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Novo exame detecta alterações em cromossomos de pacientes com câncer
 
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11/09/2012

Novo exame detecta alterações em cromossomos de pacientes com câncer

De acordo com o artigo, a detecção de anomalias nos cromossomos permite prever a potencial resposta à terapia

Citogenética

Um grupo de cientistas do Brasil e dos Estados Unidos desenvolveu um novo método que permite diagnosticar alterações nos cromossomos de pacientes com câncer.

Com utilização sobretudo em especial leucemias, o novo teste tem sensibilidade e rapidez drasticamente superiores às técnicas de citogenética usadas convencionalmente.

O estudo, publicado na revista Blood, envolveu pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e do Centro de Terapia Celular (CTC), em Ribeirão Preto.

Anomalias nos cromossomos

De acordo com o artigo, a detecção de anomalias nos cromossomos permite prever a potencial resposta à terapia e, por isso, é considerada um dos principais sistemas para orientar o tratamento clínico.

"Detectar alterações nos cromossomos com a máxima rapidez e precisão é importante para que possamos diagnosticar o câncer e escolher melhor tratamento para o paciente," disse Rodrigo Calado, pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Calado, o método convencional de citogenética, usado para detectar alterações nos cromossomos, demora alguns dias para fornecer o resultado e analisa apenas 20 células do tumor, aproximadamente. Esse número limitado de células aumenta as chances de falsos negativos.

"Com o método que desenvolvemos, podemos analisar de 20 mil a 30 mil células do tumor em um ou dois dias. Com isso, podemos encontrar alterações cromossômicas de forma muito mais precisa", disse.

Citômetro de fluxo

Enquanto na técnica convencional de citogenética os cientistas precisam examinar as células uma a uma no microscópio, o novo método permite que até 30 mil células sejam analisadas rapidamente ao passarem por citômetro de fluxo - um equipamento existente em muitos laboratórios para outras finalidades.

"No citômetro de fluxo, a cada segundo centenas de células passam diante de um feixe de laser que identifica os florocromos que são utilizados para analisar os cromossomos. As anomalias são assim rapidamente detectadas", afirmou.

Em sua aplicação original, o citômetro de fluxo é utilizado para analisar os telômeros, que são importantes marcadores de envelhecimento das células - processo que está ligado a uma série de doenças.

"O equipamento é utilizado em um método que serve para identificar telômeros muito curtos, o que permite detectar doenças como fibrose pulmonar e anemia plástica. O encurtamento telomérico é o melhor de todos os biomarcadores de envelhecimento", afirmou Calado. 


Autor: Redação com informações da Agência Fapesp
Fonte: Diário da Saúde

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