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Saúde Geral

Protagonismo infantil como solução para a educação a distância

Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga mestre em Educação e especialista em gestão escolar, dá dicas para pais, responsáveis, professores e escola

21/10/2020 Fernanda Glinka Fonte: P+G Comunicação Integrada Compartilhar:
Protagonismo infantil como solução para a educação a distância
Foto: Divulgação

O final do ano está se aproximando e, junto a ele, aumentam as preocupações frente as possibilidades de avaliação do ensino básico durante a pandemia. Será que, depois de mais de seis meses de educação a distância, as crianças ainda conseguem se sentir motivadas com as aulas online? Como fazer com que elas - mais suscetíveis às dificuldades e distrações - se interessem em aprender?

A desatenção presente nas aulas online pode ser um alerta para ruídos de comunicação já existentes antes mesmo da pandemia. É o que sugere a psicopedagoga especialista em gestão escolar, Ana Regina Caminha Braga. “Muitos pais se queixam sobre a falta de motivação das crianças, principalmente devido ao fácil acesso à internet que as aulas virtuais proporcionam. Mas será que esse desinteresse já não existia durante as aulas presenciais?”, questiona.

A solução para o problema pode estar no protagonismo infantil. “Quando a criança se sente protagonista, ela se torna mais autônoma do seu aprendizado”, afirma. Ana Regina aponta a importância de oferecer um local de fala ao aluno, onde suas ideias, opiniões e criações sejam validadas. “Uma aula lúdica, na qual a criança é incentivada a criar algo, seja uma história ou uma escultura de massinha, é muito mais produtiva do que aquela em que o professor apenas ensina conteúdos teóricos”, conta.

Contudo, o protagonismo precisa ser uma solução de mão dupla. A psicopedagoga aponta a importância dos pais e responsáveis nesse processo. “Muitos pais não têm disponibilidade de tempo e também entendimento dessa importância de sentar-se com o filho e orientá-lo na produção de uma atividade do começo ao fim. Por isso é tão comum recebermos nas escolas maquetes e projetos que não foram feitos pelos alunos. É preciso que o responsável respeite o tempo da criança e deixe que ela crie interesse e desenvolva suas próprias habilidades e atividades”, sugere.

O horário escolhido para o desenvolvimento das atividades escolares, especialmente com crianças menores, também merece atenção. “Se a criança está com sono, cansada ou impaciente, é mais difícil conquistar sua atenção e interesse”, diz. “Manter uma rotina de estudos bem definida, com diálogo e criatividade são algumas dicas de estímulo que devem ser oferecidos tanto pelos pais quanto pelas escolas”, complementa Ana Regina Caminha Braga. 

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