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Agosto Dourado

Hospital Moinhos de Vento reúne especialistas para falar sobre os benefícios da amamentação

23/08/2019 Redação Fonte: Moinhos / Critério Compartilhar:
Agosto Dourado
Foto: Divulgação Hospital Moinhos de Vento

Evento cientifico abordou o papel dos profissionais de saúde e a importância da família no período de aleitamento materno 

A amamentação é um dos maiores desafios da maternidade. Nesse período, é fundamental que a nova mãe conte com uma rede de apoio para vencer possíveis inseguranças naturais do processo, além de diversas barreiras que ainda são impostas. Esses e outros aspectos foram apresentados durante o 2º workshop de Aleitamento Materno promovido pelo Hospital Moinhos de Vento, que reuniu profissionais de saúde no Anfiteatro Schwester Sturm, na própria instituição, nesta sexta-feira (23). 

De acordo com a enfermeira Coordenadora Assistencial da área Materno-Infantil do Hospital, Andreia Amorim, o Agosto Dourado é um mês que permite intensificar ações e difundir argumentos em favor da amamentação. “A cor dourada foi escolhida justamente porque o leite materno é o padrão ouro em alimentação até os seis meses de idade. É o único alimento que pode, de fato, salvar vidas”, lembrou Andreia. 

Segundo ela, é fundamental que os profissionais de saúde compreendam que amamentar é uma experiência desafiadora, e que eles serão os primeiros responsáveis pelo auxílio e orientação das famílias. “Por isso, o apoio é o tema central deste ano. A mãe precisa se sentir acolhida, e mesmo quando as coisas não correrem da melhor forma, deve contar com nosso apoio para vencer qualquer frustração”.

Cuidar de vidas

Presente na abertura do evento, a Superintendente Assistencial do Hospital Moinhos de Vento, Vania Röhsig, saudou os participantes e reiterou o compromisso da instituição com o paciente. “Se nosso propósito é cuidar de vidas, não há como não nos posicionarmos a favor do aleitamento materno”.

Reconhecido nacionalmente pelo trabalho de estímulo ao aleitamento materno, o pediatra Moisés Chencinski, da Sociedade Brasileira de Pediatria, foi o palestrante principal da tarde. Com a pergunta “o que você faz para ajudar quem está amamentando?”, o médico reforçou que a sociedade precisa devolver o protagonismo das mães e dos bebês no processo de amamentação. Portanto, devem atuar como suporte para que não haja constrangimento em pedir ajuda.

Chencinski destacou ainda que, anualmente, a interrupção ou a amamentação inadequada no Brasil resultam em três milhões de mortes infantis que poderiam ser evitadas. Além disso, estimou que o aumento das taxas de aleitamento materno pode evitar 20 mil mortes maternas, 823 mil óbitos de crianças e mais de R$ 300 bilhões em perdas econômicas por ano. 

Para reverter a situação e aumentar em pelo menos 50% os índices de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida, o pediatra destacou uma série de ações. Segundo o especialista, além da importância da rede de apoio da família, é preciso limitar o marketing das fórmulas que dizem substituir o leite, facilitar a licença maternidade, flexibilizar as rotinas profissionais e fortalecer os sistemas de saúde. Sobre a opção da mulher de não amamentar, Chencinski acredita que “a mulher tem o direito da opção informada”, mas que precisa ter suporte e acesso a todas as informações possíveis para fazer essa escolha.

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