NEWS
Vozes do Advocacy e ADJ Birigui promovem capacitação em diabetes Banrisul alcança lucro líquido de R$ 221,6 milhões no 1º trimestre de 2026 Edição 2026 do Top Ser Humano e Top Cidadania tem recorde de cases inscritos Unimed Porto Alegre reforça importância da vacinação contra gripe Recall é mais rápido e preciso com o padrão GS1 de identificação e rastreabilidade Sebrae RS fortalece presença do vinho gaúcho na Wine South America 2026 De marca artesanal à presença internacional: de la Guardia avança com apoio do Sebrae RS Feevale promove aula gratuita sobre técnica de massagem para bebês Sebrae RS leva inovação com foco humano ao Gramado Summit 2026 CEEE Equatorial realiza blitz de economia e segurança em Porto Alegre com o programa E+ Comunidade
Saúde Mental

Cobranças e rotina estressante desafiam a saúde mental dos trabalhadores

Tema foi abordado no Ciclo de Palestras AMRIGS, dedicado ao Julho Violeta

29/07/2019 Marcelo Matusiak Fonte: PlayPress Compartilhar:
Cobranças e rotina estressante desafiam a saúde mental dos trabalhadores
Foto: Marcelo Matusiak

O desafio de melhorar a saúde mental dos trabalhadores não é fácil, mas deve ser considerado uma prioridade por todos. Entre as lições mais importantes deixadas no Ciclo de Palestras AMRIGS, dedicado ao Julho Violeta, está a necessidade de cuidar de si e não pensar apenas na atividade profissional.

O evento, realizado no auditório da AMRIGS na noite de quarta-feira (24/07), teve início com a palestra do médico psiquiatra, mestre e doutor em Medicina e Ciências da Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Rafael Moreno de Araújo que falou sobre o burnout.

- Ao longo da vida, todos passam por crises de burnout. O importante é não negar isso e sim enfrentar da melhor maneira possível. As pessoas trabalham e vão deixando as coisas de lado. Esquecem amor, família, relacionamentos, amigos e até mesmo o sexo. É preciso pensar no nosso tempo livre. Não podemos esquecer coisas que são essenciais para o ser humano. Não cuidamos, muitas vezes, de nossa saúde – afirmou.

Durante a palestra, o médico destacou a presença massiva de casos de burnout na área da medicina, ressaltando que as pesquisas mostram índices mais preocupantes em relação a profissionais que atuam nas UTIs. Os estudos mostram, também, uma prevalência do fenômeno entre estudantes, tendo como fatores principais a exaustão por causa das demandas de estudos e o sentimento de incompetência dos estudantes perante os desafios.

A médica especialista em Medicina do Trabalho e Diretora de Exercício Profissional da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Niura Terezinha Tondolo Noro, falou dos fatores que mais afetam o corpo e o que acontece com o nosso organismo diante de condições negativas.

- Cada pessoa é única e possui sua experiência e atitudes que resultam em ações diferentes. Precisamos olhar para dentro e ver o que queremos no futuro. Quando alguma coisa incomoda no ambiente de trabalho, vai acontecer no corpo alguma reação. Somos seres vivos. Chamamos isso de síndrome geral de adaptação e não é uma doença. Se mentalmente estivermos bem preparados, podemos sentir, mas não adoecer – explicou.

Como plano de ação preventivo, a médica destacou iniciativas que podem ser adotadas pelas empresas: reconhecer o problema, tratar o estresse no trabalho, envolver os trabalhadores na intervenção, usar a abordagem por etapas, adotar uma estrutura clara de tarefas e responsabilidades e manter um acompanhamento das mudanças.  

Veja Também