NEWS
Vozes do Advocacy e ADJ Birigui promovem capacitação em diabetes Banrisul alcança lucro líquido de R$ 221,6 milhões no 1º trimestre de 2026 Edição 2026 do Top Ser Humano e Top Cidadania tem recorde de cases inscritos Unimed Porto Alegre reforça importância da vacinação contra gripe Recall é mais rápido e preciso com o padrão GS1 de identificação e rastreabilidade Sebrae RS fortalece presença do vinho gaúcho na Wine South America 2026 De marca artesanal à presença internacional: de la Guardia avança com apoio do Sebrae RS Feevale promove aula gratuita sobre técnica de massagem para bebês Sebrae RS leva inovação com foco humano ao Gramado Summit 2026 CEEE Equatorial realiza blitz de economia e segurança em Porto Alegre com o programa E+ Comunidade
Notícias

Conselho Federal de Medicina amplia acesso à gastroplastia endoscópica e cirurgias bariátricas

Norma representa avanços técnico-científicos

23/05/2025 Redação Fonte: Martha Becker Connections Compartilhar:
Conselho Federal de Medicina amplia acesso à gastroplastia endoscópica e cirurgias bariátricas
Foto: Freepik

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, na terça-feira (20/05), a Resolução CFM nº 2.429/2025. A norma estabelece mudanças nos critérios para a realização de cirurgia e endoscopia bariátrica e metabólica em adultos e adolescentes. Com a mudança, a gastroplastia endoscópica também se consolida como um procedimento seguro e eficaz para tratamento da obesidade, ampliando o acesso a um número maior de pessoas.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 20 de maio, a norma representa avanços técnico-científicos e alinha o Brasil às diretrizes da Federação Internacional para a Cirurgia da Obesidade e Distúrbios Metabólicos (IFSO). Os modelos de cirurgia incluídos na regulamentação são embasados cientificamente e são os mais usados no mundo. A inclusão vai permitir um maior acesso e uma maior personalização do tratamento. "A partir de agora, a gastroplastia endoscópica passa a estar definitivamente entre as técnicas tradicionais no tratamento da obesidade, afastando qualquer argumento de ser um tratamento experimental, já que possui ensaio clínico de eficácia e segurança, ampla literatura e, agora, a chancela do CFM", salienta o Dr. Guilherme Sander, presidente da Sociedade Gaúcha de Gastroenterologia (SGG).

O Dr. Guilherme Sander explica que a gastroplastia endoscópica, procedimento minimamente invasivo que reduz o volume do estômago por via endoscópica, é uma opção segura e eficaz para pacientes com IMC a partir de 30 kg/m², além de casos selecionados de reganho de peso após cirurgias bariátricas tradicionais.

Com a norma publicada, adolescentes a partir de 16 anos também podem se beneficiar com procedimentos bariátricos, que poderá ser indicado a partir dos 14 anos em casos específicos. Para isso, precisam estar acompanhados por equipe multidisciplinar (médicos, nutricionistas, psicólogos) e com consentimento dos responsáveis. "É uma conquista importante para controlar a obesidade e as doenças relacionadas para que esse adolescente siga saudável para a vida adulta", explica o dr Guilherme Sander.

Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade é uma realidade para cerca de 20% da população brasileira, consistindo em fator de risco para doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares. Com a gastroplastia endoscópica, milhares de pacientes terão a possibilidade de um procedimento menos agressivo que assegura a recuperação mais rápida, assim como trata de paciente com contraindicação a cirurgias invasivas.

A gastroplastia endoscópica:

É um procedimento sem cortes, que não necessita de internação, realizado por endoscopia e sendo mais seguro que a técnica cirúrgica, não necessitando de reposição vitamínica e sem causar alteração na absorção de medicamentos de uso contínuo. Durante o processo médico, são realizadas suturas no estômago, reduzindo o seu tamanho, velocidade da digestão e aumentando a saciedade. A perda de peso estimada no período de um ano é de 20% do peso original, e estudos mostram durabilidade acima de 5 anos para mais de 70% dos pacientes. 

Veja Também