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Saúde Geral

Pés diabéticos e ressecamento plantar: como identificar, prevenir e tratar esses problemas

Especialistas fornecem dicas de como ficar atento e manter a saúde dos pés

14/03/2023 Eduarda Cidade Fonte: Usina de Notícias Compartilhar:
Pés diabéticos e ressecamento plantar: como identificar, prevenir e tratar esses problemas
Foto: Freepik

No Brasil, cerca de 12,5 milhões de pessoas são acometidas pela diabetes, aponta pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Diabetes. O aumento dos níveis de açúcar no sangue afeta diversas partes do corpo humano, inclusive os pés. Caso o paciente diagnosticado com Diabetes Mellitus não siga o tratamento e as orientações do médico, ao passar dos anos podem surgir complicações da doença, uma delas é denominada de pé diabético. O pé diabético, cientificamente conhecido como polineuropatia diabética (PND), causa neuropatia diabética (lesões nos nervos), formação de calosidades, úlceras e infecções nos pés. Além disso, a doença costuma reduzir a sensibilidade dos membros, dificultando o diagnóstico, pois o paciente não sente dor ou desconforto.

De acordo com a docente do curso Técnico em Podologia do Senac Saúde e pós-graduanda em Pé Diabético, Fernanda Couto Nobre, a diabetes pode causar problemas de circulação sanguínea nos pés, alteração que afeta a cicatrização de feridas e aumenta o risco de infecções, úlceras e em casos mais sérios pode levar a amputação. “Conforme o Caderno de Atenção Básica ao Paciente Diabético n°16, a prevenção primária visa impedir a neuropatia e a vasculopatia, evitando as amputações. Em outros países a diabetes é considerada uma epidemia pelo excesso de pacientes diagnosticados, fato que demonstra a existência de uma subnotificação por haver pessoas que desconhecem a doença, pela negligência ou por não possuírem sintomas”, informa.

Sintomas e Prevenção 

A especialista explica que os principais sintomas do pé diabético são classificados em uma tríade que abrange neuropatias diabéticas, úlceras e vasculopatias. São eles: 

•           Dormência ou formigamento nos pés

•           Sensação de queimação ou dor nos pés

•           Mudanças na cor da pele ou temperatura da região

•           Infecções nos pés, que evoluem para as úlceras 

Sobre prevenção do pé diabético, Fernanda enfatiza que a melhor forma de realizá-la é através do acesso à informação e da aceitação da doença e de sua necessidade de tratamento. “A diabetes é uma doença metabólica que afeta diretamente a alimentação, o controle dos hábitos alimentares em conjunto ao acompanhamento de um nutricionista, além do uso correto dos medicamentos e a prática de atividades físicas são as principais formas de prevenir complicações”, explica. 

A docente destaca que existem variadas opções de tratamento para o pé diabético, mas que devem ser realizadas por profissionais da área da saúde que possuam especialização na PND. “Tecnologias como a Fototerapia podem auxiliar no tratamento através do seu efeito anti-inflamatório que contribui para a reparação tecidual. A ozonioterapia estimula a oxigenação dos tecidos, fortalecendo o sistema imunológico e eliminando microrganismos causadores de infecções e claro, é necessário fazer o uso de medicamentos prescritos pelo médico especialista e a realização de coberturas altamente cicatrizantes nas feridas”, instrui. 

Ressecamento Plantar 

O ressecamento plantar não é um sintoma específico do pé diabético, mas é um fator de risco que pode levar ao agravamento da doença em pessoas diabéticas. O problema é qualificado como um transtorno cutâneo que causa ressecamento, aspereza, calos e descamações embaixo dos pés. 

Segundo a coordenadora do curso Técnico em Podologia do Senac Saúde e especialista em microbiologia básica, Elisangela Melo Guimarães, os fatores que causam calosidades e ressecamentos nos pés são diferentes. “Os calos são causados pelo uso de calçados inadequados, como sapatos e tênis que pressionam os pés e pelo atrito com a costura da meia, combinado a questões patológicas como formato dos dedos”, alerta. 

Já a pele ressecada, de acordo com Elisangela, pode ser resultado tanto do uso inadequado dos sapatos quanto por doenças que sensibilizam todo o corpo humano, como a diabetes. “A falta de hidratação interna e externa podem indicar alguma doença sistêmica, como hipotireoidismo, diabetes, psoríase e infecções como a micose plantar. Por isso, é sempre importante estar atento aos pés”, aconselha. 

A coordenadora indica que a prevenção e o tratamento para calosidades e ressecamento plantar é feito por meio de hidratações e cuidados, como não lixar os pés e não utilizar calçados justos e de salto alto. “É preciso que um profissional podólogo faça a remoção das saliências causadas pelas calosidades com equipamentos e produtos esterilizados e descartáveis. Procedimentos como desbaste, polimento, esfoliação e hidratação dos pés ressecados e com calosidades são recomendados, pois garantem mais bem-estar e qualidade de vida ao paciente”, finaliza. 

Para quem possui interesse na área, o Senac Saúde está com inscrições abertas para o curso Técnico em Podologia. A próxima turma inicia no dia  13 de março. Mais informações no site doSenac Saúde, pelo telefone (51) 3341-0444 ou pelo WhatsApp (51) 98407-7285. O Senac Saúde está localizado na Avenida Assis Brasil, 1.481, no bairro Passo D'Areia, em Porto Alegre. 

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