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Pesquisadores descobrem gene que protege pessoas com alto risco de contrair demência
 
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31/01/2011

Pesquisadores descobrem gene que protege pessoas com alto risco de contrair demência

Equipe internacional de cientistas descobriu novo fator genético que protege contra distúrbio

Neurocientistas sempre acreditaram que uma mutação no gene progranulina, que produz a proteína progranulina e dá suporte aos neurônios do cérebro, era a responsável pelo desenvolvimento de um tipo de demência conhecido como Degeneração Lobar Frontotemporal (DLFT). Mas, recentemente, uma equipe internacional de cientistas, liderada por pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, descobriu um outro fator genético que, segundo eles, parece proteger contra esse distúrbio nos portadores da mutação da progranulina.

Em um artigo publicado na edição de 22 de dezembro no jornal Neurologia, publicação médica da Academia Americana de Neurologia, os pesquisadores relatam que pessoas com um gene progranulina mutado, que também herdaram duas cópias de uma variante específica do gene TMEM106B, são significativamente menos propensos a desenvolver a DLFT ou, pelo menos, o desenvolvimento da doença será retardado.

“Essa foi uma descoberta inesperada, mas muito estimulante, porque ela sugere que, se viermos a entender o que é o gene TMEM106B e como ele e suas variantes funcionam, será grande a probabilidade de desenvolvermos um agente que protege contra a DLFT”, declara a principal autora do estudo, a neurocientista Rosa Rademakers, Ph.D.

Esse estudo foi uma sequência de um estudo de associação ampla do genoma, liderado por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, que incluiu 45 centros de diversas partes do mundo, e foi publicado na Nature Genetics. Nesse estudo, foram usados tecidos cerebrais pós-morte para localizar com precisão variações no gene TMEM106B, como fatores de risco para o desenvolvimento da DLFT. O que todos os pacientes tinham em comum era o fato de terem lesões de proteínas TDP-43 mal dobradas dentro dos neurônios do cérebro. Os pesquisadores descobriram que as variantes do TMEM106B também tinham uma participação na DLFT de pacientes com uma mutação da progranulina – eles, invariavelmente, tinham essas lesões no cérebro.

“Essa pesquisa foi projetada para confirmar as descobertas do estudo anterior e ampliá-lo, com o objetivo de verificar se o TMEM106B poderia regular os níveis de progranulina”, diz Rosa Rademakers. Para fazer isso, os pesquisadores investigaram as variantes do TMEM106B em um novo grupo de pacientes, incluindo 82 pacientes com DLFT, com mutações da progranulina, 562 pacientes com DLFT, sem mutações, além de um grupo de controle com 822 pessoas saudáveis.

No grupo como um todo, eles não verificaram uma associação significativa com o TMEM106B, mas havia uma associação bastante significativa entre variantes do TMEM106B e o desenvolvimento da DLFT em pessoas com mutações da progranulina.

Os pesquisadores descobriram que pessoas com uma mutação da progranulina, que também herdaram duas cópias do alelo protetor TMEM106B, não desenvolveram a DLFT ou a desenvolveram apenas em uma idade bem mais avançada do que é o normal – geralmente em torno dos 60 anos, explica a neurocientista. “Como os portadores da mutação da progranulina produzem 50% menos a proteína progranulina, acreditamos que o TMEM106B pode afetar os níveis de progranulina e, portanto, funcionar especificamente em pessoas com mutações de progranulina”, ela diz.

Em suporte a suas hipóteses, eles descobriram que pessoas portadoras do alelo protetor TMEM106B têm mais progranulina em seu plasma sanguíneo, o que sugere que o alelo TMEM106B exerce a função de aumentar os níveis da proteína progranulina.

“A forma protetora do TMEM106B causa o aumento dos níveis de progranulina no sangue. Se ela também aumenta os níveis de progranulina no cérebro é uma questão ainda a ser estudada e será o foco de nossa próxima pesquisa”, afirma Rosa Rademakers.

O alelo TMEM106B benéfico pode ser a base para o desenvolvimento de uma nova terapia para pacientes com uma mutação de progranulina e, além disso, pode ajudar outras pessoas na faixa de risco de demência, ela afirma. “Mudanças sutis nos níveis de progranulina têm sido associadas a um risco maior de desenvolvimento da DLFT, de forma que, agora, temos uma pista interessante para investigar”, ela declara.

O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde e pelo Consórcio para Pesquisa de Demência Frontotemporal. Os autores declaram não haver qualquer conflito de interesse.

Para mais informações sobre tratamento de demência e especificamente da degeneração lobar frontotemporal (DLFT) na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o Departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 1-904-953-7000 ou envie um e-mail para intl.mcj@mayo.edu.

Autor: Redação
Fonte: Mayo Clinic

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