.
 
 
Avanços na identificação e tratamento do câncer infanto-juvenil representam 80% de cura
 
Notícias
 
     
   

Tamanho da fonte:


13/02/2017

Avanços na identificação e tratamento do câncer infanto-juvenil representam 80% de cura

Oncologistas pediatras apontam as melhorias e os desafios para enfrentar a doença que prevê para 2017 mais de 12 mil novos casos

A taxa de cura do câncer infanto-juvenil, que abrange pessoas de um a 19 anos, passou de 5% a 10% na década de 60 para 80% de acordo com índices atuais apontados por centros de referência mundiais. No Brasil, onde a patologia já representa a maior causa de morte por doença dentro da faixa etária indicada anteriormente, as estatísticas são semelhantes, porém, ligeiramente inferiores. No dia 4 de fevereiro, celebrou-se o Dia Mundial do Câncer, que tem a enfermidade como tema da campanha do Instituto Nacional de Câncer neste ano.

A melhora deste cenário deve-se, principalmente, ao avanço da cura das leucemias linfoides agudas da infância, conforme aponta a coordenadora do Comitê de Oncologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Mariana Bohns Michalowski.

- Esta é a neoplasia mais frequente e conseguimos curar a maior parte das crianças. Além disso, boa parte deste contexto positivo deve-se à ampla divulgação dos sintomas, pois a identificação precoce aumenta diretamente as taxas de cura - comenta a oncologista pediatra.

As inovações e tecnologias também impactaram no aumento de sobrevida, como destaca o chefe do Serviço de Oncologia e Hematologia Pediátrica do Hospital da Criança Santo Antônio e associado da SPRS, Cláudio Galvão de Castro Júnior.

- Temos alguns pontos a destacar. O primeiro é o cuidado geral com o paciente. Quando realizado por equipes especializadas efetivamente se aumenta a chance de cura. Dentro deste fator destaca-se também a qualidade dos materiais utilizados no dia a dia para curativos, os cateteres de melhor qualidade e até mesmo os medicamentos usais - explica Galvão.

Os outros dois pontos indicados pelo médico são o progresso exponencial do diagnóstico e as novas drogas e tratamentos com radioterapia. De acordo com ele, novas tecnologias e conhecimentos de biologia desmembrar os grupos de pacientes. Além disso, as novas técnicas de sequenciamento de tumores estão indicando os melhores alvos moleculares e a sensibilidade à quimioterapia já pode ser medida.

- Temos novos medicamentos chegando para o tratamento de leucemias linfoides agudas, como o blinatumomabe. Drogas já usadas em adultos para outras doenças também estão sendo testadas em crianças e adolescentes. Enquanto isto, novos equipamentos de radioterapia permitem precisão jamais imaginada anteriormente além de garantir menos efeitos colaterais - complementa o associado da SPRS.

Com um cenário estimulante e desafiador, os médicos apontam problemas e soluções em todas as áreas. Além da melhora do diagnóstico precoce, é preciso também simplificar o acesso dos pacientes aos centros de tratamento. A oncologia e a hematologia pediátrica já se organizaram, porém, a falta de leitos ocorre ainda em algumas regiões do país, principalmente na região norte.

- Novos agentes quimioterápicos e outras formas de tratamento guiado a um alvo terapêutico específico melhoraram o prognóstico. Porém, além de melhorar as taxas de cura, precisamos também aprimorar a qualidade de vida pós-tratamento das crianças - afirma Mariana Michalowski.

Já Galvão frisa que os limites permanecerão e se tornarão cada vez mais complexos, pois as doenças que ainda não são curadas atualmente, apresentam biologia intrincada, dificultando o seu tratamento.

- O mais bonito é que, a despeito de toda a tecnologia, a base fundamental continua a ser uma medicina humanizada, com cuidados multidisciplinares e uma boa história clínica - finaliza o médico.

A falta de medicamentos e o percentual de pacientes que ainda não é tratado por especialistas justificam as baixas taxas de avanço no tratamento e cura da doença quando comparado às estatísticas mundiais. Para 2017, o INCA prevê 12.600 casos de câncer infanto-juvenil no país. 


Autor: Francine Malessa
Fonte: Play Press

Imprimir Enviar link

Solicite aqui um artigo ou algum assunto de seu interesse!

Confira Também as Últimas Notícias abaixo!

 
 
 
 
 
 
 
Facebook
 
     
 
 
 
 
 
Newsletter
 
     
 
Cadastre seu email.
 
 
 
 
Interatividade
 
     
 

                         

 
 
.

SIS.SAÚDE - Sistema de Informação em Saúde - Brasil - R. Dr. Flores, 263 - Centro Porto Alegre - RS, 90020-120
O SIS.Saúde tem o propósito de prestar informações em saúde, não é um hospital ou clínica.
Não atendemos pacientes e não fornecemos tratamentos.
Administração do site e-mail: contato@sissaude.com.br. (51) 3779.0602