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Mitos e fatos da osteoporose
 
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20/10/2009

Mitos e fatos da osteoporose

Mais comuns do que se imagina, os mitos sobre osteoporose afastam a população da prevenção e do diagnóstico precoce

Apesar da osteoporose ser conhecida, a doença ainda carrega muitos mitos que afastam a população da prevenção e do diagnóstico precoce, fundamentais para mudar a realidade de cerca de 10 milhões de brasileiros com a doença. Por ter um curso silencioso, em 75% dos casos ela só é diagnosticada após algum tipo de fratura. Anualmente, cerca de 1,5 milhão de fraturas são causadas pela doença, taxa de incidência mais alta do que as de ataques cardíacos, acidente vascular cerebral e câncer de mama somadas. Por isso, esclarecer os mitos comumente relacionados à doença significa mais saúde e qualidade de vida.

Mito - A osteoporose é uma doença que não traz riscos à minha saúde.

Fato – As fraturas decorrentes da osteoporose podem levar ao óbito. As fraturas de quadril são as mais graves e, na maioria dos casos, chegam a ser fatais no prazo de um ano. No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, ocorrem anualmente cerca de 1 milhão de fraturas decorrentes de osteoporose, das quais 250 mil são de quadril. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), as fraturas por osteoporose ocorrem três vezes mais do que doenças coronárias; sete vezes mais do que derrame cerebral e oito vezes mais do que câncer de mama.

Mito - Devo me preocupar com a osteoporose somente após a menopausa.

Fato – A queda do nível de cálcio nos ossos é normal depois dos 60 ou 70 anos, entretanto, a doença pode se manifestar já na infância. Portanto, sua prevenção deve ocorrer ao longo da vida. É importante garantir a formação de ossos resistentes durante a juventude e vida adulta, uma vez que o a massa óssea começa a ser fortalecida já na infância e seu pico ocorre por volta dos 20 anos de idade. Uma dieta que tenha boa quantidade de cálcio, a prática de atividades físicas e a exposição ao sol - fonte de vitamina D -, são fatores fundamentais para que crianças e adolescentes desenvolvam uma massa óssea de qualidade nessa etapa da vida. Essas medidas podem ajudar a evitar fraturas na idade adulta.

Mito - Quem tem osteoporose não pode praticar atividade física, pois pode ter fratura.

Fato – A força muscular sobre os ossos constitui o estímulo fundamental para a manutenção e o aumento da massa óssea. Como conseqüência, ocorre a melhora do equilíbrio e a prevenção de quedas, além da melhor proteção dos ossos durante as atividades físicas. Portanto, o paciente deve praticar uma atividade física de forma constante com o objetivo de evitar fraturas. Além do bem-estar físico, os exercícios proporcionam conforto social e emocional. Dessa forma, a pessoa com osteoporose se sente mais segura em manter uma vida ativa, não se privando até mesmo de pequenos hábitos do dia a dia, atitude muito comum ao descobrir a doença.

Mito - Só as mulheres precisam se preocupar com a osteoporose.

Fato – Há pouco conhecimento sobre o tema, mas 20% das pessoas afetadas pela osteoporose no mundo são homens, somando um total de 14 milhões de portadores. Enquanto entre as mulheres a doença tem origem hormonal, surgindo no período da menopausa, entre os homens a osteoporose surge com o processo de envelhecimento (andropausa) e é potencializada pelo tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, baixa ingestão de cálcio e histórico familiar. Especialistas do Programa de Osteoporose Masculina do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia conduziram uma pesquisa com 712 homens para avaliar a incidência da doença entre homens com mais de 50 anos. Os resultados comprovaram o avanço da osteoporose masculina. Entre homens com 80 anos ou mais, o número de pessoas com a doença chega a 36%. O grupo entre 50 e 59 anos apresentam índice de 12%.

Mito - Quem não gosta de leite apresenta maior risco de ter osteoporose.

Fato – Caso a pessoa não consuma a quantidade diária de cálcio necessária, pode apresentar maior risco de ter osteoporose. Entretanto, o cálcio não é encontrado apenas no leite, mas também em derivados de leite, peixe e vegetais verdes escuros. A quantidade diária recomendada está entre os 800 e os 1000mg, para os jovens, e entre 1000mg e 1200mg, nos adultos, uma vez que perdem mais cálcio do que os jovens.

Mito – A osteoporose não tem cura, portanto não há tratamento.

Fato - Uma vez diagnosticada a osteoporose, o tratamento inclui a adequação do cálcio e vitamina D, seja por meio da dieta ou de comprimidos. Além disso, existem medicamentos específicos que inibem a progressão da doença, protegendo o paciente de fraturas. Esses remédios estão disponíveis para administração diária, mensal e até anual. Por ser uma doença


Autor: Imprensa
Fonte: In Press Porter Novelli Assessoria de Comunicação

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