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Saúde Geral

Neurologista alerta para a importância da prevenção do AVC no Sul do Brasil

Em data alusiva à doença, médico da Hapvida explica importância de reconhecer os sinais e agir rápido

27/10/2025 Redação Fonte: Martha Becker Connections Compartilhar:
Neurologista alerta para a importância da prevenção do AVC no Sul do Brasil
Foto: Freepik

O Dia Mundial e o Nacional de Prevenção ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), celebrado em 29 de outubro, tem como objetivo conscientizar a população sobre uma das doenças mais letais do país. De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC é principal causa de incapacidade permanente e a segundo motivo de morte no Brasil. A enfermidade se manifesta em dois tipos: o isquêmico, quando há obstrução de uma artéria cerebral, e o hemorrágico, quando ocorre o rompimento de um vaso sanguíneo. Entre os casos registrados, o primeiro representa cerca de 85% das ocorrências.

No Sul do Brasil, a atenção deve ser redobrada. A região tem uma das populações mais envelhecidas do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que eleva o risco de ocorrência da enfermidade. “À medida que envelhecemos, nossos vasos sanguíneos perdem elasticidade e podem acumular placas de gordura, processo conhecido como aterosclerose. Além disso, doenças como hipertensão, diabetes e fibrilação atrial tornam-se mais comuns, e todas são fatores de risco diretos para o AVC”, explica o neurologista da Hapvida, Eduardo Savoldi.

Os dados epidemiológicos confirmam essa tendência. A combinação entre uma população mais idosa, hábitos alimentares típicos da região, com alto consumo de carnes, embutidos e sal, e o clima frio, que favorece o aumento da pressão arterial, torna o Sul especialmente vulnerável. “O inverno é uma época crítica, pois o frio causa vasoconstrição, ou seja, o estreitamento dos vasos sanguíneos. É fundamental que os idosos mantenham o controle rigoroso da pressão e o acompanhamento médico regular”, reforça.

Apesar dos riscos, a maioria dos casos de AVC pode ser evitada com hábitos simples e controle dos fatores de risco. Segundo Savoldi, manter uma rotina saudável é essencial: “A prevenção está em atitudes do dia a dia. Praticar atividades físicas leves, manter alimentação equilibrada, controlar o sal, não fumar, evitar o excesso de álcool e medir a pressão com frequência. Também é essencial tomar corretamente as medicações prescritas e comparecer às consultas de acompanhamento”.

O neurologista destaca ainda a importância de reconhecer os sinais de alerta do AVC e buscar ajuda imediata. Ele orienta o uso do acrônimo SAMU: S – Sorriso desigual (boca torta); A – Alteração da fala; M – Músculo sem força (braço, perna ou rosto de um lado do corpo); e U – Urgência, a pessoa deve ligar para o 192 imediatamente. “Cada minuto é decisivo. Costumamos dizer que ‘tempo é cérebro’, porque a cada minuto de um AVC isquêmico, milhões de neurônios morrem. O tratamento é mais eficaz quando realizado nas primeiras três horas após o início dos sintomas”, ressalta Savoldi.

Após o episódio, a reabilitação precoce e multidisciplinar é essencial para a recuperação. Fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico ajudam a estimular a neuroplasticidade cerebral, capacidade que o cérebro tem de se reorganizar e recuperar funções. “O envelhecimento é inevitável, mas as consequências do AVC não precisam ser. Conhecer os fatores de risco, cuidar da saúde desde cedo e agir rápido diante dos sintomas são atitudes que salvam vidas e evitam sequelas. Envelhecer com qualidade depende de escolhas diárias conscientes”, conclui.  

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