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Prêmio estimula pesquisa sobre autismo
 
Educação
 
     
   

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11/12/2011

Prêmio estimula pesquisa sobre autismo

Edital de Organização não Governamental aceita propostas até 27 de janeiro

 

Apesar de bastante comuns, os transtornos do espectro autista são ainda pouco conhecidos em seus detalhes. Estima-se que atinjam cerca de uma a cada 100 crianças no Brasil, mas não foi feito um estudo abrangente de prevalência. Em busca de promover a pesquisa básica e difundir informações, a Organização não Governamental (ONG) Autismo & Realidade criou o prêmio Prof. Dr. Marcos Tomanik Mercadante, homenageando o seu fundador, morto este ano, cujo trabalho foi tratado este ano na reportagem O cérebro no autismo (Pesquisa FAPESP nº 184). “Estamos lançando a ideia de que é importante que as entidades também levantem recursos para pesquisa”, diz Carlos Gadia, especialista em neurologia infantil do Hospital Infantil de Miami, nos Estados Unidos, e diretor médico da ONG.

Serão selecionados dois projetos, um para capacitação de pessoal para ações públicas e outro para pesquisa científica (veja o edital). Cada um deles será avaliado por três profissionais do comitê científico e receberá R$ 30 mil. Para concorrer, é preciso ser doutor e ter vínculo empregatício com uma instituição de pesquisa. Segundo Gadia, é a primeira vez que uma ONG lança um edital para pesquisa com relação a autismo. “Queremos repetir o prêmio todos os anos e aumentar o valor”, conta o médico, que espera assim atrair profissionais de várias áreas da ciência – como neurologia, genética ou bioinformática – que não trabalhem atualmente com autismo, aumentando o corpo de pesquisadores na área.

“O simpósio que aconteceu em Porto Alegre em 2010 mostrou que a qualidade da pesquisa sobre autismo é muito alta no Brasil”, disse. Mas, segundo ele, ainda é insuficiente e há uma desconexão grande entre o conhecimento científico e a informação para a população. Fazer essa ponte é uma das maiores missões da Autismo & Realidade desde que foi fundada em 2010. Nos estados Unidos, Gadia conta, há organizações de pais muito fortes que impulsionam a pesquisa e levam à criação de centros de excelência. É hora de isso acontecer no Brasil, em sua opinião. “Mas não basta fazer centros de excelência, é preciso formar profissionais para atuar neles.”


Autor: Maria Guimarães
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

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