NEWS
Vozes do Advocacy e ADJ Birigui promovem capacitação em diabetes Banrisul alcança lucro líquido de R$ 221,6 milhões no 1º trimestre de 2026 Edição 2026 do Top Ser Humano e Top Cidadania tem recorde de cases inscritos Unimed Porto Alegre reforça importância da vacinação contra gripe Recall é mais rápido e preciso com o padrão GS1 de identificação e rastreabilidade Sebrae RS fortalece presença do vinho gaúcho na Wine South America 2026 De marca artesanal à presença internacional: de la Guardia avança com apoio do Sebrae RS Feevale promove aula gratuita sobre técnica de massagem para bebês Sebrae RS leva inovação com foco humano ao Gramado Summit 2026 CEEE Equatorial realiza blitz de economia e segurança em Porto Alegre com o programa E+ Comunidade
Notícias

Experiência do Hospital Moinhos de Vento no enfrentamento à pandemia é destaque internacional

Criação de comitê especial, ampliação da capacidade e revisão de fluxos e protocolos foram publicados na New England Journal of Medicine

24/09/2020 Melina Fernandes Fonte: Moinhos / Critério Compartilhar:
Experiência do Hospital Moinhos de Vento no enfrentamento à pandemia é destaque internacional
Foto: Monique Pimentel

Uma das publicações científicas mais prestigiadas do mundo, a New England Journal of Medicine publicou o artigo “Prontos para a pandemia de COVID-19: a experiência de um hospital brasileiro”. O material é um relato sobre como o Hospital Moinhos de Vento se preparou para enfrentar a doença e as crises associadas. A criação do Comitê de Enfrentamento, a adaptação da estrutura para o aumento da demanda, a adoção de fluxos individualizados e seguros e a gestão dos prejuízos financeiros com a queda dos atendimentos eletivos foram fundamentais para obter resultados que se tornaram referência para outras instituições.

Os executivos do Hospital Moinhos de Vento lideraram o Comitê de Enfrentamento à COVID-19, e alguns especialistas chefes de serviços médicos assinam o artigo, que foi publicado pela Catalyst – revista da New England que apresenta inovações para acelerar a transformação na prestação de cuidados com a saúde. Eles destacam que muitas medidas foram bem mais restritivas do que as recomendadas pelo Ministério da Saúde.  “Nós nos antecipamos e começamos a adotar ações antes de o Rio Grande do Sul registrar o primeiro caso. Fomos muito rigorosos para poder dar o melhor atendimento. Pensamos desde cedo na segurança dos pacientes, de seus familiares e dos nossos colaboradores. O resultado é que tivemos um índice baixo de mortalidade e não registramos superlotação, pois o hospital está com a estrutura adaptada para a demanda”, pontuou o Superintendente Executivo, Mohamed Parrini.

O dobro da capacidade com menos recursos

Diante de incertezas e do tempo curto para estimar quanto a demanda aumentaria e em qual momento, o hospital praticamente dobrou o número de leitos — transformando quartos privativos em compartilhados e o Centro Cirúrgico em Unidade de Terapia Intensiva. Equipes foram treinadas e 50 profissionais foram contratados. O plano prevê a contratação de mais 250 pessoas, conforme a necessidade. “Elaboramos um planejamento para adaptar orçamento, garantir insumos e contratar equipes. Até um laboratório para a testagem da COVID-19 foi construído em 30 dias. Tudo isso sem contar os investimentos em pesquisa para análise do vírus e tratamentos”, complementa o superintendente.

Telemedicina e acesso restrito

A telemedicina foi fundamental para executar o plano de ação. As restrições de visitas e acompanhantes no hospital e a suspensão de consultas e procedimentos eletivos também exigiu adaptação. Com a regulamentação da prática no Brasil, foi possível oferecer teleconsultas para colaboradores e pacientes. Além disso, o cart de telemedicina que ficou disponível no Centro de Terapia Intensiva teve a função de aproximar os familiares que não podiam acessar o local para ver o paciente e conversar com a equipe médica. Com a suspensão de visitas, celulares e tablets mantiveram pacientes em contato com a família.

Responsabilidade Social

O Hospital Moinhos de Vento participou do que provavelmente será o maior legado da pandemia para o estado. O Centro de Tratamento e Combate da COVID-19 ampliou o número de leitos pelo SUS e reforçou a rede pública em Porto Alegre. Construído em 30 dias, em parceria com as empresas Gerdau, Ipiranga e Grupo Zaffari, foi considerada a obra hospitalar mais rápida da história do Brasil.

Outro ponto de destaque na publicação foram as pesquisas do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) que ampliaram a capacidade de testagem da rede pública de saúde e auxiliaram outras instituições no atendimento a pacientes com COVID-19. O projeto TeleUTI, por exemplo, conseguiu reduzir de 14 para 7 dias o tempo médio de internação, além de diminuir em mais de 20% a letalidade.

A ideia de compartilhar o artigo com a comunidade científica surgiu dos integrantes do comitê. O material pode servir de referência para o planejamento em outras pandemias. Além de Parrini, o superintendente médico, Luiz Antonio Nasi, a superintendente assistencial, Vania Röhsig, a gerente médica, Gisele Nader Bastos, a chefe do Serviço de Cardiologia, Carisi Polanczyk, e o chefe do Serviço de Infectologia, Alexandre Zavascki, assinam a publicação.

Confira o artigo no site da New England Journal of Medicine.

Legenda da foto: Tele UTI: Projeto voltado para a qualificação do SUS garantiu a redução em quase 50% do tempo de internação e de 20% da mortalidade em UTIs da rede pública atendidas pelo Tele UTI COVID

Veja Também