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Gastos com saúde mental desorganizam as finanças de pelo menos 35% das famílias brasileiras
 
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05/09/2024

Gastos com saúde mental desorganizam as finanças de pelo menos 35% das famílias brasileiras

Na Região Sul, 48,6% das pessoas admitem que já sofreram ou sofrem com algum problema de saúde mental. A ansiedade e o estresse são os dois mais comuns

  • Estudo "O Impacto das Finanças na Saúde Mental do Brasileiro" investiga a conexão entre dinheiro e emoções.
  • 55% já passaram por problemas de saúde mental e dificuldades financeiras.
  • 86% dos entrevistados confiam que cuidados com a saúde mental afetam positivamente a saúde financeira.
  • Despesas com assistência psicológica aparece à frente de gastos com automóveis e educação entre as prioridades do orçamento.
  • Complicações com o dinheiro afetam a qualidade de vida, aumentam a ansiedade, diminuem a autoestima e reduzem a qualidade do sono.
  • 43% dos entrevistados têm despesas com saúde mental.
  • 69% evitam conversar sobre dinheiro com amigos e familiares.
  • 61% se isolam socialmente em meio a turbulências financeiras.
  • 73% preferem resolver sozinho seus problemas com as dívidas.
  • 76% admitem que as contas têm reflexo direto no desempenho profissional.
  • 53% destinam até R$ 300,00 do orçamento mensal à saúde mental. 

Setembro de 2024 – Para entender as conexões entre dificuldades financeiras e problemas de saúde mental, investigando a relação entre emoções e dinheiro, a Serasa ouviu 1.766 consumidores de todo o país. Segundo o estudo, produzido pelo Instituto Opinion Box, despesas com assistência psicológica já ocupam a sexta posição nas prioridades de gastos das famílias brasileiras, à frente de custos com automóveis e educação.                                       

PRIORIDADE DE GASTOS 

GráficoDescrição gerada automaticamente


Impactos além das dívidas  

Em um país com mais de 72 milhões de inadimplentes, as consequências das dívidas extrapolam o âmbito econômico. A pesquisa aponta que 5 em cada 10 brasileiros que já passaram por problemas de saúde mental também enfrentaram dificuldades financeiras.  

Os problemas com dinheiro se refletem, especialmente, na qualidade de vida (64%), causando picos de estresse, cansaço e insônia. Os entrevistados ainda relatam impactos relacionados a ansiedade (60%), autoestima (57%) e na qualidade do sono (55%).  

Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo, chat ou mensagem de textoDescrição gerada automaticamente

Nas relações interpessoais, os efeitos se mostram igualmente presentes: 72% sentem-se mal por pedir dinheiro emprestado para familiares e amigos. Além disso, sete em cada 10 pessoas afirmam evitar conversas sobre dinheiro e 61% preferem isolar-se, afastando-se de amigos. "Muitas vezes, as pessoas têm vergonha de pedir ajuda, pois sentem que, ao contar para alguém, estariam atestando alguma espécie de incompetência na gestão de recursos", analisa Valéria Meirelles, Psicóloga do Dinheiro.  

Esse imaginário acaba comprometendo as relações interpessoais, como se houvesse alguma interligação entre dificuldade financeira e fracasso pessoal. Entre os entrevistados pela pesquisa, 73% afirmam não recorrer a nenhum tipo de ajuda porque acreditam que conseguem resolver tudo sozinhos. "Não deixamos de ser bons pais, bons filhos ou bons amigos por atravessarmos dificuldades financeiras. Falar sobre dinheiro com naturalidade com amigos, conhecidos e familiares é o primeiro passo para transpor a dificuldade", diz Valéria. 

Prejuízo no trabalho 

As dívidas e pendências também podem afetar o ambiente de trabalho. Ao enfrentar complicações financeiras, 76% dos entrevistados afirmam passar boa parte do trabalho pensando nas contas a pagar. Buscar ajuda é fundamental para evitar consequências maiores também no âmbito profissional: "Estar endividado ou com dificuldades financeiras não tornam o colaborador desqualificado, e cuidar da saúde mental pode ajudar a melhorar, inclusive, o seu desempenho na empresa", comenta a psicóloga.  

Saúde mental = saúde financeira 

Ainda de acordo com a pesquisa, 86% dos brasileiros entendem que cuidar da saúde mental pode melhorar a situação financeira a longo prazo, e 67% afirmam que gostariam de investir ainda mais neste segmento. "Depois da pandemia, mais do que nunca, as pessoas passaram a se preocupar com essa área, buscando mais qualidade de vida, praticando mais exercícios e outras iniciativas que ajudem a lidar com as emoções", afirma a psicóloga. "Essa tendência positiva mostra que a saúde mental saiu de uma posição de segundo plano, para se tornar um objetivo a ser construído como base para uma vida melhor". 

Região Sul 

Na Região Sul, 48,6% das pessoas admitem que já sofreram ou sofrem com algum problema de saúde mental. A ansiedade e o estresse são os mais comuns. Estar com nome negativado (28%) e possuir renda insuficiente para cobrir todos os gastos (27,6%) estão os principais problemas financeiros apontados.

Ao serem consultados, 44,8% das pessoas acreditam que a situação negativa de suas finanças pessoais impacta muito na sua ansiedade, além de prejudicar sua qualidade de vida (43,3%) e sua autoestima (43,1%). 

Além disso, muitas pessoas acreditam terem desenvolvido algum tipo de problema relativo à saúde mental ou algum tipo de comportamento diferente por conta de problemas financeiros. 38,9% dos entrevistados admitem ter picos de estresse com muita frequência, 36,7% reconhecem ter cansaço e desânimo também com muita frequência e 34,3% dizem ter dificuldade para dormir. 

No que se refere às relações pessoais, 35,7% dos entrevistados dizem que evitam ter conversas sobre dinheiro, 33,5% admitem sentir-se mal por pedir dinheiro emprestado à familiares e/ou amigos e 26,8% afirmaram que se isolam para evitar contatos. 

Quanto aos problemas financeiros terem causado também problemas no trabalho, 44,3% dos entrevistados afirmam que trabalham apenas pensando nas contas a pagar, 33,8% reconhecem que pensam em realizar outra atividade para ter renda extra e 25,2% admitem ter falta de motivação para trabalhar em função das preocupações. 

Ainda sobre problemas financeiras causarem também problemas no trabalho, 48,4% dizem que não conseguem pedir ajuda por achar que resolveriam tudo sozinhos,  44,1% têm medo do futuro, 38% disseram que se sentem preocupados a maior parte do tempo e 37,7% disseram que perderam o interesse em coisas que gostavam de fazer. 26,4% admitem que os problemas de saúde mental geram novos gastos com medicamentos, sendo que 36,2% gastam até R$ 300 por mês, valor que pode atingir 10% da renda mensal para 54,7% dos entrevistados. 

O acúmulo de dívidas (54,1%) e a desorganização financeira (53,4%) são apontadas como as principais dificuldades enfrentadas em decorrência dos problemas de saúde mental e 53,8% acreditam que menos estresse pode levar a decisões financeiras mais ponderadas.  

Metodologia 

O estudo faz parte da 10ª edição do Serasa Comportamento, série de levantamentos realizados pela Serasa sobre a forma como os brasileiros lidam com suas finanças. A pesquisa ouviu consumidores de todas as regiões do país, de 18 até 60 anos ou mais, sendo 52% mulheres e 48% homens. Para conferir o relatório completo, acesse: https://www.serasa.com.br/imprensa/serasa-comportamento/

Sobre a Serasa???  

Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais.?Mais informações em?www.serasa.com.br?e via redes sociais?no?@serasa. 


Autor: Neusa Galli Froes
Fonte: Assessoria de Imprensa
Autor da Foto: Freepik

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