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Vozes do Advocacy e Associação Cearense de Diabéticos e Hipertensos promovem 4ª edição do Fórum Nacional de Políticas Públicas de Obesidade

Nos dias 1 e 3 de junho, o evento em Foz do Iguaçu traz especialistas para debater sobre a prevenção da obesidade, formas de tratamento integrado e políticas públicas

20/05/2026 Vanessa Pirolo Fonte: Anima Press Compartilhar:
Vozes do Advocacy e Associação Cearense de Diabéticos e Hipertensos promovem 4ª edição do Fórum Nacional de Políticas Públicas de Obesidade
Foto: Freepik

Para debater a Linha de Cuidado e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), o Vozes do Advocacy – Federação de Associações e Institutos de Diabetes e Obesidade e a Associação Cearense de Diabéticos de Hipertensos realizarão, com apoio do Instituto dos Diabéticos de Foz do Iguaçu, nos dias 1 e 3 de junho, das 9h às 18h, o Fórum Nacional de Políticas Públicas, no Anfiteatro da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu.

Durante o evento, divulgaremos uma pesquisa inédita sobre a relação do diabetes com obesidade, mostrando que a principal causa para o surgimento de complicações do diabetes é falta do controle da glicemia de médio a longo prazos. A pesquisa intitulada Acesso à Tecnologia de Monitorização do Diabetes no Brasil teve uma amostra quantitativa com 1.411 pessoas da população adulta (com 18 anos ou mais) com diagnóstico referido de diabetes e apoio da Roche.

A desigualdade social está estreitamente ligada ao acesso à tecnologia. 77,3% das pessoas que utilizam o sensor de glicose não têm complicações do diabetes, contra 12,4% que possuem uma e 10,3% que possuem duas ou mais complicações. Das pessoas que já utilizaram em algum momento, 63,3% não possuem complicação, 21,9% têm uma condição instalada e 10,3% possuem duas ou mais complicações. Quando comparamos com as pessoas que nunca utilizaram a tecnologia, 53,3% não têm complicações, 24% apresentam uma e 22,8% declaram ter duas ou mais condições associadas.

Isso significa que os usuários atuais de sensor tiveram cerca de 38% menor chance de relatar complicações microvasculares (retinopatia, doença renal e neuropatia), 42% de complicações macrovasculares (doenças cardiovasculares e amputações) e 34% de uma complicação crônica, do que os não usuários atuais.

O Fórum vai trazer especialistas na área e figuras públicas, incluindo o Ministério da Saúde, para debaterem a Linha de Cuidado e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), além do cenário da obesidade no país. É um evento gratuito e aberto ao público, mediante inscrição, que convida especialistas para falar sobre a temática da obesidade, levando em conta, principalmente, a sua multifatorialidade, resultante de uma combinação de fatores genéticos, ambientais, psicológicos e metabólicos.

“Temos a oportunidade de mostrar o cenário preocupante da obesidade e das dificuldades de acesso ao tratamento no país, incluindo uma discussão entre os Estados do Paraná, de Pernambuco, da Bahia e do Distrito Federal. Precisamos também falar sobre o estigma e preconceito e trazer todo o impacto que representam para a saúde da pessoa com obesidade, para que possamos implementar políticas públicas, que diminuam estas questões”, afirma Vanessa Pirolo, presidente do Vozes do Advocacy.

O primeiro dia terá a presença das 28 organizações que fazem parte do Vozes do Advocacy para capacitá-las cada vez mais em obesidade, para que possam apoiar pessoas com a condição. No dia 3 de junho, discutiremos o Cenário da Obesidade no país e nos Estados do Paraná, da Bahia, de Pernambuco e do Distrito Federal, com a presença confirmada de: Olga Regina Cotovicz de Castro Deus, consultora técnica da Secretaria de Atenção Especializada do Ministério da Saúde; Dra. Tatiana Raquel Selbmann Coimbra, Assessora Técnica da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens – CGCRIAJ/DGCI/Saps/MS); Dr. Fábio de Mello, Secretário de Saúde de Foz do Iguaçu; Dra. Flávia Franca Melo, Referência Técnica Distrital de Endocrinologia do DF; Adriana Cavalcanti Bezerra, Secretária Executiva de Atenção à Saúde de Pernambuco; Maria de Fátima Rocha Ribeiro da Silva, Coordenadora da Coordenação de Redes de Apoio Especializada da Bahia.

Segundo a previsão do Atlas da Obesidade 2026 da Federação Mundial de Obesidade (WOF) O número de pessoas com obesidade cresce a cada ano. 20,7% das crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos em todo o planeta vivem com sobrepeso ou obesidade – o equivalente a um em cada cinco, totalizando 419 milhões. A previsão da Federação Mundial de Obesidade é que, até 2040, o número salte para 507 milhões de crianças e adolescentes no mundo com sobrepeso ou obesidade.   Os números revelam que, no Brasil, 6,6 milhões de crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com sobrepeso ou obesidade. O número sobe para 9,9 milhões quando considerados crianças e adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, totalizando 16,5 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos vivendo com sobrepeso ou obesidade no país.

De acordo com Natasha Rocha de Alencar, Vice-Presidente do Vozes do Advocacy e Presidente da Associação Cearense de Diabéticos de Hipertensos “a inter-relação entre fatores ambientais e a obesidade, que requer uma atenção especial do poder público. A falta de cuidados com a obesidade nos sistemas de saúde impulsiona as principais doenças não transmissíveis (DCNT), como doenças cardiovasculares, diabetes, cancro, entre outras. O aumento das taxas de obesidade no país exige atenção dos governos, profissionais de saúde e da sociedade.

A iniciativa terá o apoio das marcas: Eli Lilly, Merck, EMS, Usina de Itaipu e Itaipu Parquetec.

Serviço:

Fórum Nacional de Políticas Públicas de Obesidade

  • Data: 1 e 3 de junho de 2026
  • Horário: Das 9h às 18h
  • Local: Auditório Parquetec Itaipu – Foz do Iguaçu

Sobre o Vozes do Advocacy

Com a participação de 25 associações e de 3 institutos de diabetes, a Federação de Associações e Institutos de Diabetes e Obesidade promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.
 

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