Novo acordo ocorreu para lidar com a urgência evidente
De um lado estabelecimentos cheios e com número de empregados insuficientes para o atendimento do público, do outro, lojas fechadas e inundadas, empregados desalojados de suas casas e buscando sobreviver.
Neste cenário, as entidades sindicais empresariais do comércio de Porto Alegre e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre, mais uma vez se anteciparam ao Governo Federal, e adotaram regras que buscam atender as diversas situações enfrentadas por empregados e empresários na capital dos gaúchos.
Segundo o advogado Flávio Obino Filho, do Sindilojas Porto Alegre, o acordo prevê, entre outras condições, trabalho extraordinário além do limite legal, banco de horas especial, antecipação de férias. As entidades também reivindicam que o Governo Federal institua Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e a imediata suspensão da exigibilidade dos recolhimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Para Arcione Piva, presidente do Sindilojas Porto Alegre, esta é uma ação que se faz necessário frente ao caos enfrentado na cidade de Porto Alegre e região metropolitana. "A situação é excepcional e foi preciso se antecipar para que todos que fazem parte do segmento do comércio sintam-se inseridos e protegidos neste momento", disse.
Sobre o Sindilojas Porto Alegre
Fundado em 1937, o Sindilojas Porto Alegre é o representante legal dos comerciantes de Porto Alegre e Alvorada e reúne aproximadamente 24 mil estabelecimentos nas duas cidades. Além de atuar na representação e defesa da categoria, desenvolve ações que promovem o fortalecimento das empresas. A Entidade realiza pesquisas sobre vendas, consumo, comportamento e tendências, atividades de qualificação profissional por meio do Varejo Educação e, ainda oferece uma série de serviços voltados aos lojistas, como cursos, plataforma de empregos, convênios, a Feira Brasileira do Varejo e muito mais.