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A presidente da Sefas explica que o motivo de deixar o Samu é que o repasse mensal, de R$ 178 mil, não é suficiente para manter a atividade

Ainda não há data para ser publicado o edital que definirá o novo administrador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Santa Maria. Mas, a partir desta quinta-feira, a prefeitura começa a organizar o certame, conforme explica a secretária municipal de Saúde, Vânia Olivo:

_ Em função do prazo, optaríamos pela dispensa de licitação. No entanto, tivemos várias empresas interessadas e, por isso, vamos organizar a chamada pública já a partir de amanhã (quinta-feira).

Desde abril, a Associação Franciscana de Assistência à Saúde (Sefas) vem discutido com a prefeitura deixar de administrar o serviço, mas a situação só foi oficializada há pouco mais de 10 dias. A Sefas segue com a gestão do serviço pelos próximos dois meses. A presidente da Sefas, irmã Ubaldina Souza e Silva, explica que o motivo de deixar o Samu é que o repasse mensal, de R$ 178 mil, não é suficiente para manter a atividade.

– Não é falta de pagamento, não é desentendimento com ninguém. O problema é que o dinheiro não é suficiente para honrar os compromissos. Tínhamos prejuízo o ano inteiro e por isso vamos deixar o serviço.

A Sefas administra o Samu desde 2011, quando o serviço foi inaugurado na cidade. Cerca de 50 funcionários integram a equipe. O futuro deles ainda é incerto.

– Vamos realocar o que for possível, mas não vamos deixar ninguém mal. Nossos funcionários são bem preparados, sempre investimos em capacitação. O Samu foi um processo de construção, de educação em Santa Maria, e nós participamos disso. É uma pena o serviço ficar deste jeito – lamentou Ubaldina.

Em Santa Maria, duas ambulâncias estão funcionando. Uma está parada, com a prefeitura, e outras duas foram encaminhadas ao conserto na última quarta-feira.


Autor: Gabriela Perufo
Fonte: Zero Hora

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