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Saúde da mulher: exames podem prevenir doenças e salvar vidas em 90% dos casos
 
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22/09/2009

Saúde da mulher: exames podem prevenir doenças e salvar vidas em 90% dos casos

Mulheres devem buscar orientação ginecológica desde a adolescência

Acompanhamento ginecológico desde a adolescência e exames de rotina a partir da primeira relação sexual são necessários para a prevenção e tratamento de vários tipos de doença que comumente atingem as mulheres. Segundo o ginecologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Roaldo Erich Meissner, o diagnóstico precoce possibilita até 90% de chance de cura. “Consultas e exames periódicos são importantes para prevenção e identificação precoce de uma série de doenças, inclusive câncer. O diagnóstico no início de uma doença leva a um tratamento mais eficaz”, explica.

Além do câncer de colo de útero e de mama, o Dr. Meissner lista as doenças mais comuns que atingem as mulheres:

Câncer de mama

Esse tipo de câncer não apresenta sintomas até atingir estágios avançados. O auto-exame é muito importante, mas, quando uma “bolinha” ou “caroço” é percebido, pode ser que o câncer já esteja num estágio de tratamento mais difícil. Por isso, a importância da mamografia, principalmente entre 45 e 55 anos.

Candidíase

Causada pela proliferação de fungos da região da vulva, pode atingir mulheres de qualquer idade, inclusive crianças. Os sintomas são coceira, podendo apresentar secreção branca semelhante a leite coalhado. Para evitar, é necessária higienização correta da área, não usar roupas que apertem, aumentem a temperatura e concentrem secreções na região, nem usar por muito tempo roupas úmidas, como biquíni molhado, e tomar cuidado ao usar banheiros públicos, ou ter algum tipo de contato com possibilidade de contaminação.

Mastalgia (dores nas mamas)

Dos 16 aos 45 anos (período de ovulação), alterações hormonais podem causar dores nas mamas, o que, por muito tempo, foi conhecido como displasia mamária. A mamografia ajuda e acompanhar essa condição e evitar que seja confundida com outras doenças.

Infecções urinárias

Muitas mulheres em qualquer idade, até mesmo crianças bem pequenas, podem contrair infecções urinárias como cistite (na bexiga) e uretrite (na uretra). A contaminação acontece, geralmente, com água contaminada por coliformes fecais, como a do mar, e em banheiros públicos. Causa ardência e dor na hora de urinar, algumas vezes com sangramento, e forte sensação de vontade de urinar mesmo com a bexiga vazia.

Miomas uterinos

Quando as mulheres chegam aos 40 anos, é comum desenvolverem miomas uterinos: tumores benignos, não cancerosos, também chamados de fibromas, fibromiomas e leiomiomas. Provocam sangramento menstrual abundante (que pode levar à anemia) e anormal. São causados por disfunções de hormônio, predisposição genética ou reposição hormonal. Dependendo do caso podem ser retirados, mas, em situações mais graves, é necessária a histerectomia: retirada do útero.

Tensão pré-menstrual

A Síndrome da Tensão Pré-menstrual, TPM, é popular por causar alterações de humor entre as mulheres. Essas alterações podem ser leves ou graves a ponto de interferir nas relações sociais e afetivas. Os casos mais severos podem ser tratados com medicamentos, psicoterapia e mesmo reeducação alimentar.

Prevenção

O Dr. Meissner especifica os exames a que todas as mulheres devem se submeter regularmente, qual a peridiocidade em que esses exames devem ser feitos e quais são adequados para as diferentes faixas etárias:

Entre 15 e 20 anos: a coleta de secreções do colo uterino, o conhecido exame Papanicolau, deve ser feita uma vez ao ano para investigar se há a presença de lesões e do vírus HPV, agente do câncer do colo do útero. Como o vírus tem um período de incubação de um a 15 anos e pode não apresentar sintomas, mesmo que a mulher permaneça longos períodos sem atividade sexual deve fazer o exame todo ano. Nessa faixa etária, é necessário também iniciar a avaliação dos órgãos pélvicos (útero e ovário) com ecografia – ou ultrassom.

Entre 20 e 30 anos: uma vez por ano, Papanicolau, ecografia pélvica e exames de sangue que avaliarão colesterol, triglicerídeos, glicemia (teor de açúcar no sangue) e dosagens hormonais, em especial os da tireóide.

Entre 30 e 35 anos: além da coleta de Papanicolau, ecografia pélvica e os exames de sangue, também será importante realizar, anualmente, a ecografia de mama para avaliar os tecidos mamários.

Entre 35 e 40 anos: Papanicolau, ecografia pélvica e mamária, e exames de sangue uma vez ao ano. Nessa faixa etária a mamografia é indicada a cada dois ou três anos. Além de mudanças hormonais comuns, o uso de anticoncepcionais e o tabagismo são fatores de risco para várias doenças, como alterações cardiovasculares (Infarto do Miocárdio e AVC).

Entre 40 e 45 anos: uma vez ao ano, Papanicolau, ecografia pélvica e mamária, e exames de sangue com ênfase em dosagens hormonais para acompanhar o início da menopausa. Salvo outra orientação médica, é aos 40 anos que as mulheres devem fazer a primeira mamografia, chamada basal. Se não apresentar nenhuma alteração e, salvo outra orientação médica, as próximas mamografias podem ser feitas, anualmente, após os 45 anos, pois é entre os 45 e os 55 anos que há maior incidência de câncer de mama.

Entre 45 e 50 anos: uma vez ao ano, Papanicolau, ecografia pélvica e exames de sangue com ênfase em dosagens hormonais. A ecografia de mama, se necessário, e a mamografia anual também devem ser realizadas. A partir dessa faixa etária pode ser necessária a densitometria óssea para avaliar a massa óssea e para identificar início de osteoporose.

Como a osteoporose está relacionada a perdas hormonais é importante que cada caso tenha um atendimento individualizado, principalmente em mulheres que enfrentam a menopausa precoce - entre 35 e 40 anos de idade. Nesses casos, a densitometria óssea deve ser feita precocemente.

Após os 50 anos: coleta de Papanicolau uma vez ao ano, ecografia pélvica e de mama (se necessários), exames de sangue com ênfase em controle de lipídeos (colesterol, triglicérides) e dosagens hormonais. Deve-se fazer também a mamografia anual e densitometria óssea para detecção de osteoporose.

 


Autor: Imprensa
Fonte: Expressa Comunicação

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