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Santa Casa de Porto Alegre realiza primeira cirurgia de transposição uterina do RS

O procedimento busca garantir a fertilidade de mulheres que foram diagnosticadas com câncer na região pélvica e precisam realizar radioterapia durante o tratamento

03/04/2024 Redação Fonte: Imprensa Santa Casa de Porto Alegre Compartilhar:
Santa Casa de Porto Alegre realiza primeira cirurgia de transposição uterina do RS
Foto: Divulgação Santa Casa de Porto Alegre

A esperança de engravidar e se tornar mãe ganhou um novo capítulo na história de uma paciente em tratamento de câncer na Santa Casa de Porto Alegre. A equipe de oncoginecologia, acompanhada do cirurgião oncológico Reitan Ribeiro, realizou a primeira cirurgia de transposição uterina do Rio Grande do Sul. O procedimento busca garantir a fertilidade de mulheres que foram diagnosticadas com câncer na região pélvica e precisam realizar radioterapia durante o tratamento.

“Essa é uma técnica brasileira ainda bastante recente, mas que se tornou uma aliada imprescindível para a proteção dos órgãos reprodutivos de mulheres em tratamento de tumores no reto, intestino ou vagina, por exemplo”, explica a ginecologista Rosilene Jara Reis, especialista em cirurgia oncológica e oncologia pélvica, que integrou a equipe do procedimento junto com o cirurgião Reitan Ribeiro, criador da técnica. Os cirurgiões oncológicos Cássio Bona Alves e Ermani Cadore também participaram do procedimento, que teve a primeira etapa realizada em fevereiro.

Desenvolvida em Curitiba, ainda em fase de pesquisa, a técnica consiste em transferir os órgãos reprodutivos da mulher para a parte de cima do abdômen, uma vez que o tratamento oncológico pode atingir os óvulos femininos e tornar a mulher infértil. No procedimento, a primeira etapa consiste no deslocamento e fixação cirúrgica do útero e ovários na parte superior do abdômen, permitindo as aplicações radioterápicas na parte inferior.

Com a mudança de posição do útero, a vagina é temporariamente fechada e a região do colo passa a ser ligada ao umbigo, que é aberto para liberar o fluxo menstrual. Ao final do tratamento radioterápico, os órgãos são realocados nos seus locais, mantendo viva a esperança da maternidade.

Como destaca a chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, Carla Vanin, além do avanço técnico-científico, essa primeira cirurgia realizada na Santa Casa demonstra um passo importante na jornada voltada para a integralidade da experiência das pacientes. “Representa não só nossa capacidade de oferecer tratamentos de alta complexidade, mas nosso compromisso para além do tratamento oncológico, com possibilidades de futuro para nossas pacientes”, ressalta a médica. 

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