NEWS
Vozes do Advocacy e ADJ Birigui promovem capacitação em diabetes Banrisul alcança lucro líquido de R$ 221,6 milhões no 1º trimestre de 2026 Edição 2026 do Top Ser Humano e Top Cidadania tem recorde de cases inscritos Unimed Porto Alegre reforça importância da vacinação contra gripe Recall é mais rápido e preciso com o padrão GS1 de identificação e rastreabilidade Sebrae RS fortalece presença do vinho gaúcho na Wine South America 2026 De marca artesanal à presença internacional: de la Guardia avança com apoio do Sebrae RS Feevale promove aula gratuita sobre técnica de massagem para bebês Sebrae RS leva inovação com foco humano ao Gramado Summit 2026 CEEE Equatorial realiza blitz de economia e segurança em Porto Alegre com o programa E+ Comunidade
Saúde Geral

Epilepsia: saiba identificar as crises e como agir durante uma

Nem toda convulsão é epilepsia, entenda os diferentes tipos de crises que afetam cerca de três milhões de brasileiros

10/02/2023 Redação Fonte: Comunicação – Pró-Saúde Compartilhar:
Epilepsia: saiba identificar as crises e como agir durante uma
Foto: Divulgação

Historicamente, a epilepsia carrega uma bagagem de estigmas e preconceitos envolvendo questões sociais e psicológicas. Por isso, o Dia Internacional da Epilepsia (13/1) é celebrado anualmente, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epilepsia atinge mais de 50 milhões de pessoas no mundo, sendo três milhões no Brasil. A doença neurológica é caracterizada por descargas elétricas anormais, excessivas e recorrentes no cérebro, gerando diferentes crises epiléticas.

Carlos Alberto, médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Zona Leste, localizada em Santos (SP), explica o surgimento de diferentes sintomas da doença. "Podem ocorrer desde crises de ausência até crises convulsivas. Isso porque a epilepsia é causada por um foco que desorganiza as ondas cerebrais, e dependendo do lugar do cérebro em que esse foco é desorganizado, os sintomas mudam", explica o profissional.

A unidade, que pertence a rede pública de saúde da Prefeitura de Santos, sendo gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde, atua como referência para urgências em Clínica Médica, Ortopedia, Pediatria e Odontologia.

Sintomas em crises focais

As crises focais, ou parciais, são aquelas em que apenas uma área do cérebro é afetada. Existem dois tipos delas:

· Simples: pode ser identificada quando não há perda de consciência. Nesse caso, pode causar alterações no cheiro, sabor ou som, movimentos involuntários em áreas específicas do corpo, formigamento e tontura;

· Complexas: caracterizada pela perda de consciência. Essa crise pode causar movimentos repetitivos no paciente, sem que ele consiga responder aos estímulos à sua volta.

Sintomas em crises generalizadas

Essas crises afetam os dois lados do cérebro de forma generalizada. Aqui, pode-se destacar as principais:

· Crise de ausência: o indivíduo parece aéreo – é como se sumisse do ambiente – e pode fazer movimentos sutis com os olhos. Geralmente afeta crianças;

· Crises atônicas: provoca perda de controle muscular, podendo levar a quedas repentinas;

· Crise tônico-clônicas: um dos tipos mais frequentes, junto com a crise de ausência, essa crise é conhecida quando o indivíduo fica se debatendo. Ela pode causar a perda de consciência, rigidez e tremor pelo corpo – convulsão – em alguns casos há a perda de controle da bexiga e língua.

"Vale destacar que apenas um episódio de crise convulsiva não caracteriza a epilepsia. Para diagnosticar a doença é preciso que o paciente passe por pelo menos dois episódios, com intervalo de 24 horas", ressalta Carlos Alberto.

Ao identificar um episódio de crise, é importante buscar atendimento médico para a correta avaliação, diagnóstico do caso e início do tratamento, que pode ser realizado com medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais.

O que fazer durante uma crise

Durante um episódio de crise epilética onde a pessoa está se debatendo é importante que o ambiente seja esvaziado, retirando objetos e pessoas que estão próximos a ela.

Em seguida, deite-a de lado e proteja sua cabeça colocando algo macio embaixo, como um travesseiro ou almofada. Após isso, tente afrouxar as roupas do indivíduo e não coloque nada em sua boca, nem segure sua língua, pois isso pode machucá-la ainda mais.

"Atenção às crises que duram mais de cinco minutos e são recorrentes! Elas indicam uma emergência neurológica e, nesses casos, o paciente precisa ser atendido de imediato por profissionais", alerta o médico da UPA. 

Veja Também