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Entenda a sua receita oftalmológica antes de fazer as lentes dos óculos
 
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02/06/2009

Entenda a sua receita oftalmológica antes de fazer as lentes dos óculos

Segundo especialista, é importante conhecer melhor sobre a própria dificuldade de visão

Sair do consultório do oftalmologista com um papel cheio de números e meias-luas sem a menor idéia do que está escrito ali é mais comum do que se possa imaginar. A receita oftalmológica não pode, no entanto, ser um código que somente o médico e o profissional que vai aviá-la conhece o significado. O paciente também precisa saber sobre suas dificuldades de visão para poder acompanhar o tratamento ao longo da vida. "As pessoas não têm hábito de questionar a receita, mas é importante entender a própria dificuldade de visão e não procurar soluções alternativas como usar os óculos de terceiros", alerta a oftalmologista Karla de Almeida Alexim, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
 
A receita descreve o grau de correção necessário para permitir a melhor visão do paciente, tanto para identificar objetos e imagens de longe, quanto de perto. "A receita oftalmológica apresenta-se em um modelo padrão. Portanto, é possível realizar exames aqui no Brasil e apresentar os dados em outros países", explica Karla que já avaliou pacientes vindos de países como a Grécia com receitas prescritas em idioma local, sem problemas.
Os códigos (números) contidos na receita seguem uma lógica nem tão complicada de decifrar, mas é preciso ter as informações e atenção.
 
Nomes e números 
 
Para verificar a situação da visão para perto e para longe são analisados o OD (olho direito) e OE (olho esquerdo). Os sinais de positivo "+" e negativo "-", indicados na coluna de nome Esférico (ver ilustração anexa), por exemplo, são revelados pelo exame e representam o grau da hipermetropia e da miopia, respectivamente. Assim, "+ 1" , quando aparece na receita, por exemplo, significa um grau de hipermetropia, isto é necessita correção para enxergar perto. Quando estiver indicado "-1", representa um grau de miopia, e o paciente precisa de ajuste para longe. A coluna chama-se Esférico, porque as lentes que corrigem a hipermetropia e a miopia são esféricas.
 
Astigmatismo 
 
Para avaliar somente o astigmatismo, alteração da córnea que provoca vários pontos de foco das imagens, existe a coluna chamada Cilíndrico, porque as lentes que o corrigem são cilíndricas. Neste espaço, no caso de haver irregularidade refrativa, o especialista informará em números, com sinal negativo, conforme é convencionado.
 
A coluna da receita oftalmológica chamada Eixo determina a localização do astigmatismo.
 
Na receita do HOB, por exemplo, acima da tabela de indicação das condições refrativas do paciente, existe um gráfico, denominado Direção do Eixo, onde o médico ilustra o local exato do astigmatismo. No desenho, que corresponde às lentes dos óculos, é determinado o grau de correção do paciente. "A determinação do local exato do astigmatismo será útil para sua perfeita correção", observa a médica.
 
A coluna identificada com a sigla D.P, que significa "distância pupilar", representa o espaço entre uma pupila e outra. Esta medida servirá para que as pupilas estejam alinhadas ao centro ótico da lente dos óculos. De acordo com Karla Alexim, a exatidão desta prescrição em relação à confecção dos óculos é fundamental para a boa visão. Ela comenta que "quando não há exatidão, os óculos provocam desconforto e o paciente começa a mexer na armação para encontrar o ponto".
 
Presbiopia 
 
Para prescrever os óculos para perto, que é a correção da presbiopia, ou vista cansada, é realizado um cálculo na receita. Na coluna Esférico, é feita uma soma entre o grau de longe e o grau necessário à idade do paciente, conforme uma tabela convencionada. Por exemplo, para pacientes entre 40 e 45 anos de idade, soma-se entre +1 e +1,5 grau, porque é constatado que a partir desta idade, o poder de foco dos olhos para perto diminui, o cristalino vai endurecendo e não consegue focar a imagem que está próxima com a mesma facilidade", frisa Karla.
 
Receitas 
 
Os valores descritos na receita é que determinarão a lente adequada para atender a deficiência de visão do paciente. "A fabricação da lente deve atender literalmente as especificações da receita. Se o paciente apresenta alteração de grau para longe e nenhuma deficiência para perto, ele terá toda a lente com grau apenas para longe. Caso exista deficiência para perto também, a lente apresentará grau para longe na parte superior e grau para perto na parte inferior. As lentes devem ser moldadas de acordo com a deficiência apresentada", observa a oftalmologista do HOB.

Autor: Assessoria de Imprensa
Fonte: Hospital Oftalmológico de Brasília

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