.
 
 
Verão ameaça saúde dos olhos
 
Educação
 
     
   

Tamanho da fonte:


17/12/2008

Verão ameaça saúde dos olhos

Conjuntivite, fotoceratite e olho seco podem ser prevenidos com medidas simples

No verão os grandes vilões para a saúde dos olhos são a  proliferação de bactérias no ar, contato com agentes químicos ou água contaminada, maior exposição ao sol e  evaporação da lágrima. Para piorar, no calor a maioria das pessoas se alimenta mal e tem queda na imunidade o que facilita a contaminação dos olhos. Por conta disso, segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, nesta época do ano as consultas aumentam em 20%, sendo que a conjuntivite responde por 64% desses atendimentos, fotoceratite por 26% e olho seco por 10%. A boa notícia é que todas estas doenças podem ser prevenidas com medidas simples.

Água de praias e piscinas causa conjuntivite bacteriana
 
A conjuntivite, explica, é a inflamação da conjuntiva que tem como principais sintomas: coceira, olhos vermelhos, pálpebras inchadas, sensibilidade à luz e lacrimejamento. Os tipos que aparecem no verão são: bacteriana, viral e tóxica. A bacteriana tem uma secreção amarelada, é altamente contagiosa e no verão tem como principal causa o contato com água contaminada das praias ou piscinas e compartilhamento de objetos pessoas. Crianças são as mais afetadas por ficarem mais tempo na água e geralmente passam a doença para toda a família, comenta Queiroz Neto. O tratamento é feito com colírio antibiótico que só deve ser instilado nos olhos sob prescrição médica. Isso porque, 4 em cada 10 brasileiros usam colírio por conta própria durante o verão e 56% dão preferência ao colírio vasoconstritor conforme estudo conduzido pelo médico. Resultado: O desconforto até melhora, mas a bactéria se torna mais resistente e pode causar complicações oculares maiores. Além disso, o uso prolongado de vasoconstritor pode provocar catarata precoce, ressalta. Para prevenir a doença as principais recomendações são:

Manter as mãos limpas.
Não coçar os olhos.
Não compartilhar colírio, toalhas, fronhas ou maquiagem.

Baixa imunidade favorece conjuntivite viral
 
No calor escaldante típico do verão brasileiro a maioria das pessoas perde o apetite, acaba se  alimentando mal e tem queda da imunidade. Associado a isso, Queiroz Neto diz as aglomerações em shoppings, festas e outros ambientes fechados facilitam a proliferação de vírus que agridem a conjuntiva provocando uma secreção transparente e viscosa. Em geral a doença desaparece só com a aplicação de compressas frias durante 3 dias. Nos casos persistentes o médico diz que é indicado colírio antiinflamatório que deve ter acompanhamento médico porque o uso além do período necessário predispõe à catarata e glaucoma quando a fórmula contém corticóide. Para prevenir o contágio a recomendação é abusar de frutas e legumes que caem bem mesmo no calor, além de todos os cuidados que evitam a conjuntivite bacteriana.
 
Excesso de filtro solar e cosméticos provocam conjuntivite tóxica e alergia
 
Um estudo conduzido por Queiroz Neto aponta que o excesso de filtro solar responde por 46% dos casos de conjuntivite tóxica, bronzeadores por 39% e a maquiagem por 15%. Já entre crianças o maior contato com cloro das piscinas provoca alergia. Nos dois casos a doença apresenta um lacrimejamento aquoso e transparente e o tratamento é feito com colírio anti-histamínico. Para prevenir, recomenda evitar abrir os olhos na piscina sem óculos de natação, usar filtro solar, cremes ou maquiagem com moderação na área dos olhos, enxugar o suor com lenços descartáveis e lavar os olhos abundantemente sempre que ocorrer penetração. Quando a doença já está instalada a recomendação é interromper o uso do agente causador e, não desaparecendo os sintomas, procurar por um oftalmologista antes de aplicar qualquer colírio, pois quando mal tratada pode progredir para ceratite (inflamação da córnea).
 
Exposição ao sol sem proteção pode levar à fotocetarite
 
Que tomar um pouco de sol é saudável todo mundo sabe. O problema, segundo Queiroz Neto é que muitas pessoas ficam por 6 ou mais horas embaixo do sol sem qualquer proteção nos olhos. Isso porque, depois desse período pode ocorrer fotoceratite, uma inflamação da córnea por queimadura de primeiro grau que deixa os olhos vermelhos e ressecados. A doença, comenta, não é levada a sério por muitas pessoas porque depois de 48 de afastamento do sol os sintomas desaparecem. A falta de sintomas não significa que o problema foi resolvido. A fotoceratite provoca o desprendimento de células do epitélio (camada externa da córnea) e por isso leva ao envelhecimento ocular precoce. Além disso, ressalta, a radiação ultravioleta e luz solar azul aumentam a chance de surgir catarata precoce e levam à oxidação de células da retina, podendo causar na terceira idade a degeneração da mácula, parte central da retina responsável pela visão de detalhes.
 
Para evitar estes problemas são indicados o uso de chapéu de aba lar, boné e óculos escuros com lentes que tenham filtro ultravioleta. Os óculos de camelô, ressalta, não têm esta garantia e devem ser evitados porque as lentes escuras dilatam a pupila e permitem maior penetração da radiação e luz azul nas porções anteriores dos olhos.
 
Calor e viagens aéreas ressecam a lágrima
 
Quem faz viagens aéreas prolongadas, usuários de lentes e mulheres em período de pós-menopausa têm maior ressecamento da lágrima durante o verão. Queiroz Neto afirma que tomar diariamente uma colher de sopa de óleo de linhaça pode melhorar a qualidade da lágrima. Mesmo assim, recomenda carregar lubrificante ocular nas viagens aéreas e retirar as lentes de contato porque o ar nos aviões é muito rarefeito e permanecer com lente de contato pode ferir a córnea.

Autor: Eutrópia Turazzi
Fonte: LDC Comunicação

Imprimir Enviar link

Solicite aqui um artigo ou algum assunto de seu interesse!

Confira Também as Últimas Notícias abaixo!

 
 
 
 
 
 
 
Facebook
 
     
 
 
 
 
 
Newsletter
 
     
 
Cadastre seu email.
 
 
 
 
Interatividade
 
     
 

                         

 
 
.

SIS.SAÚDE - Sistema de Informação em Saúde - Brasil - R. Dr. Flores, 263 - Centro Porto Alegre - RS, 90020-120
O SIS.Saúde tem o propósito de prestar informações em saúde, não é um hospital ou clínica.
Não atendemos pacientes e não fornecemos tratamentos.
Administração do site e-mail: contato@sissaude.com.br. (51) 3779.0602