NEWS
Inteligência artificial amplia participação nas decisões de saúde entre os brasileiros Anvisa aprova primeiro medicamento não hormonal para sintomas da menopausa Parceria entre Sebrae RS e ApexBrasil busca preparar 500 empresas gaúchas para exportação em dois anos Na torcida pelo hexa, pequenos negócios transformam a Copa em oportunidade para atrair clientes e ampliar vendas Bagé será o próximo palco do show O Grande Encontro - Música dos Gaúchos Jaú Serve transforma controle de validade em ferramenta de segurança alimentar e redução de perdas Grupo Zaffari estreia podcast com entrevistas inspiradoras Frio aumenta riscos à saúde de idosos e pessoas acamadas em home care Inverno aumenta circulação de vírus respiratórios e exige atenção redobrada à saúde no Rio Grande do Sul Consultoria do Sebrae RS impulsiona consórcios de inspeção e amplia acesso de agroindústrias a novos mercados
Educação

Um doce e desnecessário alimento

Organismo não necessita de açúcar refinado e seu consumo pode trazer prejuízos à saúde

03/02/2009 Daiane Strapasson Fonte: Expressa Comunicação Compartilhar:

No cafezinho, na sobremesa, na comida nossa de cada dia... O açúcar refinado está presente todo mês no carrinho de compras e, todo dia, na mesa da família. O que poucos sabem é que esse alimento passou a fazer parte da dieta há menos de mil anos, quando o homem conseguiu extraí-lo da natureza. “É possível relacionar a universalização do consumo do açúcar – cerca de 400 anos – com o aumento na incidência de doenças comuns atualmente, como câncer, obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares”, alerta Juliana Garcia, nutricionista da Clínica Contato.

Está comprovado que o corpo humano é dependente de gorduras, proteínas, vitaminas e sais minerais, mas de nem um miligrama sequer de açúcar. “A glicose que o cérebro precisa diariamente provem do açúcar já presente nos alimentos, fontes de carboidratos, e não é prejudicial ao organismo. O grande problema está no consumo do açúcar refinado!”, explica a nutricionista.
 
Para ficar mais branco e soltinho, o açúcar extraído da natureza é submetido ao refino, que utiliza inúmeros produtos químicos. Nesse processo, as fibras, os sais minerais, proteínas e demais nutrientes são eliminados, resultando em um produto químico cheio de calorias vazias. “O consumo do açúcar refinado ainda produz um estado de superacidez que desmineraliza o nosso organismo, levando à carência de cálcio, magnésio, zinco, cobre e selênio”, salienta Juliana.
 
Mesmo sendo tão prejudicial, é fácil tornar-se escravo do açúcar, pois sua absorção é muito rápida e, ao chegar ao cérebro, tem ação tranqüilizante por meio da liberação do triptofano, que se converte em serotonina. “Ainda assim, o consumo do açúcar é cada vez maior, aumentando nossa dependência, pois ele está presente em uma série de alimentos que comemos diariamente, como bolachas, pães, tortas, bebidas. A oferta ilimitada desses alimentos baratos e de alta concentração energética aliada ao sedentarismo crescente acaba resultando em uma população cada vez mais obesa e doente”, observa.
 
Mudança de hábito
 
Controlar o consumo de açúcar refinado na dieta diária é fundamental para manter a qualidade da alimentação. A Organização Mundial da Saúde recomenda que a ingestão dessa substância não ultrapasse 10% da energia total da dieta. “Substituir o açúcar refinado comum por açúcar mascavo ou mel na alimentação pode ser uma opção, já que apresentam mais minerais e vitaminas em sua composição. Entretanto, o consumo ainda deve ser controlado, pois também são substâncias altamente energéticas”, afirma a nutricionista.
Veja Também