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Entre as implicações estão o comprometimento da vida pessoal e profissional
Pesquisa do IBOPE Inteligência para o laboratório farmacêutico Janssen-Cilag mostra que as pessoas que cuidam de esquizofrênicos sofreram uma total ruptura com a vida que levavam antes da manifestação da doença no familiar, atualmente sob seus cuidados. Em grau maior ou menor, todos passaram a viver uma situação de grande isolamento social, e até em relação a outras células familiares.
A condição financeira dessas famílias passou por um grande abalo e sofre uma erosão contínua em seu patrimônio. Em quase todos os casos tanto o paciente quanto o cuidador ficaram impedidos de exercer uma atividade remunerada.
Hoje, segundo a pesquisa, esses cuidadores apresentam um grande conhecimento sobre a doença e desenvolveram uma dinâmica muito eficiente no cuidado do paciente, mas declaram ter percorrido um grande caminho entre as primeiras manifestações e o diagnóstico correto. A prescrição da medicação adequada também exigiu um refinamento que em muitos casos demorou anos.
O estudo aponta que pacientes e cuidadores mostram-se adaptados ao tratamento atual, onde percebem estabilidade no quadro da doença. A grande preocupação é evitar a incidência do surto, e para isso estão conscientes de que o uso de medicamento é condição essencial.
Sobre a pesquisa:
Foram utilizadas duas metodologias de coleta não-consecutivas.
Pesquisa qualitativa: Entrevistas em profundidade, com 12 casos de cuidadores de pacientes esquizofrênicos, no município de São Paulo, selecionados por meio da lista de associados da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre).
Pesquisa quantitativa: Pesquisas telefônicas, com amostra de 60 casos de cuidadores de pacientes esquizofrênicos, selecionados por meio da lista de associados da Abre. Margem de erro amostral de 12,6 pontos percentuais e 95% de índice de confiança (universo desconhecido).
Autor: Imprensa
Fonte: IBOPE
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