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Paramentação cirúrgica
 
Saúde RS
 
     
   

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07/11/2011

Paramentação cirúrgica

Comitê de Processamento de Produtos para a Saúde promoveu a discussão do tema

 

Na última quinta-feira (03-11), o Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa) sediou o encontro promovido pelo seu Comitê de Processamento de Produtos para a Saúde (CPPS) que discutiu a aplicabilidade e uso da paramentação cirúrgica descartável nas instituições da Capital. Com o foco em novas soluções em termos de materiais e processos que busquem aumentar a segurança da assistência prestada, o evento reuniu enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam em blocos cirúrgicos, centrais de materiais e também profissionais do controle de infecção e gestão de resíduos. Carmem Pozzer, atual coordenadora do CPPS, destacou que uma das atribuições do Sindicato é de difundir boas práticas em saúde através do aprimoramento de processos gerenciais e assistenciais.

Desse modo, na visão de Pozzer, alternativas para o enfrentamento da problemática da paramentação cirúrgica são necessárias. "Ao passo que investimos em tecnologia de ponta para o avanço  na recuperação do paciente, devemos repensar o uso da paramentação cirúrgica feita com algodão, uma vez que este material não garante um isolamento seguro para pacientes e profissionais durante os processos interventivos", declarou Pozzer.

Assim, a enfermeira Silvana Prazeres, assessora técnica da empresa Maximed, foi a palestrante convidada pelo Comitê para a troca de conhecimentos e explanação sobre esse complexo assunto. Nessa perspectiva, Silvana comentou que a touca, a máscara, o avental, a bota, o gorro,  o campo e o invólucro são os itens que compõem a paramentação cirúrgica. Silvana citou estudos realizados nos Estados Unidos que confirmaram que gases e fluídos liberados pelo paciente durante a cirurgia atravessam a barreira de proteção da maioria das máscaras tradicionais, usadas largamente nos hospitais. Dessa maneira, o centro cirúrgico e a central de materiais, por serem responsáveis por processos complexos dentro da instituição, devem ser meticulosamente controlados e seguros.Em linhas gerais, as características de um material seguro são: resistência à passagem de patógenos e ingnição, não-abrasivo e não desprender partículas excessivamente.

A especialista afirmou que o uso do não-tecido SMS (do inglês: Spunbond, Meltblown, Spunbond) apresenta vantagens em relação ao uso de materiais feitos de tecido/algodão. Por ser repelente a liquido, o SMS impede que um canal de comunicação se estabeleça entre profissionais e pacientes. Assim, é importante avaliar a área mais próxima da ferida cirúrgica (sítio cirúrgico) e qual o campo de SMS que será mais adequado. 

Custos – Embora os centros cirúrgicos sejam responsáveis por cerca de apenas 20% do montante de roupa processada nas lavanderias, o seu custo corresponde a praticamente 80%, informou Silvana. Assim, na visão da especialista, a relação entre custos e benefícios deve ser pensada sob uma perspectiva ampliada, considerando aspectos objetivos, como a desinfecção do bloco; além de custos indiretos, como as complicações decorrentes de processos infecciosos, de recuperação do paciente, impactos ambientais, ocupacionais, entre outros.

Mudança de cultura – Outro aspecto abordado durante a palestra sinalizou para a importância de uma mudança de cultura interna da instituição. A assessora Silvana citou a crença  apresentada por muitos profissionais que atuam no bloco cirúrgico de que o SMS é um material que retém mais calor. Desse modo, torna-se fundamental o apoio dos cargos diretivos da instituição, pois a implementação da paramentação descartável implica em mudanças nos processos e na organização do trabalho.

No final da palestra, a especialista realizou uma demonstração prática do uso dos materiais. Maiores informações podem ser obtidas através do e-mail: secretaria@sindihospa.com.br .

Imagens

   
 Abertura do evento  
 Integrantes do Comitê de Processamento de Produtos para Saúde
     
 Silvana Prazeres
 Enfermeiras: Carmem Pozzer, Silvana Prazeres e Maria de Loudes Ravanelo  Sindihospa

Sobre o Sindihospa 

O Sindihospa foi fundado em 12 de novembro de 1962, por proprietários de Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e similares. Apresenta como missão fortalecer os serviços de saúde de Porto Alegre, estimulando a sua competitividade e promovendo a livre iniciativa, a economia de mercado, a integração de empregados e o respeito aos princípios éticos, em cooperação com o governo e a sociedade, visando o desenvolvimento do setor de saúde. Atualmente, o Sindicato é presidido pelo Adm. Leomar Bammann (Hospital São Lucas da PUC), conta como Vice-Presidente o Adm. Alceu Alves da Silva (Sistema de Saúde Mãe de Deus).

Acesse aqui o site do Sindihospa.

 

 


Autor: Assessoria de Comunicação
Fonte: Sindihospa

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