NEWS
CIEE-RS inicia a semana com mais de 2,9 mil vagas de estágio e bolsas de até R$ 2,1 mil Mercopar 2026 chega à 35ª edição com centenas de expositores e o que há de mais atual em tecnologia industrial Ciência amplia precisão no diagnóstico e personaliza tratamento do câncer de mama Toy Story ganha arena infantil interativa e gratuita em Novo Hamburgo Conselho Deliberativo do GBOEX completa 84 anos com sessão plenária Embraer e grandes montadoras de automóveis vão abrir oportunidades para novos fornecedores durante a Mercopar 2026 Abertas as inscrições para as atividades 2027 do Instituto Leo Perussolo AMRIGS acompanha debates sobre inovação e futuro da Medicina no Health Meeting Brasil 2026 Sesc e Santa Casa promovem curso de preparação para voluntariado em Porto Alegre Fundatec oferece cursos de aperfeiçoamento na área da saúde em outubro
Saúde Geral

Fumante infectado com coronavírus tem 14 vezes mais chances de morrer do que uma pessoa não fumante

Na semana do Dia Mundial Sem Tabaco, 31 de maio, a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP promove uma campanha de conscientização

26/05/2020 Redação Fonte: DOC PRESS Comunicação Compartilhar:
Fumante infectado com coronavírus tem 14 vezes mais chances de morrer do que uma pessoa não fumante
Foto: Divulgação

O cigarro é responsável pela maior incidência de infartos e eleva em três vezes as chances de morte súbita. Os dados são da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP, que estima que o tabaco responda por 25% dos casos de infarto, cerca de metade dos derrames cerebrais e aumente em três vezes o risco de morte súbita. Entre as mulheres, esses riscos podem ser ampliados em até cinco vezes.

Diante desse cenário alarmante e aproveitando a mobilização do Dia Mundial Sem Tabaco, em 31 de maio, a SOCESP organizou campanhas virtuais, com postagens diárias, em seu site www.socesp.org.br/publico e mídias sociais, voltadas à conscientização sobre os perigos de fumar. Para se ter uma ideia, os danos que o cigarro provoca no organismo podem ser comparados com os prejuízos da forma mais grave da COVID-19, com a diferença que o tabagismo fará a parte dele no decorrer de um tempo mais longo – são sete milhões de mortos no mundo, a cada ano, por patologias relacionadas ao tabaco – enquanto a doença provocada pelo coronavírus faz os mesmos estragos em poucos dias.

“Trata-se da principal causa evitável de morte e encurta a vida de homens em dez anos e de mulheres em 12 anos”, lembra o presidente da SOCESP, João Fernando Monteiro Ferreira. “O fato de os fumantes estarem mais propensos às infecções virais e a probabilidade de morte 14 vezes maior quando a COVID-19 infecta fumantes, de acordo com estudos realizados, faz deste um bom momento para se pensar em tratamentos antitabagismo.”

O tabagismo enfraquece o sistema imunológico, tornando a reação protetiva do corpo frente às infecções mais lenta. Doenças pulmonares ou capacidade pulmonar reduzida – comuns em fumantes - também aumentam o risco de desenvolver as formas mais graves das infecções.

A cardiologista e assessora científica da SOCESP, Jaqueline Scholz, reforça o fato de o tabagismo ser uma patologia, assim como a diabetes e a hipertensão, por exemplo. “Um fumante disposto a largar o vício precisa de acompanhamento médico e de uma estratégia terapêutica, com uso de medicações para ter mais sucesso”, diz. Os tratamentos antitabagismo também são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) gratuitamente.

O Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking mundial de tabagistas, com 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens. Mas o número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% no período de 13 anos. Em 2019, 9,8% afirmavam ter o hábito de fumar, enquanto em 2006 o índice era de 15,6%. A prevalência de fumantes é menor nas faixas extremas de idade: entre adultos com 18 a 24 anos (7,9%) e adultos com 65 anos e mais (7,8%).

A boa notícia é que a recompensa por vencer a luta contra o tabagismo chega rápido: dados da SOCESP apontam que 20 minutos depois do último cigarro, a pressão e a frequência cardíaca já normalizam; entre 24 e 72 horas, os pulmões já oxigenam o sangue melhor. Depois de alguns dias, o olfato e o paladar estão mais aguçados. “Um ano sem tabaco e o risco de infarto é reduzido pela metade e, entre cinco e 10 anos, a probabilidade de um infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou”, estimula Jaqueline Scholz. 

Veja Também