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Saúde Geral

Câncer de mama: as dúvidas que chegam aos consultórios

Doença ainda provoca muitos questionamentos e a mastologista Dra. Marcelle Morais dos Santos ajuda a esclarecer; Idade para mamografia e tipos de tratamento estão entre os assuntos

05/10/2023 Gabriel Souza - Moglia Comunicação Empresarial Fonte: Assessoria de Imprensa Compartilhar:
Câncer de mama: as dúvidas que chegam aos consultórios
Foto: Divulgação

Tipo de tumor mais incidente em todas as regiões brasileiras, o câncer de mama ainda provoca muitas dúvidas nas pacientes e também na população em geral. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são estimados 73.610 mil casos para o triênio 2023-2025, por isso, a importância de campanhas de esclarecimento e conscientização sobre a prevenção como o Outubro Rosa.

Apenas na Região Sul, o risco de ocorrência da doença é de 71,44 casos por 100 mil habitantes e a incidência elevada é motivo de muitos questionamentos. Conforme a mastologista Marcelle Morais dos Santos, da Oncoclínicas em Porto Alegre, o câncer de mama gera muita angústia entre as mulheres e também muitas perguntas que são levadas ao consultório.

Para contribuir no esclarecimento, seguem alguns temas abordados:

- Se não sinto nada nas mamas, preciso fazer mamografia (MMG) todo ano? Com qual idade? Pode ser a cada 2 anos?

O rastreamento com MMG deve iniciar aos 40 anos e ser realizado anualmente, para que possamos identificar o câncer de mama em seu estágio mais inicial, quando tem maior potencial de cura. É na mulher que não identifica nada em suas mamas que essa estratégia tem seu maior impacto. É capaz de diminuir a mortalidade pela doença.

- Por que existem tratamentos tão diferentes pra uma mesma doença?

O câncer de mama tem diferentes classificações e subtipos. Para cada uma delas existe um tratamento diferente. Essa personalização do tratamento mostra que hoje entendemos melhor a doença e temos terapias mais eficazes e direcionadas.

- Se eu tenho histórico familiar para câncer de mama, preciso começar meu rastreamento antes dos 40 anos?

Algumas mulheres fazem parte de um grupo de alto risco para o câncer de mama. Geralmente o histórico familiar de tumores nos indica essa possibilidade. Utilizamos alguns critérios para definir a indicação do teste genético e, na presença de uma mutação, fazemos uso de medidas preventivas, que podem incluir cirurgias redutoras de risco. A mulher com alto risco para câncer de mama deve fazer um rastreamento diferenciado, iniciando mais cedo seus exames e com intervalo menor de tempo. O mastologista é o profissional adequado para fazer essas orientações.

- Posso continuar trabalhando durante meu tratamento? E atividades físicas?

O tratamento do câncer de mama tem diversas etapas. Quando a quimioterapia está indicada, existem algumas limitações na tentativa de preservar a saúde da paciente já que esse tratamento altera a imunidade. Mas de um modo geral, se a paciente está sentindo-se bem, incentivamos manter a rotina com alguns cuidados. A atividade física é um excelente aliado tanto durante o tratamento como na reabilitação. Manter o peso adequado, principalmente depois da menopausa, diminui o risco de recidiva da doença.

- Existe câncer de mama em homem?

Um em cada 100 casos de câncer de mama ocorre em homens. Geralmente procuram atendimento em estádios mais avançados da doença por não saberem que essa possibilidade existe. A falta de informação modifica o curso da doença, nesses casos. O tratamento é muito parecido ao tratamento oferecido para as mulheres com câncer de mama. 

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