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Sol, praia, piscina: cuidado com eles
 
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15/12/2008

Sol, praia, piscina: cuidado com eles

Principais atrações do verão podem ser responsáveis por doenças

As temperaturas quentes do verão são um convite irresistível para um fim de semana na piscina ou férias na praia. O que muitos deixam de fora da mala é a preocupação com a saúde e tornam-se vítimas fáceis de doenças típicas da estação mais quente do ano, prejudicando pele e olhos. “Problemas dermatológicos como infecções de pele e queimaduras por exposição solar são muito comuns no verão, além de ser nessa época que há um maior acúmulo de radiação solar que leva ao câncer de pele”, afirma o dermatologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Maurício Sato.

Os cuidados com a pele estão no centro das preocupações com a saúde no verão, isso porque a falta de conscientização da população acerca dos riscos da exposição excessiva ao sol levou a um aumento de casos de câncer de pele nos últimos dez anos. “Criou-se uma falsa idéia de que o uso de filtro solar permite mais tempo de exposição ao sol, mas estudos mostram que a aplicação não tem sido feita corretamente, o que torna essa exposição um perigo para a pele”, alerta o dermatologista.
 
A recomendação é que seja sempre usado o filtro solar de, no mínimo, FPS 15, que já é o suficiente. Deve ser aplicado cerca de 2mg/cm², 30 minutos a uma hora antes da exposição solar, e ser reaplicado a cada duas horas. “Estudos mostram, entretanto, que a média utilizada pela população é de 0,5mg/cm². Isso representa que pessoas que utilizam um filtro 30, na verdade estão utilizando um filtro 8 ou 15”, observa dr. Maurício. O dermatologista afirma ainda que é melhor aplicar e reaplicar corretamente um filtro solar 15, do que aplicar um de FPS 100 apenas uma vez. “Mesmo filtros com fatores superiores a 60 aumentam muito pouco, em termos de porcentagem, a proteção da pele. O importante é aplicar e reaplicar a quantidade correta”.
 
Para os fãs do bronzeado ideal, as medidas de proteção da pele podem ser um tanto quanto desanimadoras. Bronzeadores não são recomendados, pois contêm fator de proteção solar inferior a 15 e não protegem a pele da radiação. Além disso, bronzeamento artificial também não é indicado, pois aumenta a incidência de câncer de pele. “Para aqueles que não abrem mão da pele morena, o auto-bronzeamento, com produtos específicos, pode ser uma opção coerente, pois apenas pinta a pele como uma maquiagem. É uma solução para evitar os riscos da exposição ao sol”, explica o especialista.
 
As crianças também precisam estar bem protegidas e também ensinadas sobre os riscos da exposição solar. Além do filtro bem aplicado, devem, sempre que possível, ficar na sombra e utilizar chapéus e roupas para a proteção da pele. “Já foi constatada menor incidência de câncer de pele em pessoas com menos exposição solar na infância”, conta. Cabe lembrar que proteger-se do sol, além de prevenir o câncer de pele, também impede o envelhecimento precoce, mantendo a pele bonita e jovem por mais tempo. Mais um ótimo motivo para começar a fotoproteção desde cedo.
 
Outro cuidado essencial na hora de expor-se ao sol é proteger os olhos adequadamente, pois a radiação ultravioleta aumenta a chance do desenvolvimento de câncer de pele nas pálpebras, degenerações na retina e diversas doenças oftalmológicas, inclusive a catarata. “Os óculos escuros devem ser usados por pessoas de qualquer idade, inclusive pelas crianças. O importante é certificar-se que o produto tenha proteção contra a radiação ultravioleta, UVA e UVB”, orienta Ana Paula Canto, médica residente em oftalmologia.
 
Quando a água é o problema
 
Tão refrescante e desejado no verão, o mergulho no mar ou na piscina também podem trazer conseqüências para a saúde da pele e dos olhos. “É comum a ocorrência de infecções oculares por causa do contato com a água contaminada de piscinas e do mar. Além disso, pessoas mais sensíveis ao cloro e a produtos utilizados na limpeza de piscinas podem desenvolver conjuntivite alérgica, mesmo em contato com água tratada”, cita dra. Ana Paula. Para evitar essas infecções, a principal orientação é evitar mergulhar em locais possivelmente contaminados e, na dúvida, só abrir os olhos debaixo da água com o uso de óculos de proteção.
 
A água contaminada também pode causar infecções de pele. Em clubes e piscinas, é comum o aparecimento de micoses e verrugas – conhecidas como olho de peixe – e, na praia, deve-se cuidar para evitar a contaminação por larvas que causam o bicho geográfico. Evitar andar descalço é uma opção para prevenir esse tipo de doença.

Autor: Camile Triska
Fonte: Expressa Comunicação

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