NEWS
Exame de sangue para Alzheimer avança e pode transformar diagnóstico da doença O maior risco na medicina hoje não é a IA, é ignorar a transformação digital CEEE Equatorial investe mais de R$ 375 mil em modernização da rede subterrânea de Porto Alegre Hospital Moinhos de Vento reúne lideranças internacionais para debater o futuro da enfermagem e do cuidado Banrisul Cultural cria clube do livro gratuito voltado ao público 60+ Unimed Porto Alegre implanta biometria facial na rede prestadora de atendimentos e consultórios médicos Vozes do Advocacy e ADJ Birigui promovem capacitação em diabetes Banrisul alcança lucro líquido de R$ 221,6 milhões no 1º trimestre de 2026 Edição 2026 do Top Ser Humano e Top Cidadania tem recorde de cases inscritos Sebrae RS será polo nacional de varejo para micro e pequenas empresas
Notícias

Sociedades de especialidades debatem com CFM risco de procedimentos feitos por não-médicos

Encontro foi realizado na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS)

18/01/2020 Redação Fonte: PlayPress Compartilhar:
Sociedades de especialidades debatem com CFM risco de procedimentos feitos por não-médicos
Foto: Marcelo Matusiak

A preocupação com as complicações dos procedimentos estéticos invasivos que estão sendo feitos por não-médicos foi levada ao presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro. O tema foi abordado em reunião realizada no CREMERS na tarde desta quinta-feira (16/01). A presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS, Taciana Dal'Forno Dini, alertou que os casos são recorrentes.

"São procedimentos feitos por não-médicos, como a aplicação de toxina botulínica, preenchimentos e lasers, entre outros, que resultam em complicações, que geralmente são atendidas pelos médicos. É importante lembrar que um procedimento estético pode causar cegueira, oclusão arterial, embolia pulmonar, entre outros quadros clínicos graves. Por isso, estamos debatendo a questão e pedindo o apoio do CFM nessa luta pela saúde da população. É preciso que o profissional que realiza o procedimento saiba fazer o diagnóstico, manejo e tratamento de uma possível complicação. Há casos de pacientes que acabam indo parar nas emergências aumentando o custo para o SUS e convênios ou são encaminhados para os consultórios de dermatologia, onde procuramos diminuir ao máximo o dano causado ao paciente", disse.

Em época de veraneio e muita exposição, outro tema traz forte preocupação. O Rio Grande do Sul é um dos estados líderes de casos de câncer de pele e dezenas de pacientes que são submetidos a procedimentos com não-médicos podem estar em risco

"Há até mesmo casos de pacientes que são submetidos a sessões de laser em cima de um melanoma, por exemplo porque aquele profissional não sabe fazer o adequado diagnóstico", alertou.

Participaram do encontro o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Dr. Mauro Luiz de Britto Ribeiro; o presidente do CREMERS, Dr. Eduardo Trindade; a presidente da SBD-RS, Dra. Taciana Dal'Forno Dini e o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, Dr. Régis Angnes.

Veja Também