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Trauma que pode comprometer a qualidade de vida
 
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10/03/2013

Trauma que pode comprometer a qualidade de vida

Fratura que ocorre por incidentes, pode ocasionar danos graves na coluna vertebral

Prazo apertado para a entrega de uma encomenda. Trânsito trancado. Diante de tal cenário, a única alternativa para o motoboy é ir ziguezagueando entre os carros e andar em alta velocidade para chegar a tempo no local designado. Porém, a probabilidade de um acidente ocorrer é alta. E com ele vêm às consequências, no caso as lesões. Os números comprovam isso. Incidentes com motocicletas são a principal causa para os traumas na coluna vertebral, problema que pode, dependendo da gravidade, levar o paciente à paraplegia ou tetraplegia.

Nossa coluna é muito sensível a um impacto. Para reduzi-lo, ela possui um disco cartilaginoso parecido com um anel, que fica entre cada uma das 33 vértebras. Mas ele não é suficiente para evitar um dano. Pelo canal existente no interior das vértebras passa a medula espinhal, que transporta os comandos emitidos pelo cérebro para todos os órgãos e músculos do corpo. E um trauma na coluna pode provocar a fratura de uma vértebra e, por consequência, lesões na medula espinhal.

De acordo com médico ortopedista Aldemar Roberto Rios, acidentes com motos e carros são prioridade quando o assunto é encaminhar o paciente para um especialista. “O risco de termos uma lesão neurológica é muito grande. Nesses casos, é preciso ter atenção ao que chamamos no meio clínico de ABC do trauma, que são as vias aéreas e os sistemas circulatório e respiratório”, explica. O especialista em cirurgia da coluna vertebral complementa que quanto menos as vítimas forem movimentadas, melhor, para evitar uma lesão espinhal completa. O correto é esperar pela chegada de um profissional.

Nunca ignore a dor

Os traumas de coluna vertebral, além dos acidentes de trânsito, também ocorrem por quedas de lajes, mergulhos em águas rasas e ferimentos com arma de fogo. Às vezes, a pessoa pode sentir apenas o desconforto da pancada no momento do choque e achar que não aconteceu nada. Entretanto, isso não quer dizer que o sujeito saiu ileso. O correto é sempre procurar um especialista para averiguar se nada realmente aconteceu. “Fraturas na coluna cervical com instabilidade são muito graves. São elas que causam lesão completa ou incompleta na medula, dependendo da vértebra lesada”, destaca Rios.

O médico explica que o dano ocasionado por uma pancada num mergulho ocorre porque, quando a pessoa realiza a imersão, a tendência é levar o braço à frente e girar a cabeça. “A rotação fragiliza a defesa da coluna. Fraturas acima da C4 (uma das sete vértebras cervicais) podem levar à morte instantânea.”

Vida normal com tratamento

A gravidade do trauma na coluna vertebral varia conforme a lesão. Em casos extremos, o paciente pode ficar para ou tetraplégico. Porém, se o dano for pequeno, é possível ter uma vida normal depois do tratamento. “Tudo vai depender se ocorreu ou não uma lesão neurológica, uma fratura instável. Neste caso, é necessário operar”, explica o médico ortopedista Aldemar Roberto Rios.

Osteoporose é o trauma dos idosos

Não é só por acidentes que ocorrem os traumas. A osteoporose (diminuição progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas), processo normal de envelhecimento, também é causadora de muitas fraturas nas vértebras da coluna. Segundo Rios, em alguns países, de acordo com a literatura médica, ocorrem em torno de 22 casos por segundo.

Quem é Aldemar Roberto Rios?

Médico ortopedista (CREMERS 16.123), especialista em cirurgia da coluna vertebral e em cirurgia oncológica do aparelho locomotor (tumor da coluna);

Formação em Oncologia Ortopédica e Tratamento de Tumores da Coluna Vertebral e Coluna Sacral no Istituto Ortopedico Rizzoli, em Bologna, Itália, com o professor Mario Campanacci;

Médico integrante do Grupo de Cirurgia da Coluna Vertebral e Instrutor da Residência Médica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre-RS;

Médico integrante do Corpo Clínico do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre-RS;

Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), sob o número 4.932;

Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Oncologia Ortopédica (SBOO);

Membro honorífico da Sociedade Uruguaia de Cirurgia da Coluna Vertebral.

www.draldemarrobertorios.com.br

www.facebook.com/draldemarrobertorios 


Autor: Pablo Furlanetto - Vanessa Botega
Fonte: Pablo Furlanetto - Vanessa Botega

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