NEWS
Panvel conquista Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol em primeira participação Hospital Moinhos de Vento promove manhã de atividades gratuitas no Parcão em alusão ao Dia Mundial do Coração Fundatec recebe ação do Instituto do Câncer Infantil para venda de camisetas da 32ª Corrida Pela Vida Sebrae RS anuncia finalistas da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo Hospital Moinhos de Vento é reconhecido pelo World's Best Specialized Hospitals 2027 entre os melhores do mundo em cinco especialidades 4º Distrito ganha novo ponto de saúde e conveniência em semana de destaque para a inovação ICI e Unisinos anunciam pós-graduação em Oncologia Pediátrica durante simpósio sobre ensino e pesquisa Empreendedoras levam negócios ao Acampamento Farroupilha e ampliam oportunidades de crescimento e renda Crescimento individual como ponte para o desenvolvimento profissional é destaque no Novo Hamburgo Feevale Summit Vozes do Advocacy e Associação de Diabéticos de Santa Bárbara D’Oeste promovem capacitação em diabetes
Notícias

Doença renal crônica avança mais de 57% em 10 anos

No Dia Mundial do Rim, a DaVita Tratamento Renal, maior rede de clínicas de hemodiálise do país, destaca a importância de atuar pela promoção da saúde e cuidado com os crescentes fatores de risco

07/03/2025 Bruno Folli Fonte: Assessoria de Imprensa Compartilhar:
Doença renal crônica avança mais de 57% em 10 anos
Foto: Freepik

A doença renal crônica registrou um salto de 57,6% nos últimos 10 anos, levando mais de 155 mil brasileiros a dependerem de hemodiálise, segundo o Censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia¹. O avanço é reflexo dos principais fatores de risco, que também registraram alta nos últimos anos e seguem em crescimento. Neste Dia Mundial do Rim, celebrado na próxima quinta-feira (13), o Dr. Bruno Zawadzki, nefrologista e diretor médico nacional da DaVita Tratamento Renal, a maior rede de clínicas de hemodiálise do país, alerta para a necessidade de cuidados estruturais para promoção da saúde e prevenção da doença renal.

A doença renal crônica é uma condição irreversível, em que a função renal está parcial ou totalmente comprometida. Sem conseguir filtrar o sangue adequadamente, o organismo acumula líquido e toxinas, gerando um quadro clínico potencialmente fatal. São necessárias sessões regulares de hemodiálise, geralmente duas ou três por semana, com duração em torno de quatro horas cada, para substituir a função dos rins.

Uma das alternativas de tratamento é o transplante renal, mas atualmente o total de procedimentos é inferior a 5% do total de pacientes com DRC². Para a maioria, a diálise se torna um tratamento contínuo, com implicações no cotidiano, em vista da frequência das sessões e eventuais efeitos adversos.

A crescente incidência de DRC reflete uma questão estrutural de saúde, que está diretamente relacionada ao aumento de fatores de risco como obesidade, diabetes, hipertensão e o envelhecimento da população. Dados recentes mostram que mais de 56% dos brasileiros estão com excesso de peso³, e cerca de 10% da população vive com diabetes, com um aumento de um ponto percentual em apenas dois anos4. Já a hipertensão arterial afeta 27,9% dos brasileiros, sendo mais prevalente entre os idosos, com 62,5% dos maiores de 65 anos diagnosticados com essa condição4.

Estudos também indicam a poluição atmosférica como um fator adicional que pode prejudicar a saúde renal. Pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Amsterdã identificaram o impacto negativo da poluição no funcionamento dos rins, ampliando as preocupações sobre o ambiente como um fator de risco.

Em resposta a esse cenário preocupante, Dr. Zawadzki destaca que a solução para a crise da DRC passa por mudanças nos hábitos de vida da população. Alimentação saudável, exercícios físicos regulares, controle de peso, monitoramento de doenças como diabetes e hipertensão, e envelhecimento saudável são medidas essenciais para prevenir e controlar o risco de danos aos rins. Além disso, ele enfatiza a importância dos check-ups regulares e da conscientização sobre a saúde renal, que deve ser uma prioridade tanto para os indivíduos quanto para os gestores de saúde pública e privada.

Pacientes que possuem fatores de risco, como diabetes, hipertensão arterial, obesidade, histórico familiar de DRC e idade acima de 60 anos, devem incluir nos seus exames de rotina um teste de sangue para medir a creatinina—parâmetro que indica indiretamente a função dos rins (estimativa da taxa de filtração glomerular) - e um exame de urina para detectar a perda de proteína (albumina), um dos primeiros sinais de lesão renal.

"O Dia Mundial do Rim é uma oportunidade para colocarmos a saúde renal na agenda de todos. A conscientização é a chave para prevenir a doença e reverter o quadro crescente de doença renal crônica que vive o Brasil", conclui Dr. Bruno Zawadzki. 

Fontes:

  1. ABCDT. Link
  2. ABTO. Link
  3. Agência Brasil. Link
  4. Vigitel 2023. Link
Veja Também