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Quedas domiciliares colocam em risco saúde de idosos
 
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03/05/2018

Quedas domiciliares colocam em risco saúde de idosos

Adaptações em casa e mudança de hábitos podem diminuir em 30% o número de casos

O risco de quedas torna-se maior com o avanço da idade. Após os 60 anos, a incidência pode aumentar, resultando em fraturas e ocasionando internação e incapacitação. A maioria dos idosos tem pelo menos um episódio de queda por ano, às vezes com consequências graves. "As mulheres com mais de 60 anos estão mais propensas a sofrerem quedas, quando comparadas aos homens da mesma idade", revela o médico Christiano Saliba Uliana, ortopedista do Hospital VITA, especialista em cirurgia do quadril e trauma ortopédico .

Segundo Uliana, as quedas no ambiente residencial são responsáveis por causar problemas de saúde e podem resultar em muitos danos aos pacientes. As fraturas decorrentes das quedas podem afetar negativamente a qualidade de vida dos pacientes, muitas vezes tornando-os dependentes dos familiares.

Geralmente, há mais de uma causa ou fator de risco envolvido nas quedas. Na maioria das vezes estão associadas a problemas auditivos ou de visão, dificuldade de equilíbrio, perda progressiva de força nos membros inferiores, osteoporose, dentre outras situações clínicas que aumentam os riscos de uma pessoa idosa cair. "Em grande parte dos casos, as fraturas relacionadas às quedas acontecem na pelve, quadril, coluna tóraco-lombar, punhos e tornozelos , relata o médico.

"Com o processo de envelhecimento , os ossos vão perdendo a capacidade de reter cálcio, e fica menos denso, mais ‘poroso’, e assim, mais vulnerável a sofrer fraturas", explica Uliana. As fraturas do quadril são hoje responsáveis por grande parte dos internamentos e procedimentos cirúrgicos na área da ortopedia. São milhões de pessoas vítimas destas fraturas, que acarretam um alto índice de mortalidade, e podem causar muitas limitações físicas ao paciente.

Segundo o ortopedista, devido à importância deste assunto, programas de prevenção de quedas são hoje estudados no mundo inteiro, com o intuito de se orientar a população sobre como evitá-las. "Através destes programas, podemos diminuir em 30% o número de pessoas que sofrem quedas em casa. Inicialmente, devemos avaliar se fazemos parte de um grupo de risco", destaca. Alguns exemplos de situações em que as pessoas se encaixam no grupo de risco são: idade avançada; presença de doenças crônicas como osteoporose; alterações neurológicas, como tontura e desequilíbrio; doenças oftalmológias e sedentarismo. "É fundamental saber se nos encontramos em uma destas situações, para atuarmos na melhor forma de tratamento, que é a prevenção", frisa.

Prevenção de quedas - O ortopedista explica que existem maneiras simples e diretas de se diminuir os riscos de sofrer uma queda. Mudanças nos hábitos de vida, como a realização de exercícios periódicos que irão proporcionar melhora no equilíbrio e ganho de força muscular é uma forma de evitar os acidentes. Realizar caminhadas regulares é uma forma prática de melhorar a condição física. Além dos exercícios, os programas de prevenção alertam para a importância do tratamento e acompanhamento médico periódico das doenças crônicas, como as condições oftalmológicas. Outra recomendação do médico é o uso de calçados adequados no dia a dia. Segundo ele, essa é uma questão bastante frequente em consultório médico. O calçado ideal deve ter solado de borracha antideslizante, um salto de no máximo dois centímetros, ser confortável, de forma a se adaptar bem ao pé e com base e bicos largos.

Adaptações nas residências - A maioria das quedas acontecem dentro de casa. Para mudar esses dados, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) desenvolveu um projeto específico para este assunto, denominado Casa Segura. Através deste programa, ortopedistas de todo país palestram sobre as mudanças que podem ser realizadas no âmbito domiciliar para que as quedas sejam evitadas . Dentre estas medidas, Uliana cita a necessidade de o ambiente estar sempre bem iluminado, livre de tapetes e degraus dentro de casa. Deve-se ter cuidado para que o chão esteja sempre seco e de preferência que possua fitas antiderrapantes . Os banheiros devem possuir barras de apoio e a altura do vaso sanitário deve ser elevada. À noite, deve-se usar roupas confortáveis e manter as luzes acesas. Já os objetos da cozinha devem estar ao alcance das pessoas sem que precisemos subir em escadas para apanhá-los.

Quando o assunto é queda e fratura do fêmur, o mais importante é avaliar se a pessoa pertence a algum fator de risco para atuar diretamente nas formas de prevenção. "A melhor forma de tratar uma fratura é evitá-la", conclui o ortopedista.


Autor: Redação
Fonte: Central Press

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