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Saúde Geral

Verão aumenta ocorrência de parasitas em pets; saiba como prevenir e identificar

Pulgas e carrapatos se proliferam no calor e o desequilíbrio ambiental também tem ampliado ocorrência de doença transmitida por mosquitos

01/12/2023 Letícia Heinzelmann - Moglia Comunicação Empresarial Fonte: Assessoria de Imprensa Compartilhar:
Verão aumenta ocorrência de parasitas em pets; saiba como prevenir e identificar
Foto: Divulgação

A chegada da estação mais quente pode ser um convite a passeios ao ar livre com nossos bichinhos. Mas a época também exige maior atenção em relação à prevenção de pulgas, carrapatos e picadas de mosquitos. Estes insetos podem causar doenças que afetam pets e tutores, como a leishmaniose. Os carrapatos podem ser portadores do protozoário que causa a babesiose, doença que acomete os cães. Já os gatos sofrem mais com a micoplasmose, transmitida pela pulga. 

"A maioria dos ciclos desses parasitas tem interferência direta do clima. O calor aumenta muito a ocorrência de pulgas e carrapatos. E também temos observado o aumento da leishmaniose, doença transmitida por mosquitos, que normalmente ocorre em regiões com mata, área verde, mas que tem chegado mais às áreas urbanas, por conta do desequilíbrio ambiental e climático, já que as fortes chuvas recentes causaram deslizamentos e esses insetos acabam de deslocando", explica Mariana Caetano Teixeira, professora de Medicina Veterinária da UniRitter. 

Para evitar que os bichinhos sejam picados pelos mosquitos é recomendado que eles não fiquem na rua e em quintais no final da tarde, momento em que os insetos são mais ativos. Outra recomendação é uso de repelentes, que podem ser encontrados em coleiras e em pipetas aplicáveis nas nucas dos pets, e que podem ainda agir contra pulgas e carrapatos. É importante também vistoriar o pelo dos cães após os passeios e, regularmente, de gatos que tenham acesso à rua. 

Algumas raças de pets sofrem apenas pelo próprio aumento da temperatura, mostrando-se cansados e com a respiração difícil. "É recomendado nessas trocas de estação uma visita ao veterinário, para verificar a saúde geral e avaliar riscos para cada caso, de acordo com a rotina: se têm acesso à rua e a outros animais, por exemplo. Assim podemos prevenir, inclusive, as verminoses intestinais, que se tornam comuns quando os animais ficam mais expostos. Cada caso é um caso: tem animais que não toleram as coleiras antipulgas e repelentes, outros têm mais dificuldade de tomar comprimidos", avalia a especialista. Então, para saber se seu bichinhos está apenas com calor ou pode estar acometido de alguma doença da estação, é importante ficar atento aos sintomas: 

Leishmaniose 

A zoonose é transmitida por mosquitos tanto para humanos quanto para cães e gatos. Estes podem se tornar vetores entre si, mas não infectam pessoas, que contraem a doença exclusivamente através da picada do inseto. Portanto, não há motivo para pânico se tiver um bichinho doente em casa. "O que costuma ocorrer em áreas endêmicas é que os animais se contaminam antes, por ficarem em quintais, mas não são eles que contaminam os tutores", esclarece a profissional. 

Infelizmente, a única vacina existente contra esta zoonose está indisponível no Brasil e a manifestação da doença não tem sinais clínicos muito específicos. "É preciso estar atento a problemas de pele, como alterações dermatológicas, perda de pelo, feridas e lesões. Nesses casos, tem que fazer triagem para leishmaniose, que exige uma série de testes para fechar o diagnóstico", orienta a docente.  

Por afetar diversos órgãos e causar problemas renais, a leishmaniose pode ser grave e até fatal. Por isso a importância do diagnóstico precoce, afinal a doença tem cura para humanos e o tratamento está disponível no SUS. Entre os cães, o tratamento promove o controle dos sintomas e diminui o risco de contaminação entre os animais, mas não há cura e o animal segue sendo portador. Já para os gatos não existe tratamento específico, apenas dos sinais clínicos, mas esse controle já é suficiente para reduzir as chances de que eles contaminem outros. 

Babesiose 

Causada por um protozoário associado à infestação de carrapatos, a babesiose é mais comum em cães, já que os gatos têm hábitos de higiene que dificultam a adesão desse parasita. Os cachorros ficam mais expostos no verão, quando os passeios costumam aumentar; por isso, é importante inspecionar os pelos na volta para casa. Além de ter tratamentos preventivos em dia, que podem ser via comprimidos, pipetas ou coleira. Esses cuidados são importantes, já que a doença não tem vacina. 

A presença de carrapatos associada a alguns sinais clínicos deve fazer soar o alerta. "Também não tem sintomas muito específicos, mas o animal fica anêmico, pode ficar mais prostrado, sem apetite, apático e até febril, como aquele cão que quando a gente toca parece estar mais quentinho e que busca tomar mais água", enumera Mariana. Quanto antes iniciar o tratamento – que leva à cura – melhor para evitar necessidade de internação e até transfusão de sangue. 

Micoplasmose 

A micoplasmose felina é bem parecida com a babesiose, porém, o vetor é a pulga, cuja incidência aumenta muito no verão. Como causa anemia, quanto antes o tratamento for iniciado, menor o risco de consequências mais graves. O tratamento envolve a ingestão de dois comprimidos antimicrobianos duas vezes por dia, por três semanas – quem tem gato sabe que essa tarefa envolve um grande desafio. 

Não tem vacina e a prevenção se dá por aplicação de antipulgas, disponível em diversos formatos. "Gato é um animal difícil de monitorar, pois ainda é muito comum a cultura de gatos errantes, que são semidomiciliados ou mesmo de vida livre com acesso à casa. Precisa haver uma conscientização, pois em gatos indoor é muito raro a ocorrência de pulgas e mesmo de outras doenças decorrentes do acesso à rua", pontua a veterinária.  

Complexo Médico Veterinário 

A UniRitter é a única Instituição de Ensino Superior privada de Porto Alegre com um Complexo Médico Veterinário, que conta com infraestrutura completa, especialistas e exames de imagens para cães e gatos. Localizado no Campus FAPA, realiza agendamentos de consultas e exames de rotina, sendo que as segundas à tarde são reservadas para atendimento exclusivo aos felinos.  

Para consultar horários e agendar atendimentos, contate (51) 3230-3350 por WhatsApp ou (51) 3230-3345 por telefone. Para mais informações acesse a página do Complexo Médico Veterinário UniRitter.

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