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Emoções como herança genética
 
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25/05/2009

Emoções como herança genética

Emoções dos pais são passadas para os filhos por meio dos genes, diz estudo

Emoções como herança genética

Um artigo científico que acaba de ser publicado na revista Bioscience Hypotheses sugere que nossos sentimentos ao longo de nossa vida podem afetar geneticamente os nossos filhos.

Embora o aspecto cultural das emoções dos pais, que influenciam diretamente os filhos por meio da educação e da convivência, seja largamente conhecido, esta é a primeira vez que se demonstra que as emoções experimentadas antes da concepção podem ser herdadas pelos filhos por meio dos genes.

Humor afeta os genes

O Dr. Halabe Bucay sugere que uma grande variedade de compostos químicos que nosso cérebro produz quando experimentamos vários tipos de humor pode afetar os óvulos ou os espermatozóides, as células que resultarão em nossos descendentes.

Esses químicos naturais podem a afetar a forma como genes específicos são expressos na células reprodutoras e, desta forma, influenciar a biologia dos nossos filhos.

A pesquisa demonstra que os hormônios e outras substâncias químicas resultantes de estados emocionais como felicidade, depressão e outros alteram expressões gênicas nas células reprodutoras masculinas e femininas, efetuando alterações que serão repassadas aos nossos filhos durante a concepção.

Hipótese intrigante

Já se sabia que substâncias químicas cerebrais, como as endorfinas, ou drogas, como a heroína e a maconha, têm efeitos significativos sobre os óvulos e os espermatozóides, alterando o padrão de genes que são ativos nelas.

"Obviamente, é bem conhecido que o comportamento dos pais afeta as crianças, e que os genes que uma criança herda de seus pais ajuda a moldar a personalidades dessas crianças," diz o Dr. Bucay. "Meu estudo agora sugere um mecanismo por meio do qual a psicologia dos pais antes da concepção pode de fato afetar os genes dos seus filhos."

"Esta é uma hipótese intrigante," comentou o Dr. William Bains, editor da revista e que não participou da pesquisa. "Nós quisemos publicá-la para ver o que outros cientistas pensam e se outros já têm dados que a reforcem ou contestem."


Autor: Redação
Fonte: Diário da Saúde

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