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Ciência de dados pode auxiliar pediatras a diagnosticarem situações de forma mais rápida
 
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18/05/2018

Ciência de dados pode auxiliar pediatras a diagnosticarem situações de forma mais rápida

Especialista explicou aos participantes do Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria como a tecnologia pode contribuir para a tomada de decisão

O uso da ciência de dados para auxiliar os médicos na tomada de decisões e a expectativa da circulação do vírus da gripe no Brasil esse ano estão entre os principais debates do primeiro dia do XI Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria. O evento, promovido pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), reúne mais de mil especialistas do estado no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre.

Alinhada ao momento tecnológico que a sociedade vive, a SPRS convidou o cientista de dados especialista em business analytics, Ricardo Cappra para falar sobre como o Big Data pode contribuir para as tomadas de decisões dos pediatras.

- A medicina está descobrindo a ciência de dados nesse momento e está fazendo perguntas específicas, que é onde está o valor do banco de dados. Sempre tivemos amostras de pesquisa muito pequenas e limitadas, o que dificultava a abordagem de entendimento de uma situação que se repetia em todo o mundo. A ciência de dados vai, então, organizar as informações e dar subsídios para um diagnóstico com mais velocidade para que o médico possa decidir a partir dos resultados obtidos. A inserção do pediatra nesse universo se dará pela curiosidade, ele tem que perceber que esse novo mundo está aberto, que tem uma nova fonte de informações à disposição. Vão surgir ferramentas de todos os lados e, nesse momento, o médico deve estar disposto a acessá-las - destacou Cappra.

Embora seja difícil antecipar como será a circulação do vírus da influenza no Brasil, em comparação com as ocorrências no hemisfério norte do planeta, o presidente do departamento de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Marco Aurélio Palazzi Sáfadi, apontou um cenário otimista.

- Nem sempre o que ocorreu lá pode acontecer aqui, pois o vírus tem uma grande capacidade de mutação. Muitas vezes quando chega, ele já sofreu alterações que podem deixá-lo mais agressivo ou ao contrário. Nesse ano, a América do Norte e a Europa tiveram um predomínio do tipo H3N2 e a vacina aplicada lá funcionou de maneira limitada, não exercendo a proteção adequada sobre o vírus. A boa notícia é que aqui fizemos uma adaptação para comportar um H3N2 mais próximo do que está circulando. Ainda não tivemos a oportunidade de avaliar pois com o atraso do frio, ainda há poucas incidências de gripe, mas, de acordo com os dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde, observamos a circulação de três tipos, H1N1, H3N2 e B, de forma semelhante, ao contrário do que ocorreu no hemisfério norte - explicou Sáfadi.

Para o presidente do XI Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria, Sérgio Amantéa, as apresentações demonstram que a SPRS está alinhada com o que há de mais moderno, como a questão de banco de dados e algoritmos, e com o que seja de interesse coletivo dos especialistas, como a possibilidade de um novo surto de influenza no país.

Respeitar as diferenças entre os profissionais e os pacientes, sugerir dicas sobre prescrições de medicamentos, alergia à proteína do leite e diagnóstico precoce do autismo foram outros temas abordados ao longo do dia. Dois debates entre especialistas com posições opostas sobre as doses da vacina HPV e medicamento para tosse integraram, ainda, a programação. Paralelamente, ocorreram três atividades de "conversa com especialista".

Na sexta-feira (18/05), o Congresso retoma com um painel de dicas práticas sobre indicações dos leites especiais nos primeiros anos de vida do bebê e com uma conferência sobre manejo de reações alérgicas no consultório. Além disso, será apresentado o uso de antimicrobianos em otites e pneumonias e ocorrerá um debate sobre imunoestimulantes na prevenção de infecções respiratórias. O simpósio sobre ômega 3 no desenvolvimento infantil encerra a programação da manhã. O painel sobre os efeitos do uso da maconha na visão do neurologista e psiquiatra dá início às atividades da tarde, seguido pela conferência sobre a febre amarela. Uma palestra motivacional com Karolina Oliani, de São Paulo, também consta na programação. O simpósio sobre alergias alimentares e dicas práticas sobre o teste do pezinho encerram o segundo dia do Congresso. 


Autor: Francine Malessa
Fonte: Play Press

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