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13/07/2011

Porto Alegre

Saúde mapeia tuberculose para alcançar meta de cura

O diagnóstico de tuberculose, há muito tempo, não é  sentença de mal incurável. Quem contrai a doença tem 100% de chance de cura, e com a possibilidade de fazer o tratamento gratuitamente, com medicamentos retirados nas unidades de saúde pública. Em Porto Alegre, a tuberculose pulmonar se manifesta na proporção de 105 casos por 100 mil habitantes. A principal incidência é entre menores de 14 anos. Mas se o índice de cura ainda não alcança a totalidade, é porque um grande número de pessoas demora mais tempo do que o necessário para buscar atendimento ou interrompe o tratamento antes do período determinado.

Essa realidade desafia a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a  chegar a pelo menos 85% de pacientes curados e a reduzir a taxa de abandono do tratamento ao máximo de  5%. Esta é a meta proposta pelo Ministério da Saúde, em acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 2009, entre os 1.664 pacientes que tiveram confirmação de tuberculose em Porto Alegre, 65% recuperaram a saúde e 16% não completaram o tratamento. Os números de 2010 estão sendo fechados neste segundo semestre de 2011.

Mapa premiado - Um mapeamento feito em Porto Alegre pela SMS com base na ocorrência e na transmissão da tuberculose por território, levou à constatação de que a doença está fortemente relacionada a condições socioeconômicas. Essa conclusão passou a nortear o planejamento de políticas públicas com foco na promoção da justiça social, e a iniciativa recebeu o Prêmio Pró-Equidade em Saúde, entregue pela primeira vez no 27º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais, realizado em Brasília, de 9 a 12 de julho.

O sistema municipal de saúde faz diagnósticos e oferece tratamento para a tuberculose em seis postos da rede. São eles os Centros de Saúde Vila dos Comerciários (Rua Moab Caldas, 400, bairro Santa Tereza), Unidade Básica de Saúde Restinga (Rua Abolição, 850), Centro de Saúde Navegantes (Avenida Presidente Roosevelt, 5), Centro de Saúde Bom Jesus (Rua Bom Jesus, 410), Estratégia de Saúde da Família Nossa Senhora das Graças (Rua Diomário Moojem, 100) e, para o caso de internação, o Hospital Sanatório Partenon (Avenida Bento Gonçalves, 3722).

Sinais de alerta - Tosse persistente por mais de três semanas, febre ao entardecer, suor excessivo durante a noite, falta de apetite e emagrecimento são indícios de tuberculose pulmonar. Os sintomas geralmente vêm juntos, mas há casos em que nem todos aparecem. Foi o que aconteceu com a dona de casa Edília, de 36 anos. Ela começou a ter crises de tosse, dor de garganta, rouquidão e dor no peito. Como os chás caseiros e a automedicação com xaropes não adiantaram, ela procurou atendimento médico e, depois de ser internada em um hospital, foi diagnosticada com tuberculose.
 
Há cerca de quatro meses em tratamento no Centro de Saúde Vila dos Comerciários, Edília já sente quase cem por cento de melhora. "Eu passava mais na cama e cansava muito. Não tinha forças para nada. Fui muito bem acolhida, comecei tomando quatro comprimidos por dia e agora já preciso tomar só dois", conta.

Dos três filhos dela - uma menina de 17 anos, outra de 11 e um menino de 3 -, apenas o mais novo teve que tomar medicação para evitar o desenvolvimento da doença, porque estava com o bacilo de kock (causador da tuberculose pulmonar) incubado no organismo. Isso foi constatado por exame de raio X e pelo teste de Mantoux, que detecta a bactéria por meio de uma substância injetada na pele e que, em caso positivo, produz um sinal avermelhado. Esses procedimentos são feitos com todos os familiares que convivem diretamente com o paciente de tuberculose. No caso de o bacilo de koch estar presente, a pessoa passa a receber medicação preventiva por seis meses.

Tratamento - Este é também o tempo médio em que os pacientes com tuberculose costumam ser tratados e reavaliados regularmente. Mas, conforme a necessidade, o período pode se prolongar por nove meses a um ano, ou até mais. Como explica a enfermeira Taimara Amorim, coordenadora do Setor de Tuberculose do Centro de Saúde Vila dos Comerciários - que atende a uma média de 12 a 15 pessoas por dia -, alguns pacientes podem ser resistentes aos antibióticos e precisam de internação. Quando isso ocorre, eles são conduzidos para o Hospital Sanatório Partenon.

"O ideal, quando se desconfia de tuberculose, é procurar logo o médico", aconselha o vendedor Carlos, de 39 anos, que se trata há três meses no Centro de Saúde Vila dos Comerciários. Desde então, já recuperou os cinco quilos que havia perdido e não sente mais o cansaço de antes. "Não custa nada manter o tratamento nem tomar os remédios", diz ele.


Autor: Redação
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde - Porto Alegre

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