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Brasil deve sediar escola de saúde da América do Sul

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22/04/2009

Brasil deve sediar escola de saúde da América do Sul

País também entregou projeto para a concessão de 100 bolsas de estudo, com um impacto total de US$ 2,4 milhões por ano

A Unasul (União de Nações Sul-Americanas) criará uma escola de governo em saúde pública dos países sul-americanos, para a formação de dirigentes de setor no continente. A decisão foi tomada, nesta terça-feira (21), em Santiago (Chile), durante a reunião do Conselho de Saúde Sul-Americano, que contou com a presença de ministros e representantes de Saúde de 12 países. O Brasil, que coordenará o grupo do Conselho de Ministros para o desenvolvimento de recursos humanos em saúde, ofereceu-se para sediar a escola e lançou a proposta de se criar um programa de bolsas de estudo entre os países.

“O Brasil tem as condições necessárias para sediar a Escola Sul-Americana de Governo em Saúde, destinada a estabelecer um dinâmico intercâmbio e qualificada formação para os líderes sul-americanos na área de saúde”, afirmou o ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão. Para ele, o país possui um conjunto de instituições capazes de contribuir com o projeto, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional do Câncer, Instituto Butantã e diversas universidades públicas, entre outras.

Segundo Paulo Buss, representante do Brasil no conselho e ex-presidente da Fiocruz, a Fundação Oswaldo Cruz já possui experiências exitosas na formação de especialistas em saúde pública. Além da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), a Fiocruz oferece programas de mestrado na Argentina e na África de língua portuguesa. Em 2008, abriu um escritório regional em Moçambique, ampliando a sua presença no continente, e ofereceu mais de 60 bolsas para profissionais argentinos. Ainda no ano passado, o ministro José Gomes Temporão autorizou a construção da Escola Federal de Ensino, em Brasília.

PROGRAMA DE BOLSAS – O Brasil também apresentou uma proposta para a criação de uma rede de bolsas de estudo, com um total de 100 benefíciados por ano. Além disso, foi sugerida a criação de redes entre as instituições de saúde dos países-membros da Unasul. Seriam sistemas que integram as Escolas Politécnicas de Saúde, Institutos Nacionais de Saúde e Escolas Nacionais de Saúde Pública / Escolas de Governo em Saúde.

A idéia é que a formação seja priorizada, nos próximos dois anos, nos seguintes temas: saúde pública, saúde da mulher e a infantil, ciências biomédicas aplicadas e doenças infecto-parasitárias. “A formação desses especialistas enfrenta áreas críticas para o desenvolvimento de sistemas de saúde igualitários, integrais e universais nos países da América do Sul”, disse Carlos Felipe de Oliveira, coordenador do setor saúde do MERCOSUL e representante do Brasil no conselho de saúde da Unasul.

As bolsas de estudo seriam oferecidas prioritariamente para profissionais que trabalham na área pública e para o intercâmbio de professores. Cada beneficiado receberá uma bolsa no valor de U$ 1.500 mensal e despesas de transporte aéreo. O gasto anual da Unasul será de US$ 2,4 milhões.

Segundo Paulo Buss, os recursos já exitem, em instituições e agências nacionais. Ainda, o conselho deve buscar financiamento, para extender o programa, em organismos internacionais como o Banco Mundial.

A decisão sobre os temas deve sair em 30 dias, quando começam os trabalhos do grupo técnico de recursos humanos do Conselho de Saúde Sul-Americano.
 


Autor:
Fonte: Ministério da Saúde

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