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Transtorno do Humor Bipolar
 
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18/06/2009

Transtorno do Humor Bipolar

Terapia cognitivo-comportamental mostra-se mais eficiente

Nos últimos tempos, é notável o o espaço público que o transtorno do humor bipolar tem ocupado nas discussões sociais, na mídia e inclusive no meio científico. De um lado, passoas portadoras desse transtorno, na busca de uma melhor forma para conviver com a doença. De outro, médicos e demais profissionais da saúde engajados em fornecer tal possibilidade.
 
Dessa maneira, o SIS.Saúde realizou um levantamento sobre o tema. Considerando que pacientes bipolares apresentam riscos superiores de mortes por causas súbitas, suicídio, derrame cerebral, transtornos ansiosos, de personalidade, dependência química, diabetes, entre outros (VIETA et al., 2001; KESSLER et al., 1997), a discussão desse tema é pertinente. O vídeo abaixo, exibido em documentário especial pelo Sistema Brasileiro de Televisão, traz uma breve revisão sobre a doença, com ilustrações de pacientes em processo terapêutico e profissionais, que pontuam os cuidados e riscos envolvidos.
 

 
Além disso, em um estudo brasileiro (KNAPP e ISOLAN, 2005), que realizou uma revisão sistemática dos dados publicados nos meios científicos para verificar a eficácia de métodos terapêuticos nessa patologia de alta prevalência, encontramos outros subsídios que merecem discussão. Segundo a literatura especializada, o tratamento psicoterápico é fundamental para essa patologia, uma vez que menos da metade dos pacientes que utilizam algum medicamento para o quadro permanecem sem recaídas. Dentre as diversas intervenções psicoterápicas desenvolvidas, os autores identificaram estudos mais consistentes e animadores na abordagem cognitivo-comportamental (TCC’s). Além dessa, outras quatro abordagens foram identificadas nesse estudo, a saber: terapia interpessoal de ritmo social, psicoeducação, terapia familiar e conjugal, e terapia psicodinâmica (KNAPP e ISOLAN, 2005).
 
A terapia cognitivo-comportamental parte do pressuposto que os seres humanos têm seu processamento de informação (maneira na qual eu percebo, sinto e reajo diante dos eventos) influenciado por uma série de variávies. Entre essas, destaca-se o papel do meio circundante, as relações sociais, a genética, entre outros, no desenvolvimento de determinadas visões de mundo (crenças, na linguagem das TCC’s), que organizam a forma que a pessoa se comporta diante de determinados eventos (também chamado de “esquemas mentais”).
 
Os objetivos da TCC nessa doença visam à adesão ao tratamento (psicológico e farmacológico); à conscientização do paciente, amigos e familiares acerca da doença e suas particularidades (psicoeducação); treinar o paciente para que o mesmo seja seu próprio terapeuta, instruindo acerca da importância da checagem de seu humor e da identificação de situações de risco, bem como capacitando-o para enfrentar momentos difíceis, em que os sintomas se expressam de forma aguda.
 
Além disso, são objetivos da TCC “aliviar” os estigmas associados à doença, por meio de um tratamento cooperativo entre terapeuta e paciente, sendo que este deve aceitar e envolver-se em seu próprio processo terapêutico.
 
Geralmente, a abordagem individual emprega técnicas específicas para o quadro. Dentre as mais utilizadas, destacam-se o uso da psicoeducação, reestruturação cognitiva e checagem de humor. Cabe frisar que as TCC’s pautam-se em métodos rigorosos de mensuração da efetividade terapêutica, sendo essa a razão que explica a formatação de técnicas específicas para cada doença.
 
No Transtorno do Humor Bipolar (antigamente conhecido por Psicose Maníaco-Depressiva), está comprovada a remissão de sintomas e melhora do quadro por meio da TCC individual. Do mesmo modo, estudos têm levantado aportes sólidos para a realização dessa afirmativa também na abordagem grupal.
 
Para saber mais a respeito, consulte a tabela abaixo, com uma série de artigos originais, publicados em Suplemento Especial da Revista de Psiquiatria Clínica (2005), bem como as matérias relacionadas publicadas pelo SIS.Saúde:
 
Título  
História da caracterização nosológica do transtorno bipolar  
Epidemiologia do transtorno bipolar  
Fatores genéticos e ambientais na manifestação do transtorno bipolar  
As bases neurobiológicas do transtorno bipolar  
Tratamento farmacológico do transtorno bipolar: as evidências de ensaios clínicos randomizados  
Diagnóstico, tratamento e prevenção da mania e da hipomania no transtorno bipolar  
Tratamento da depressão bipolar  
Estados mistos e quadros de ciclagem rápida no transtorno bipolar  
Tratamento do transtorno bipolar: eutimia  
Impacto da comorbidade no diagnóstico e tratamento do transtorno bipolar  
Transtorno bipolar do humor e uso indevido de substâncias psicoativas  
Abordagens psicoterápicas no transtorno bipolar  
Adesão ao tratamento no transtorno bipolar  
O transtorno bipolar na mulher  
O tratamento farmacológico do transtorno bipolar na infância e adolescência  

 

Leia mais a respeito no SIS.Saúde
 
 
 
 

 Referências:

KESSLER, R. C. et al. The Epidemiology of DSM-III-R Bipolar I Disorder in a General Population Survey. Psychol Med, v. 27, p. 1079-1089, 1997.
  

KNAPP, P.; ISOLAN, L. Abordagens psicoterápicas no transtorno bipolar. Rev. psiquiatr. clín. [online].v.32, p. 98-104, suppl.1, 2005.
  
VIETA, E. et al. Clinical Correlates of Psychiatric Comorbidity in Bipolar I Patients. Bipolar Disorders, v. 3, p. 253-258, 2001.
 

 


Autor: SIS.Saúde
Fonte: Vide referências

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