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18/07/2011

Colesterol

Veja alguns conselhos sobre o controle do colesterol

1. Saiba que o colesterol - substância normalmente existente no sangue - pode condicionar, ao longo dos anos e quando em valores elevados, o aparecimento de aterosclerose: o tipo de ateriosclerose que facilita a obstrução das artérias.

Este perigo do colesterol total elevado deriva essencialmente da sua fracção LDL ("low density lipoproteins") enquanto a fração HDL (high density lipoproteins) funciona como protetora. Quanto mais alto o colesterol total e a fracção LDL pior, e quanto mais elevado o HDL melhor.

2. Saiba que os níveis de colesterol sobem gradualmente com a idade e dependem de muitos fatores, uns genéticos (por exemplo hipercolesterolémia familiar), outros derivados do nosso estilo de vida (alimentação, sedentarismo, stress, etc.) e é sobre estes últimos que podemos facilmente atuar - os erros alimentares, o uso de tabaco, o abuso do álcool, a falta de exercício físico, o stress, a obesidade, a hipertensão arterial, o diabetes, devem ser corrigidos ou tratados medicamente.

3. Todos nós, adultos devemos procurar saber o valor do nosso colesterol no sangue:
Saiba o seu número!

  • se for normal (< 200 mg) só repetir em novo check-up (após 4 ou 5 anos)
  • entre 200 e 240 adote uma «alimentação saudável e inteligente» e repita a análise dentro de 6 meses, falando com o seu médico
  • se for menor do que 150 também deverá ouvir o seu médico (possibilidade de doença oculta?).

4. A necessidade de conhecer o valor do colesterol no sangue é mais imperiosa (incluíndo crianças) no caso de familiares com grave hipercolesterolémia, reconhecida ou com manifestações cutâneas suspeitas (xantelasmas ou xantomas, isto é, acumulações de colesterol sob a pele, por exemplo junto às palpebras ou nos cotovelos) ou com antecedentes familiares de doença ou morte precoce por patologia aterosclerótica (doença cerebrovascular, doença das coronárias, isquémia dos membros inferiores).

5. Devem também vigiar o seu próprio colesterol todos os fumantes e os doentes com hipertensão arterial, diabetes ou tolerância diminuída à glicose, bem como as mulheres com menopausa precoce**.

6. A principal arma para combater o aumento de colesterol é a alimentação.
Uma alimentação correta, saudável e inteligente implica:

  • redução da quantidade total de gorduras
  • redução mais acentuada das gorduras ditas "saturadas" (gorduras de cardne, manteiga, queijo ou leite gordo, ovos, miolos e vísceras, gorduras vegetais com preparação industrial que as torna duras, etc.)
  • preferir gorduras vegetais, que são mono ou poli-insaturadas (azeite e outros óleos vegetais como milho, girassol, soja, graínha de uva) ou de peixe (também mono-insaturadas)
  • preferir carnes brancas (de aves, por exemplo, tirando-lhes a pele)
  • aumentar o consumo de peixe
  • aumentar o consumo de vegetais: sopa de hortaliças, legumes, saladas, fruta
  • aumentar o consumo de cereais (pão de segunda ou preparados ricos em fibras).

7. Contribuem também para reduzir os efeitos do colesterol aumentado a correcção de atitudes e comportamentos de risco, e de alguns fatores biológicos.

  • parar de fumar
  • reduzir a obesidade, se possível para o peso normal (não exceder em Kgs os centímetros acima do metro, ou mais científicamente, índice de massa corporal entre 20 e 25Kg/m2***)
  • tratar a hipertensão
  • vigiar a glicemia e/ou tratar o diabetes
  • controlar a hipertrigliceridémia
  • reduzir o stress
  • combater o sedentarismo (maior atividade física diária e/ou esporte).


**ouvir o seu médico sobre terapêutica hormonal
***IMC= Peso (em quilogramas) altura2 (em metros)

8. O tratamento da hipercolesterolémia depende, na maioria dos casos, da dieta (que baixa o colesterol LDL - o "mau") do exercício (que faz subir o colesterol HDL - o "bom") e do controle dos outros fatores que, para níveis iguais de colesterol, agravam os seus efeitos:

  • Tabaco
  • Hipertensão arterial
  • Hipertrofia ventricular esquerda no ECG
  • Diabetes ou intolerâcia à glicose
  • Hipertrigliceridémia
  • Obesidade

9. Quando a hipercolesterolémia não normaliza com uma dieta apropriada mais rigorosa (em termos de gorduras saturadas e de colesterol ingeridos) pode impôr-se terapêutica farmacológica (são vários os medicamentos activos), cuja responsabilidade e orientação caberão sempre ao seu médico assistente.

10. De notar que todas as recomendações que atrás fizemos para prevenir ou reduzir a hipercolesterolémia se tornam particularmente importantes e mesmo obrigatórias se se tratar de pessoas que já tiveram qualquer manifestação clínica de:

  • insuficiência vascular cerebral (isquémia transitória ou mesmo trombose ou hemorragia cerebral)
  • insuficiência coronária (angina de peito, enfarte ou morte súbita)
  • insuficiência arterial periférica (vasos do pescoço, membros ou outros territórios vasculares).


Estes são os conselhos do Prof. Fernando de Pádua
Director do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva
e Coordenador Científico do Programa CINDI-Portugal 


Autor: Imprensa
Fonte: Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva de Portugual

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