NEWS
Vozes do Advocacy e ADJ Birigui promovem capacitação em diabetes Banrisul alcança lucro líquido de R$ 221,6 milhões no 1º trimestre de 2026 Edição 2026 do Top Ser Humano e Top Cidadania tem recorde de cases inscritos Unimed Porto Alegre reforça importância da vacinação contra gripe Recall é mais rápido e preciso com o padrão GS1 de identificação e rastreabilidade Sebrae RS fortalece presença do vinho gaúcho na Wine South America 2026 De marca artesanal à presença internacional: de la Guardia avança com apoio do Sebrae RS Feevale promove aula gratuita sobre técnica de massagem para bebês Sebrae RS leva inovação com foco humano ao Gramado Summit 2026 CEEE Equatorial realiza blitz de economia e segurança em Porto Alegre com o programa E+ Comunidade
Notícias

Imunoterapia: novo aliado para tratamento do câncer de mama

Indicação é para o subtipo mais agressivo, de incidência maior em jovens

31/10/2022 Redação Fonte: Assessoria de Imprensa da Oncoclínicas RS Compartilhar:
Imunoterapia: novo aliado para tratamento do câncer de mama
Foto: Divulgação

O câncer de mama não é uma doença única e sim um conjunto de diferentes subtipos e as particularidades da doença de cada paciente explicam a diferença da abordagem de tratamento de cada uma delas. É por isso duas que pacientes com câncer de mama não recebem necessariamente o mesmo plano terapêutico. "Um destes subtipos, chamado de tumor triplo negativo (pela ausência da expressão de receptores hormonais e da proteína HER2) totaliza em torno de 10 a 15% dos cânceres diagnosticados. Considerado o subtipo de tumor mais agressivo, de incidência maior em pacientes jovens, a única forma de tratamento sistêmico aprovada, além da cirurgia e da radioterapia (quando indicada) era a quimioterapia", explica o oncologista Leonardo Schmidt, da Oncoclínicas RS.

No entanto, este panorama vem mudando com o advento da imunoterepia, um tipo de tratamento que potencializa a sistema imune da própria paciente a combater o tumor. Já utilizada, há alguns anos, no tratamento do câncer de pulmão, melanoma e bexiga, entre outros, recentemente teve a aprovação no Brasil para o câncer de mama. O oncologista explica que as aprovações vieram em dois contextos bastante distintos da doença. "A primeira, na doença inicial, quando realizamos quimioterapia neoadjuvante (assim chamada quando o tratamento é feito antes a cirurgia) com dados importantes na redução e até desaparecimento completo da neoplasia no momento da cirurgia. Estes resultados são muito animadores, pois é um preditor importante da chance de cura das pacientes".

O segundo contexto é o da doença avançada, quando a neoplasia já está em fase metastática. Neste cenário, a imunoterapia mostrou dados de aumento da sobrevida das pacientes quando expostas ao tratamento e, em uma parcela delas, respostas sustentadas que levam os especialistas a questionar se não estão potencialmente curando uma população que até pouco atrás era considerada incurável.

Mas, mesmo com os resultados alcançados, o Dr. Schmidt destaca que algumas barreiras permanecem e é fundamental que a sociedade possa discutir a respeito delas. "O custo e o acesso são as principais delas. Atualmente, este tratamento está disponível apenas no setor privado, o que impede a maior parte das mulheres de receber esta ferramenta tão importante no tratamento do câncer de mama no Brasil". 

Veja Também