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Entidade alerta para a queda de qualidade no ensino observada nos últimos anos

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) é contra a abertura de novas faculdades de Medicina, bem como a criação de mais vagas nos cursos existentes. No Brasil, são 336 escolas médicas (20 no RS), oferecendo 34.853 vagas no primeiro ano. Cerca de 25 mil novos profissionais são formados a cada ano. Hoje, são mais de 450 mil médicos em atividade no país, sendo 32 mil no Rio Grande do Sul.

Conforme o presidente do Cremers, Eduardo Trindade, devemos focar na excelencia da formação, buscar a qualidade, não a quantidade. “No entanto, nos últimos anos, a qualidade do ensino decaiu sensivelmente, e deverá decair ainda mais se o governo federal não interromper de forma efetiva a abertura de novas faculdades e fechar aquelas que comprovadamente não estão habilitadas a formar médicos qualificados”, alerta Eduardo.

O Cremers ainda defende a manutenção da moratória, conforme Portaria 328/2018, do Ministério da Educação, que suspende a abertura de novas escolas e o aumento de vagas em cursos já em funcionamento.

Essa medida foi publicada com o objetivo de estancar a criação de novos cursos. Há cerca de 15 anos, havia 128 escolas médicas no Brasil – a grande maioria de boa qualidade. Desde então, o Ministério da Educação (MEC) autorizou mais 208 cursos, a maior parte deles mais preocupados com questões mercantilistas do que com a formação de profissionais qualificados e com o bom atendimento da população.

A entidade considera que o Ensino Superior, especialmente na área da Saúde, não pode ser uma indústria de profissionais, uma vez que a qualidade deve ser a premissa de qualquer escola que se proponha a lidar com pessoas.  


Autor: Julia Machado
Fonte: Critério

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