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Mães que “doam” luz nas maternidades
 
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25/08/2017

Mães que “doam” luz nas maternidades

Artigo do presidente da Associação Pró-Vita Transplante de Medula Óssea, Ottmar Saffier

Pode parecer estranho dizer “doar luz”, mas é verdade. Nas maternidades, as mães que já vivem um grande momento com a chegada de seus bebês, e podem fazer com que estas chegadas sejam mais comemoradas ainda, principalmente pelos doentes que dependem do Transplante de Medula Óssea (TMO) como sua última chance de cura, como é o caso da leucemia que resistiu às quimioterapias.

Embora o cordão umbilical seja, poeticamente, tido como símbolo de ligação da mãe com o seu bebê, para os médicos, trata-se de um material que, às vezes, é rico em células-tronco hematopoéticas, que são células utilizadas no TMO, suficientes para salvar crianças e adultos com câncer. Atualmente, estes cordões permitem que se salve, pelo menos, uma criança por mês, desde 2004.

O Brasil pode ser orgulhar de ter o terceiro maior banco de doadores de medula do mundo, com mais de quatro milhões de doadores. O Brasilcorpo é responsável pela implantação e gerenciamento de bancos de cordões umbilicais públicos – espalhados por diversos estados, sendo coletadas em maternidades públicas credenciadas.

Tanto os doadores voluntários de medula óssea como os de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (SCUP) cadastrados no Brasilcord estão, também, no cadastro do Redome (Registro de Doadores de Medula Óssea), que são cruzados diariamente com o Rereme (Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea). Assim, caso haja compatibilidade entre doador e receptor, iniciam-se os procedimentos para o transplante.

É importante ressaltar que, diferentemente de um banco particular, trata-se de doação, que será disponibilizado para alguém que o necessite algum dia, e, não para uso do próprio bebê da mãe doadora. Só podem doar as mães que tem seus bebês em alguma das maternidades credenciadas pelo Brasilcord.

Talvez, o leitor atento questione: se possuímos um banco de mais de quatro milhões de doadores de medula óssea adultos, com idade entre 18 e 55 anos, realmente é fundamental investir em novos bancos de coleta de cordões?

A resposta é sim, pois em relação à grandeza do atual banco, alguns especialistas consideram que nem a metade seja aproveitada, dada a dificuldade de se manter os dados cadastrais atualizados. Neste processo, acontece de tudo. Por exemplo: muitas pessoas se recusam a doar no momento em que são chamadas para o procedimento de transplante. Algumas até já faleceram ou mudaram de endereço.

O custo de cada coleta é de R$ 3 mil, valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e isso é um fator importante na decisão de se investir em novos bancos, já que a importação sai muito mais cara, aproximadamente, R$ 50 mil. Então, considerando o aumento de recomendações para o TMO, esta diferença já pode custear os novos bancos.

As vantagens do SCUP sobre as doações com retirada da medula óssea feitas por adultos vão muito além dos custos. Por exemplo, a disponibilidade quase que imediata, já que a quantidade de dias para se localizar o doador nas redes é, em média, de seis meses. Enquanto que no SCUP é de 20 dias.

Outra vantagem é a qualidade do material. O sangue do cordão retirado é constituído de células adultas, mas que ainda não sofreram estímulo, fato que aumenta a compatibilidade total entre o doador e o receptor. É muito importante que todos se conscientizem do apoio às causas sociais, seja a mãe que doa o cordão, ou aqueles que financiam estes projetos.

Ottmar Saffier é presidente da Associação Pró-Vita Transplante de Medula Óssea – uma instituição sem fins lucrativos, declarada utilidade pública nas esferas federal, estadual e municipal, localizada no Rio de Janeiro. (
www.provita.org.br).


Autor: Ottmar Saffier
Fonte: PACTO

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