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Dia do Mágico (31/01): shows virtuais exigem novos truques para manter antigos segredos

Apresentações interativas à distância, como a realizada no 6º Sesc Circo, tiveram de ser desenvolvidas para que ilusionistas continuassem a encantar durante a pandemia

01/02/2021 Redação Fonte: Assessoria de Imprensa Sesc/RS Compartilhar:
Dia do Mágico (31/01): shows virtuais exigem novos truques para manter antigos segredos
Foto: Telepatia Argumentada - Ricardo Malerbi - Foto de Divulgação

Luz, câmera, ação: o comando que antes era comum apenas em sets de novela e de cinema passou a fazer parte do cotidiano de diversos trabalhadores da cultura que tiveram de adaptar seu trabalho para o ambiente on-line. A falta de contato com o público é um dos desafios a ser superado por artistas de diversas áreas, mas para o ilusionista, além de cativar os espectadores, é preciso provar que não está sendo usado nenhum truque de vídeo ou efeito durante a sua apresentação. Para celebrar o Dia do Mágico, comemorado em 31 de janeiro, o artista Ricardo Malerbi revela os truques para adaptar o repertório sem entregar o que está por trás da magia.

Realizado pela primeira vez on-line, o Sesc Circo aconteceu de 2 a 6 de dezembro e abriu espaço para diversas apresentações virtuais - entre elas, o Telepatia Argumentada, do mágico Ricardo Malerbi, que segue disponível para visualização no link https://youtu.be/mB6AI4IhxUw. Completando 20 anos de carreira em 2020, pela primeira vez ele se viu com a agenda de shows do ano totalmente cancelada. Após pensar em encontrar outras formas de sustento, percebeu que começaram a pipocar espetáculos virtuais e começou a estudar como poderia adaptar o seu repertório. “Nunca tinha me preparado para estudar a relação com a câmera. Precisei entender o que teria que adaptar para transformar 20 anos de estudos na direção mais analógica possível em uma apresentação on-line”, recorda.

Com a compra de equipamentos para solucionar as questões tecnológicas e a montagem de um pequeno estúdio em casa, o próximo desafio a ser superado era a ausência de interação com o público. “Sem dúvida, o pior é a falta de retorno do público, a sensação de solidão, de falar sozinho. Não tem como medir o nível de atenção, interesse e engajamento das pessoas”, explica Malerbi. Para diminuir essa distância, ele passou a usar um aplicativo que ajuda a identificar as pessoas dispostas a participar do show e convidá-las a fazer escolhas dentro do número, além de incentivar os espectadores a usarem o chat ou abrirem o microfone para responder a provocações feitas durante as apresentações.

Outro ponto importante é convencer o público de que a mágica está sendo feita sem o uso de edição ou efeitos digitais. “Eu tento me colocar na posição de quem está assistindo, o que eles podem achar que pode ser um filtro, então penso o que eu vou fazer para provar que não é. São várias técnicas utilizadas, como pegar o objeto, bater para mostrar que é sólido, passar a mão pela volta para mostrar que não tem uma corda sustentando algo”, ilustra. “Se eu sair do quadro, já poderia estar trapaceando, então tenho que manter as mãos e objetos dentro de uma área limitada. Tenho um monitor para ver o que o público está vendo, mas também não posso ficar olhando para ele, senão fica desinteressante. Ter que olhar para a câmera e ao mesmo tempo perceber como estou no vídeo é um grande desafio”, completa.

Quando for possível voltar a receber o público de forma segura, o mágico pretende retomar os shows presenciais em espetáculos culturais e festivais: “O público está empático, continua sentindo o encantamento e o assombro mesmo no virtual. Mas uma apresentação é muito mais do que a parte mágica, é uma relação humana, é ver adultos inspirando crianças, é política, é sociologia. Pelo computador, isso é maior do que zero, mas muito menor do que no presencial”. Malerbi acredita que em outras situações, como eventos corporativos, o on-line pode ser um formato interessante para manter a atenção deste tipo de público, e por isso pretende experimentar mais essa abordagem no futuro. 

A entrada no ambiente virtual fez com que o mágico lembrasse o início da carreira, mesmo após duas décadas de atuação na área. “Fazer a minha primeira apresentação on-line foi como se eu estivesse recomeçando. Fiz números que faço há muito tempo, mas estava suando de nervosismo. Apesar de 20 anos de carreira, sinto que voltei a ser aprendiz, um novato”, brinca. Agora, ele não quer largar a oportunidade de seguir aprendendo novas formas de levar sua arte para as pessoas: “Já no palco, eu estava longe de estar satisfeito. Os mágicos que eu mais admiro são mais velhos, têm muita experiência. Tem muita coisa ainda para estudar e melhorar. Daqui a cinco anos, eu espero ter essa conversa e poder contar que aprendi muitas coisas novas, coisas além do que descobri nesse primeiro ano estudando como fazer mágica on-line”, conclui.

Durante todo o ano de 2020, mesmo em meio à pandemia, o Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac esteve como sempre bem próximo à comunidade gaúcha. Seguindo as recomendações das autoridades e mantendo os cuidados com a saúde de todos, os serviços continuaram sendo entregues e fizeram diferença na vida das pessoas. Para 2021, a entidade deseja que os gaúchos vistam seus melhores sorrisos e tenham esperança no novo ciclo. O portal www.pertodevc.com.br segue com programação on-line e gratuita em variadas áreas como: empreendedorismo, educação, esporte, saúde, cultura, lazer e ação social.

 

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