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Pediatra tranquiliza os pais sobre a vacinação da febre amarela
 
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15/02/2017

Pediatra tranquiliza os pais sobre a vacinação da febre amarela

Doença não oferece risco aos gaúchos que não estiverem nas áreas em que o vírus já esteja circulando

"A febre amarela não precisa assustar os gaúchos, pelo menos por enquanto". A frase do pediatra da Sociedade de Pediatria do RS, Benjamin Roitman, é para tranquilizar os pais quanto à doença. O surto da febre amarela, que atingiu algumas regiões no interior de Minas Gerais, de São Paulo e do Espírito Santo, não deve atormentar o estado, nem causar atraso nas férias das famílias por aqui.

- Não há motivo para pânico e urgência no Rio Grande do Sul. A doença ocorre em matas e zonas de florestas. Não existem casos, desde a década de 1940, em que a febre amarela atingiu a área urbana e no litoral. Quem vai viajar para locais que estão com histórico de surto, sim, precisam se vacinar. O restante da população pode ficar tranquila - explica Benjamin Roitman.

O pediatra destaca que a vacina contra a febre amarela faz parte do calendário vacinal brasileiro desde 2010 em duas doses. Então, toda criança deve ser vacinada com nove meses e depois com cinco anos. Além disso, a vacina é liberada para qualquer adulto na rede pública, até os 60 anos. Depois desta idade, é preciso ter recomendação médica. Roitman ressalta que a vacina pode causar alguns efeitos colaterais. Por isso, tem que avaliar caso a caso, antes de realizar a vacina.

- É uma vacina com vírus vivo atenuado e pode causar alguns efeitos. Os casos mais graves são raros, mas o risco existe. Então, não precisamos de pânico e vacinar qualquer pessoa de maneira indiscriminada. Hoje, recomendação é que procure a vacina quem vai para o exterior, nos países que exigem, para zonas de mata, florestas e locais com histórico de surtos recentes - afirma.

Como o verão é um período com maior proliferação de mosquistos, que podem transmitir uma série de doenças, o pediatra indica o uso frequente de repelentes nas crianças, verificando a indicação no rótulo. Em bebês menores de seis meses, que não devem receber repelentes, o importante é proteger com barreiras físicas contra o mosquito.

- O bebê pequeno não usa repelente. Então o ideal é usar mosquiteiros, roupas que cubram bem a criança, além dos repelentes de tomadas, que afastam os pernilongos com segurança e sem riscos de toxidade. Não recomendo os repelentes em spray, apenas os de tomada - finaliza.

Os sintomas da febre amarela são a febre alta e repentina, calafrios, dores no corpo e musculares. A duração da doença é de cinco dias e pode passar para quadros perigosos de hepatite. O corpo também pode ficar com tom amarelado. O pediatra alerta para que pessoas que tenham voltado de locais com histórico da doença e que estejam com os sintomas procurem orientação médica.  


Autor: Mariana da Rosa
Fonte: Play Press

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