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Tártaro pode causar doenças periodontais e perda de dentes
 
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04/12/2018

Tártaro pode causar doenças periodontais e perda de dentes

Ao proporcionar o crescimento da placa bacteriana, o tártaro contribui para o surgimento de doenças periodontais que já atingem cerca de 82% dos adultos de 35 a 44 anos e quase a metade dos jovens entre 15 e 19 anos

O tártaro ou cálculo dental é o resultado do acúmulo e endurecimento mineralizado de restos de comidas, resíduos de células, sais minerais e de agentes bacterianos que aderem à superfície dos dentes em consequência da má alimentação e higienização bucal deficiente. Essa sedimentação pode se depositar no esmalte dos dentes e na margem da gengiva, causando a inflamação e irritação da mucosa, que por sua vez, pode transformar a boca em um ambiente propício a doenças como a halitose, cárie, gengivite e periodontite, e em alguns casos pode acarretar até a perda dentária. 

Ao proporcionar o crescimento da placa bacteriana, o tártaro contribui para o surgimento de doenças periodontais que já atingem cerca de 82% dos adultos de 35 a 44 anos e quase a metade dos jovens entre 15 e 19 anos. O problema também acomete 98,2% dos idosos brasileiros, com idade entre 65 e 74 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. 

De acordo com o cirurgião dentista, Carlos Cordeiro, além de prejudicar a saúde dos dentes e da gengiva, o tártaro ainda influi de maneira direta na estética bucal dos pacientes. “Quando o tártaro se forma na superfície dos dentes, normalmente essa placa de bactérias se caracteriza por uma consistência grudenta, dura e áspera, que pode ter uma aparência de tom esbranquiçado, amarelado ou ainda mais escuro, dependendo de cada caso. Por fazer com que os dentes fiquem porosos, o tártaro os torna mais suscetíveis ao aparecimento de manchas. Sendo assim, pessoas que fumam e consomem café ou chá diariamente, devem ter um cuidado ainda maior com a prevenção do problema”, esclarece. 

Existem dois tipos de tártaro, o supragengival ou salivar e o subgengival. No primeiro caso, o tártaro se fixa acima da borda da gengiva, sendo facilmente observado em exames visuais. Com uma coloração esbranquiçada ou amarelada, esse tipo de tártaro é quebradiço e se instala em pouco tempo nas superfícies de dentes próximos às glândulas salivares. 

Já o tártaro subgengival, pode ocorrer abaixo da margem da gengiva, invadindo o seu sulco junto à raiz do dente. Sendo de difícil visualização, em algumas situações, esse tipo de tártaro pode ser visto por meio da transparência dos tecidos da gengiva, que adquire um tom escuro. De consistência mais firme e com uma coloração enegrecida ou esverdeada, esse tártaro se adere de forma intensa à superfície dos dentes. 

Carlos Cordeiro explica que para prevenir o endurecimento da placa bacteriana, as pessoas devem adotar o hábito diário de escovar os dentes e fazer uso do fio dental após cada uma das refeições. “Produtos de higiene bucal antitártaro e com flúor, e escovas com cerdas macias e arredondadas são ótimas opções para evitar a formação do cálculo dental. Ainda é preciso lembrar que as escovas devem ser substituídas a cada três meses. O controle sobre as bactérias na boca ainda pode ser reforçado pela aplicação do enxaguante bucal, mas é preciso que o mesmo seja indicado por um dentista”, orienta.

Segundo o cirurgião dentista, uma alimentação saudável também tem um papel relevante na precaução ao tártaro. “O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar e amido servem de alimento para as bactérias e podem promover a sua proliferação. Outros comportamentos que também podem contribuir para a formação da placa bacteriana é a prática do fumo e a ingestão exacerbada de bebidas alcoólicas”, ressalta.

Mesmo com todos estes cuidados, Carlos Cordeiro aconselha que a cada seis meses, as pessoas façam visitas regulares ao dentista para se fazer uma avaliação da saúde bucal e realização de exames. “Caso o dentista identifique a presença do tártaro nos dentes do paciente, ele poderá fazer a remoção do cálculo dental por meio do método de destartarização ou tartarectomia. O procedimento também é bastante conhecido por limpeza dental. É muito importante alertar que os pacientes não tentem fazer a remoção do tártaro fazendo uso de tratamentos ou remédios caseiros, pois, os produtos usados nestes tipos de terapêuticas podem gerar lesões na gengiva e desgastar o esmalte dos dentes”, conclui. 


Autor: Iara Valério
Fonte: Naves Coelho
Autor da Foto: Divulgação

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