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Pesquisa da Coalizão COVID-19 Brasil integra estratégia da OMS para o enfrentamento à Long COVID

Estudo que acompanha mais de mil pacientes brasileiros foi apresentado para especialistas e pesquisadores no primeiro simpósio global sobre a Síndrome Pós-COVID

10/02/2021 Melina Fernandes Fonte: Moinhos / Critério Compartilhar:
Pesquisa da Coalizão COVID-19 Brasil integra estratégia da OMS para o enfrentamento à Long COVID

A preocupação com as sequelas e os sintomas persistentes que, ainda sem explicação, atingem uma grande parcela de pacientes até por meses depois da infecção pelo coronavírus, fez a Organização Mundial da Saúde convocar especialistas internacionais para um simpósio dedicado exclusivamente à Síndrome Pós-COVID ou Long COVID. Nesta terça-feira (9), um grupo de representantes da OMS, médicos e pesquisadores participaram da reunião virtual para melhor definir a enfermidade, ampliar os conhecimentos, alinhar métodos de estudos e planejar estratégias globais de atendimento. A pesquisa Coalizão VII, da Coalizão COVID-19 Brasil, foi uma das cinco apresentadas no evento — a única brasileira.

O estudo é um dos nove desenvolvidos pela aliança formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). As pesquisas avaliam a eficácia e a segurança de potenciais terapias para pacientes com COVID-19 no Brasil. 

O Coalizão VII analisa os impactos a longo prazo e a qualidade de vida, após a alta hospitalar, de pacientes que tiveram a doença. Até o momento, estão sendo acompanhadas mais de mil pessoas. O médico intensivista e pesquisador do Hospital Moinhos de Vento Regis Goulart Rosa, representante da Coalizão Covid-19 Brasil, destaca que uma preocupação dos profissionais da saúde no mundo todo é com, além de todas as consequências da pandemia de COVID-19, uma pandemia de incapacidade. “Os sistemas de saúde precisam se preparar para tratar sequelas e reabilitar esses pacientes. Temos observado desde problemas respiratórios, cardiológicos, neurológicos, fraqueza muscular, até estresse pós-traumático, ansiedade e depressão. A OMS quer organizar o que se tem de pesquisas e dados disponíveis para entender melhor esses quadros clínicos e definir estratégias para prevenir e tratar a Long COVID”, explica.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou que o trabalho de enfrentamento da Long COVID está no início e deve se estender por muitos anos. Ele defendeu que as informações e estudos precisam sair de dentro dos hospitais e centros de pesquisa e chegar às comunidades. “Todos precisam, desde a Atenção Básica, conhecer os efeitos da infecção nas crianças, nos grupos de risco e em todos os grupos e entender os impactos sociais e econômicos desta enfermidade. É preciso garantir a reabilitação dos pacientes. Temos 800 centros de colaboração em diversas regiões e vamos pedir que incluam a Long COVID entre as prioridades”, afirmou.

Os resultados de estudos feitos no Reino Unido, Estados Unidos, China, Itália e Índia também servirão de base para a tomada de decisões com foco no reconhecimento, pesquisa e reabilitação dos pacientes. Os pesquisadores convidados formaram grupos de trabalho para o aprofundamento, a discussão e a elaboração de quadros clínicos. A pesquisadora da OMS responsável pela equipe clínica de enfrentamento à Long COVID, Janet Diaz, apresentou o formulário, disponível na Plataforma Global de Dados Clínicos da OMS, para que os profissionais possam reportar casos para monitoramento com as diretrizes de acompanhamento, como intervalos entre consultas e relatos de sintomas e sequelas.

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