Participação feminina na liderança avança nas empresas do Rio Grande do Sul, segundo pesquisa GPTW
A 16ª edição das Melhores Empresas Para Trabalhar premiou 77 empresas e impactou mais de 118 mil colaboradores em todo o estado
O Great Place To Work® (GPTW), empresa global referência em cultura organizacional e ambientes de trabalho saudáveis, acaba de divulgar os resultados da 16ª edição do Ranking das Melhores Empresas Para Trabalhar™ Rio Grande do Sul 2026. O levantamento reuniu 214 empresas e impactou mais de 118 mil colaboradores em todo o estado.
Um dos principais destaques desta edição é o avanço da representatividade feminina nas empresas, que alcançou 42%, o maior patamar dos últimos três anos. O movimento foi ainda mais expressivo na alta liderança, na qual as mulheres passaram a ocupar 31% dos cargos, oito pontos percentuais acima dos 23% registrados em 2025.
Ao todo, 77 organizações foram reconhecidas por suas práticas consistentes de gestão de pessoas, reforçando a liderança e o compromisso em construir ambientes de confiança. Entre as empresas premiadas, estão 20 organizações de pequeno porte, 41 de médio porte e 16 de grande porte.
O ranking também evidencia a diversidade do cenário econômico gaúcho, com organizações de mais de 18 segmentos entre as empresas reconhecidas. Tecnologia da Informação lidera a lista, com 19 empresas, equivalente a 24,7% do total. Na sequência aparecem Produção e Manufatura, com 15 empresas, e Serviços Financeiros e Seguros, com seis. Juntos, os três setores representam 52% das premiadas.
Outros segmentos também aparecem entre os destaques, como Agricultura, Silvicultura e Piscicultura, com quatro empresas, e Serviços Industriais, com três. O ranking reúne ainda organizações dos setores de Educação e Treinamento, Imobiliária, Serviços de Saúde, Serviços Profissionais, Telecomunicações e Transportes, reforçando a diversidade da economia do estado.
Perfil etário
A pesquisa mostra um aumento na participação de profissionais de 35 a 44 anos em 2026, que chegou a 29%, o maior patamar registrado nos últimos três anos. Na faixa de 45 a 54 anos, a participação alcançou 13%, dois pontos percentuais acima do registrado no ano anterior.
Já a presença de profissionais de 26 a 34 anos e com 55 anos ou mais permaneceu estável, em 35% e 5%, respectivamente. Entre os colaboradores com até 25 anos, por outro lado, houve queda de cinco pontos percentuais, para 18%, o menor índice desde 2024.
Tempo de casa
Em 2026, a pesquisa revelou pouca variação no tempo de permanência dos colaboradores nas empresas avaliadas. Os profissionais com até dois anos de casa mantiveram a participação registrada desde 2024, representando 47%, a maior parcela do total. Também permaneceram estáveis, na comparação com o ano anterior, os grupos com 11 a 15 anos e mais de 20 anos de empresa, que correspondem a 5% e 2% dos profissionais, respectivamente.
Entre os colaboradores com seis a dez anos e 16 a 20 anos de organização, houve leve avanço de um ponto percentual, alcançando 12% e 3%, respectivamente. Já o grupo com dois a cinco anos de casa teve leve retração de um ponto percentual, chegando a 31%.
Perfil por gênero
A pesquisa mostra que a representatividade feminina nas empresas gaúchas reconhecidas no ranking GPTW alcançou 42%, o maior patamar dos últimos três.
Liderança e CEOs
A presença feminina avançou em diferentes níveis de liderança nas empresas avaliadas em 2026, segundo a pesquisa. O movimento foi mais expressivo na alta liderança, em que as mulheres passaram a ocupar 31% dos cargos, oito pontos percentuais acima dos 23% registrados em 2025.
Na média liderança, a participação feminina cresceu dois pontos percentuais, chegando a 37% e retomando o patamar registrado em 2024. Nas demais posições de liderança, o avanço também foi de dois pontos percentuais, para 43%, o maior índice dos últimos três anos.
O cenário, no entanto, foi diferente entre os CEOs, no qual a participação de mulheres no cargo apresentou leve retração em 2026 de um ponto percentual na comparação com o ano anterior, passando para 12%, mesmo número registrado em 2024.
Índice de Velocidade da Inovação (IVR)
O estudo de 2026 identificou mudanças no estágio de inovação das empresas participantes. O estágio de atrito passou a concentrar 36% das organizações, um ponto percentual acima do registrado no ranking anterior. Já o estágio acelerado de inovação permaneceu estável, em 24%. No estágio funcional, a participação recuou um ponto percentual em relação à edição anterior e seis pontos percentuais na comparação com 2024.
A pesquisa mostrou ainda diferenças entre as empresas premiadas e não premiadas. Entre as premiadas, 24% estão no estágio acelerado de inovação, 13 pontos percentuais acima do registrado entre as não premiadas. Além disso, 62% das empresas não premiadas concentram-se no estágio de atrito, enquanto, entre as premiadas, esse percentual é de 36%. O cenário indica uma concentração maior das empresas reconhecidas nos estágios mais avançados do processo de inovação.
Fatores de permanência
A pesquisa identificou que a remuneração e benefícios e estabilidade apresentaram crescimento de dois pontos percentuais em relação a 2025, registrando 15% e 5%, respectivamente. A qualidade de vida registrou leve alta de um ponto percentual em 2026, quando comparada com o ano anterior, alcançando 34%.
A oportunidade de crescimento, embora seja o principal motivo de permanência entre os colaboradores das empresas premiadas, citada por 36% dos respondentes, apresentou redução de um ponto percentual em relação a 2025 e de três pontos na comparação com 2024. O alinhamento de valores também registrou queda, recuando quatro pontos percentuais no mesmo período.
Confira o ranking neste link: