NEWS
CIEE-RS inicia a semana com mais de 2,9 mil vagas de estágio e bolsas de até R$ 2,1 mil Mercopar 2026 chega à 35ª edição com centenas de expositores e o que há de mais atual em tecnologia industrial Ciência amplia precisão no diagnóstico e personaliza tratamento do câncer de mama Toy Story ganha arena infantil interativa e gratuita em Novo Hamburgo Conselho Deliberativo do GBOEX completa 84 anos com sessão plenária Embraer e grandes montadoras de automóveis vão abrir oportunidades para novos fornecedores durante a Mercopar 2026 Abertas as inscrições para as atividades 2027 do Instituto Leo Perussolo AMRIGS acompanha debates sobre inovação e futuro da Medicina no Health Meeting Brasil 2026 Sesc e Santa Casa promovem curso de preparação para voluntariado em Porto Alegre Fundatec oferece cursos de aperfeiçoamento na área da saúde em outubro
Adulto

Mortes por câncer de colo de útero aumentam 25%, em dez anos

Alterações na política de vacinação e acesso a programas sociais podem contribuir para prevenção do câncer de colo de útero, defende Febrasgo

31/01/2020 Redação Fonte: RS Press Compartilhar:
Mortes por câncer de colo de útero aumentam 25%, em dez anos
Foto: Freepik

Na contramão mundial, o Brasil tem observado contínua escalada no número de mulheres vitimadas pelo câncer de colo útero ano após ano. De acordo com a FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a doença é altamente prevenível e tratável. Contudo, no país, o enfretamento da doença encontra obstáculos no elevado número de mulheres que não realizam exames preventivos periodicamente, na escassez de centros especializados no tratamento do câncer e na reduzida cobertura da vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano), principal agente causador da neoplasia. Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) revelam que o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente em mulheres e a segunda causa de morte por neoplasias na população feminina.

O ginecologista Dr. Jesus Paula Carvalho, presidente da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Oncológica da Febrasgo, explica que a forma mais eficaz de prevenção do câncer de colo de útero se dá por meio da vacinação contra o HPV. A vacina distribuída pelo SUS (Sistema Único de Saúde) protege contra quatro tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18 – sendo os dois últimos relacionados a 70% dos casos de câncer de útero. “A Febrasgo tem defendido que para uma ação efetiva, a cobertura vacinal seja de 90%. Hoje é de 46%”. O especialista ainda explica que a vacina contra HPV deve em um cenário ideal ser ministrada em três doses para completa ação protetiva, porém duas doses têm se mostrado suficientes. Segundo ele, seria importante que todas elas fossem aplicadas nas escolas. “Hoje, para tomar a última dose da vacina, é necessário buscar uma unidade de saúde, o que tem gerado evasão. É importante irmos até os jovens para garantir essa prevenção. E as escolas poderiam ser esse local”. Mulheres de 09 a 45 anos podem se vacinar contra o HPV. A vacina está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde para meninas de 9 a 14 anos e para meninos de 11 a 13 anos. Para os homens, indica-se que a prevenção ocorra até os 26 anos. Quanto mais precocemente ocorrer, maior o potencial de a proteção ocorrer antes que a pessoa tenha contato com o vírus.

A dificuldade de acesso ou hábito de se consultar regularmente com profissionais de ginecologia é outro entrave à prevenção, identificação e, consequente, tratamento do câncer cervical uterino. Pesquisa da Febrasgo, realizada em 2018, revelou que 13% das mulheres, com mais de 16 anos, nunca foram ou não costuma ir ao ginecologista. Outro dado que incide negativamente no combate à doença aponta que 60% da população feminina chegam, pela primeira vez, ao consultório do ginecologista com cerca de 20 anos de idade em decorrência de algum problema instalado, por suspeita de gravidez ou por já estar grávida.

O Dr. Carvalho sugere que uma forma de incentivar a procura por acompanhamento médico preventivo seria atrelá-lo a programas sociais, como o Bolsa Família. “Cerca de 1/3 das mulheres não realizada o exame de prevenção do câncer de colo de útero, o Papanicolaou. Ao colocá-lo como uma das contrapartidas de acesso a esse tipo de programa, teremos mais condições de promover um rastreamento da doença, além de orientar e ajudar a prevenir outras patologias”. 

Veja Também