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